Biografia I
Avanilton Amorim Carneiro, filho de Antônio Ferraz dos Santos e Terezinha Amorim Carneiro, foi amparado pela parteira Germina, no dia 18 de outubro de 1957, na Rua 1º de Maio, Alto Maron, Vitória da Conquista, Bahia. Coincidentemente, a casa em que nasceu era alugada das mãos do poeta, jornalista e dramaturgo, Bruno Bacelar. Da união dos seus pais, tem duas irmãs: Bárbara Márcia Amorim Carneiro e Vânia Amorim Carneiro. Porém, há outros irmãos dos três primeiros relacionamentos do seu pai. Casado com a atriz Célia Santos, tem dois filhos: Avanilton Santos Carneiro e Isçahn Vinicius Santos Carneiro. Fez as primeiras séries do Ensino Fundamental nas Escolas Adelmário Pinheiro, Edvaldo Flores e Monteiro Lobato. Aos dez anos, passou no Concurso de Admissão e foi cursar a quinta série no Instituto de Educação Euclides Dantas. Sem o controle da Escola e a assistência dos pais, perdeu dois anos consecutivos jogando bola, no horário de aula, no famoso “Campinho da Normal”. Abandonou os estudos, mas se interessou pela leitura de romances. Passava uma semana sem sair do quarto só lendo. As vizinhas e professoras Lita e Marilita, percebendo o conhecimento literário, fez de tudo para retorná-lo aos estudos. Além de matriculá-lo no CIENB, elas pediam que uma sobrinha delas, Angélica Ferraz, o acordasse todos dias. Mais consciente, soube dividir o seu tempo com os estudos e o esporte. Foi o melhor velocista entre os estudantes. Só perdia para um professor, mas, na fase adulta superou todos os tempos desse docente que competia entre os alunos. Ao concluir o extinto Primeiro Ano Básico, voltou ao IEED para concluir o Ensino Médio. Nunca mais repetiu um ano até concluir o curso Português-Inglês, na UESB, considerando que o curso de inglês, pela rigidez dos professores Gileno Paiva e George, foi o único aluno da sua turma a concluí-lo. Porém, mais tarde, abandonou os estudos de inglês. Descobriu que a sua dificuldade em distinguir os sons era devido a um problema auditivo, conseqüência de uma forte alergia nasal. O embaraço em ouvir determinados sons não perdoa o seu idioma nativo. Tentou fazer pós-graduação em Literatura Brasileira, mas desistiu por duas vezes. Além de não sobrar tempo para fazer os trabalhos, sempre trabalhando de domingo a domingo, faltava-lhe dinheiro para pagar as mensalidades e o coordenador do curso, professor Marcelo França, não o permitiu freqüentar os módulos seguintes sem a quitação dos débitos anteriores.
Cursos Livres:
Fez alguns cursos soltos ligados ao teatro: “Iniciação as Artes Cênicas”, ministrado por Carlos Jehovah, Jorge Luis Melquizedeque e Edmundo Vieira; “Comunicação, criatividade e teatro”, Francisco Barreto; “Direção Teatral”, foram diversos cursos ao longo do país; “Improvisação ao Teatro”, Wagner Leão; “Arte Dramática”, Daniel Tive; “Dicção”, com Hebe Alves e Nilda Spencer; Congressos e Encontros: Participou do I Encontro Regional de Cultura, Poções, BA; II Encontro Nordestino de Teatro, Maceió, AL; II Congresso Estadual de Teatro, Salvador, BA; II e III Congressos Nacional de Teatro, respectivamente: Aracaju, SE, e Vila Velha, VT. Foi eleito para os IV e V Congressos Nacional, mas não pode ir. Participou e coordenou: II Encontro Estadual de Teatro, Vitória da Conquista, BA; III Congresso Estadual de Teatro, Salvador, BA.
Locais de trabalho:
Aos onze e doze anos de idade, fora da escola, trabalhou como cobrador das mensalidades do Clube Social Conquista e Conquista Esporte Clube. Em 1977, entrou no Grupo Avante Época-Teatro e até hoje atua como ator, diretor e autor. Entre 1979 e 81, em Salvador, atuou como ator, no Grupo de Teatro Rapsódios e, nesse mesmo período, foi vice-presidente da EMPROARTE. De volta a terra natal, foi contratado pela Fundação Cultural da Bahia para ministrar oficinas de teatro. Entre 1982 a 1987, como professor de Línguas Inglesa e Portuguesa, lecionou no ICEP. No Colégio Edvaldo Flores, entre 1983 a 1986, como professor de Inglês. Com a mesma disciplina trabalhou no Educandário Batista Pestalozzi entre 1983 a 1986 e voltou em 1993. Foi redator do jornal “Tribuna Regional” nos anos de 1982 e 1983. Como o proprietário deste semanário, era também o chefe da sucursal do Jornal “A Tarde”, as suas matérias jornalísticas saíam neste diário sem que ele ganhasse por tais publicações. Foi redator-chefe do jornal “Impacto” entre 1982 a 1986. Em 1988, montou o quinzenal: “Sudoeste – O Jornal da Região”. Convidado pelo então prefeito Murilo Mármore, assumiu a Chefia da Divisão de Promoções Culturais de 1989 a 1993. Em 1990, publicou algumas edições do mensal: “Ribalta”. Entre 1994 e 1995, foi editor de jornalismo da TV Cabrália. Em sociedade com Célia Santos, foi proprietário da “Ritimus Academia” entre 1990 a 2004. De 1993 a maio de 2002, no Colégio Estadual Padre Palmeira, foi professor de Inglês, Educação Física, Esportes, Teatro, promoveu diversos eventos esportivos e culturais além de ter sido tesoureiro do Caixa Escolar. Em maio de 2002, após certificação no Concurso para Diretores, foi nomeado diretor do Colégio Estadual Eraldo Tinoco, onde atuou até outubro de 2004 quando se afastou por licença médica, uma trombose na perna esquerda, e aguarda a conclusão do processo de aposentadoria por invalidez. Não consegue ficar muito tempo em pé. A perna incha, endurece e trava. Porém, sentado, com a incômoda posição de ter que colocar a perna acima da cintura, tem passado os dias escrevendo. Em 2005, com a transformação do Colégio Eraldo Tinoco em Colégio Militar, passa a ser diretor pedagógico do CPM. Mesmo sob Licença Médica, a Secretária Estadual da Educação, Anancy Bispo Paim, atendendo a pressão do Capitão Hélio, que queria ficar no seu lugar e o desumano encaminhamento da professora Selma Oliveira, (então diretora da DIREC 20) o afasta da direção. Através de uma cobrança do então Deputado Coriolano Sales, por ter achado uma grande injustiça, onde não respeitaram o seu estado de saúde, viabiliza a sua nomeação para a direção do Colégio Estadual Nilton Gonçalves. Embora tenha tomado posse e publicado no Diário Oficial não teve seus vencimentos atualizados. O Estado alegou que ele estava de licença médica não podia assumir uma função.
Resumo político:
Sua primeira filiação e atuação partidária foram no Partido dos Trabalhadores, de 1980 até o ano de 2000 quando cancelou o seu registro do PT em favor do PSB apenas para ganhar o direito de candidatura nesta última sigla. Uma candidatura sem dinheiro lhe rendeu 408 votos. Insatisfeito com a política cultural da Administração Municipal e com alguns casos ilícitos presenciados por ele, resolveu sair do PSB e filiou-se ao PTN. Afastou-se da direção do colégio para candidatar-se, em 2004. Mas, foi super prejudicado por colegas do magistério, adversários partidários que divulgaram um falso boato que sua candidatura estava ilegal, mesmo com a homologação da candidatura divulgada e o seu estado de saúde agravado não pode participar ativamente da campanha. Teve apenas 103 votos. Pelos falsas acusações dos professores, foi inocentado num processo administrativo. Agora, está entrando com processos por calúnia, difamação e danos morais. De antemão já tomou uma decisão familiar: nunca mais vai se candidatar. Entende que a busca da eleição seria para contribuir com diversos projetos culturais e educacionais, jamais lhe render inimizades através de picuinhas políticas. Doravante, só pretende, mesmo com as limitações estabelecidas pelas consequências deixada pela trombose, fazer teatro. O "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", ministrado em 2006, não pôde ser concluíndo justamente porque não aguentou ficar em pé as quatro horas programadas. Sua saúde abalou e teve que suspender o curso. Tentava ver se desse curso voltava a trabalhar se colocando a disposição do Centro de Cultura. Desistiu da idéia e foi para a perícia final. Recebeu o laudo de aposentadoria por invalidez. Atualmente, ministra o "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", pelo Grupo Avante Época-Teatro, no Centro de Cultura, mas reduziu para uma hora e meia. Está conseguindo levá-lo.


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