
(Fotos: Jane Fonada entrega o prêmio ao romeno, Cristian Mungiu; A atriz sul-coreana, Jeon Do-yeon, recebe o prêmio de melhor atriz).O filme: "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" (4 Luni, 3 Saptamini Si 2 Zile), do romeno Cristian Mungiu, conquistou neste domingo a Palma de Ouro do 60º Festival de Cannes.
Relação dos premiados:
Palma de Ouro: "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias", do romeno Cristian Mungiu.
Grande Prêmio: "Mogari no Mori", da japonesa Naomi Kawase.
Prêmio do Júri "Persépolis", da franco-iraniana Marjane Satrapi e do francês Vincent Paronnaud, e "Luz silenciosa", do mexicano Carlos Reygadas.
Melhor atriz: A sul-coreana Jeon Do-yeon, por "Secret Sunshine".
Melhor ator: O russo Konstantin Lavronenko, por "Izganie".
Melhor direção: O norte-americano Julian Schnabel por "Le Scaphandre et le Papillon".
Melhor roteiro: "Do Outro Lado", do turco-alemão Fatih Akin.
Prêmio Especial: "Paranoid Park", do americano Gus Van Sant.
Palma de Ouro de Curta-Metragem:
"Ver Llover", da mexicana Elisa Miller.
Câmara de Ouro: "Les Méduses", dos israelenses Etgar Keret e Shira Geffen.
Relação dos premiados:
Palma de Ouro: "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias", do romeno Cristian Mungiu.
Grande Prêmio: "Mogari no Mori", da japonesa Naomi Kawase.
Prêmio do Júri "Persépolis", da franco-iraniana Marjane Satrapi e do francês Vincent Paronnaud, e "Luz silenciosa", do mexicano Carlos Reygadas.
Melhor atriz: A sul-coreana Jeon Do-yeon, por "Secret Sunshine".
Melhor ator: O russo Konstantin Lavronenko, por "Izganie".
Melhor direção: O norte-americano Julian Schnabel por "Le Scaphandre et le Papillon".
Melhor roteiro: "Do Outro Lado", do turco-alemão Fatih Akin.
Prêmio Especial: "Paranoid Park", do americano Gus Van Sant.
Palma de Ouro de Curta-Metragem:
"Ver Llover", da mexicana Elisa Miller.
Câmara de Ouro: "Les Méduses", dos israelenses Etgar Keret e Shira Geffen.
UM POUCA DA HISTÓRIA
Em 1946, a França saía da 2º Guerra, com o desejo de recuperar a tradição artística e a grandeza perdidas com a ocupação nazista. Uma das formas encontradas para alcançar este objetivo, aliada ao esforço de revitalização do turismo na Côte D'Azur, foi a retomada do projeto de criação do Festival Internacional do Cinema de Cannes, que havia sido abandonado quase sete anos antes. Marcado para setembro de 1939, o 1º festival foi atropelado pelos acontecimentos que mergulharam a Europa e o mundo na 2ª Guerra. Mesmo assim, o júri, que deveria ser presidido pelo pioneiro Louis Lumière, ainda teve tempo de assistir em sessão privada a pelo menos um dos que seriam os concorrentes daquele ano: "O Corcunda de Notre Dame", de William Dieterle, com Charles Laughton. Após o fim da guerra, o festival foi inaugurado numa festa apoteótica em que Grace Moore cantou "A Marselhesa", marcando o início de uma nova era para a França. Desde então, durante 15 dias a cada mês de maio, a cidade da Riviera Francesa torna-se palco de uma luxuosa festa, sustentada tanto pela guerra comercial entre os produtores, quanto pelos escândalos e manifestações mundanas das grandes estrelas. O começo foi marcado por percalços. Apenas dois anos após a sua inauguração, o festival era cancelado por falta de verba. Em 1950, o problema se repetiu. E até 1955 não havia um troféu para os vencedores: a Palma de Ouro só seria entregue a partir de 1955. As controvérsias marcaram os anos dourados da Croisette (a avenida principal do balneário). Em 1959, a comissão de seleção recusou um filme que provocou um verdadeiro terremoto ao passar nos cinemas de todo o mundo: "Hiroshima, Mon Amour", de Alain Resnais, redimiu-se ganhando o prêmio da crítica. Naquele mesmo ano, françois Truffaut ganhou o prêmio de direção por "Os Incompreendidos". "La Dolce Vita", de Fellini, só ganhou o prêmio de 1960 graças à luta do presidente do júri, o escritor Georges Simenon, para obter a unanimidade de seus colegas. Em 1961, o jornal Osservatore Romano, do Vaticano, condenou os anticlericais Viridiana e Madre Joana dos Anjos, os principais premiados no festival, e o ministro da Cultura francês na época, André Malraux, eliminou da competição O Ano Passado em Marienbad, por considerar a obra-prima de Alain Resnais "destinada a um público restrito". Mas o divisor de águas foi o histórico Maio de 1968. A França era o palco principal de boicotes e manifestações que se alastraram por todo o mundo, inclusive pelo Brasil, exigindo uma nova ordem e o fim dos velhos esquemas de poder. Um grupo de cineastas, entre os quais Resnais, Jean-Luc Godard, Claude Lelouch, Louis Malle, Roman Polanski e François Truffaut invadiu a sala de projeção, pendurou-se nas cortinas e, proclamando a "destruição das estruturas do festival", propôs o envio de todos os filmes a Paris para serem exibidos gratuitamente. Em seguida, as salas de Cannes foram ocupadas por trabalhadores da indústria cinematográfica. O festival foi interrompido e não houve premiação. Hoje, o tempo das polêmicas entre os críticos, dos topless das starlets e dos filmes vetados por motivos morais ou políticos foi deixado para trás. Ficou, porém, o status de mostra de cinema mais importante do mundo, um título que retirou do Festival de Veneza - mais antigo, porém esvaziado desde que se extinguiram suas premiações no final dos anos 60. A mostra foi ganhando independência e importância, sempre tentando descobrir e promover a produção de países dos quatro cantos do mundo, especialmente depois que Gilles Jacob assumiu a organização do evento, em 1978. Entre as revelações do festival figuram o filme "O Império dos Sentidos", de Nagisa Oshima, escândalo mundial em 76, o cineasta indiano Satyajit Ray, o iugoslavo Emir Kusturica, o alemão Volker Schlondorf, chineses como Chen Kaige e a australiana Jane Campion, premiada por seu curta Peel, em 1986, bem antes do sucesso de "O Piano". Cannes também consagrou Robert Bresson, em diversas premiações, Bergman ("Sorrisos de uma Noite de Amor", "A Fonte da Donzela"), Antonioni ("A Aventura", "Blow Up"), Tarkovski ("Andrei Rublev", "Solaris", "Nostalgia"), Scorsese ("Taxi Driver") e bancou a premiações que desagradaram ao público, como "Sob o sol de Satã", em 1987 (seu diretor, Maurice Pialat, subiu ao palco sob uma chuva de vaias). Uma coragem que valeu ao festival prestígio e a admiração de todo o mundo. (Fonte: cineparadiso.com.br)


3 comentários:
Tô doida pra assistir esse "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" pra ganhar a Palma de Ouro deve ser bom mesmo!! Abraços!!;)
Sem dúvidas, Sheu. Até hoje não vi um filme que ganhasse o Festival de Cannes para não ser bom. A minha expectativa é a mesma sua. Vai ser igual o Brasil com: "O Pagador de Promessas", da obra do nosso baiano Dias Gomes: não saberemos quando outro filme romeno ganhará um Palma de Ouro.
Bjs
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