
Biografia II
RESUMO CULTURAL
Teatro Estudantil:
Lembra-se que as suas primeiras lições de teatro foram através da sua mãe, Terezinha Amorim Carneiro, onde ele ainda não sabia ler, mas memorizava os poemas infantis ao ouvir as diversas repetições da sua mãe. Era tão pequeno que as professoras o colocavam sobre a mesa para recitar. Nas escolas Adelmário Pinheiro e Edvaldo Flores não faltaram suas interpretações. Entre elas, a tradicional e famosa: “Batatinha quando nasce...” Participou de diversos “Dramas” organizados e dirigidos por sua mãe, onde eram cobrados ingressos e o salão da sua casa enchia. Não se lembra da peça, exceto da cena final onde ele lutava espada contra o rei malvado que aprisionava a princesa, personagem interpretada por sua irmã, Vânia Ferraz, e o rei por um colega de infância, Dorgival, o qual nunca mais o viu. Esses dramas foram encenados tanto na Travessa Padre Aguiar como na Avenida Presidente Vargas, sua idade girava em torno dos cinco aos sete anos. Ao longo do tempo, os dramas e as declamações foram esquecidos. Tornou-se tão tímido que tinha vergonha até de fazer uma leitura em sala de aula ou mesmo conversar com um colega sabendo que alguém por perto podia ouvir a sua conversa. Em 1977, fez de tudo para não participar de um trabalho da quarta unidade, na aula de Educação Artística, tendo Ana Izabel Figueira como professora, onde cada equipe teria que participar com a apresentação de uma peça curta. Uma colega sua, Maria do Carmo Oliveira de Jesus, fazia teatro no Centro Espírita Humberto de Campos, trouxe uma peça montada nessa instituição. Queria que ele cantasse. Muito desafinado, preferiu declamar a letra. Não se lembra mais do título ou autor dessa peça. Ainda não se esqueceu dos primeiros versos: “Sim! Eu irei e saberei aonde chegar. De onde vim, para onde vou, irás também”. Ele começava a peça sentado. O auditório do CIENB lotado. Quando se levantou para dar o texto, não pôde controlar a tremedeira das pernas. Andou um pouquinho e lembrou da impostação da voz quando era pequeno. Saltou o verbo. Voz potente, dominou a platéia. As pernas tremiam, mas ninguém notava. Após cada fala, o público o aplaudia. Foi um alvoroço o final da peça. Aplaudiram de pé. Muitos subiram no palco para o abraçar e parabenizá-lo. O jovem tímido, acanhado, introvertido, o caladão do fundo da sala, surpreendeu não só ele, mas a sua professora Nilza Ferraz que, no ano anterior, o deixou de fora de uma peça teatral justamente por saber que ele não levava jeito para o teatro. Após uns quinze minutos da apresentação, no camarim, mesmo sozinho, não conseguia fazer as pernas pararem de tremer. Deram o nome a essa peça de “O Hippy”, embora, sem sucesso, tem pesquisado o título, autor da peça e da letra. Se bem que, no ano anterior, tendo Theamara como professora de Educação Artística, dirigiu, escreveu e atuou na peça curta: “Limpeza Pública”, baseada num quadro do programa humorístico: “Balança mais não cai”, mas apresentada na sala de aula.


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