
Biografia III
Teatro Religioso:
Paralelo a escola, entrou no Grupo de Jovens Judéia, da Catedral. Aos domingos, após a missa, no Salão Paroquial, retomou as declamações. Era super aplaudido. Só que, agora, os poetas passaram a ser Luis Gama, Castro Alves, Vinicius de Morais, Agostinho Neto, João Cabral de Melo Neto e uma infinidade de poetas da terra. Fez grande sucesso com um poema popular seu: “Verdadeira Filha”, onde Karina Menezes fazia o papel da filha. Tomou alguns cursos soltos de interpretação e direção. Não demorou muito já estava dirigindo ou atuando em peças religiosas: “Paixão de Jesus Cristo Segundo Todo Mundo”, de Irineu de Castro Teixeira; “O Nascimento de uma criança pobre”. Ainda ligado a Igreja, mas alternando entre o Grupo Avante Época-Teatro, Salvador e a faculdade, foi o diretor artístico da “Festa da Padroeira NossaSenhora das Vitórias” entre 1979 a 1981. Promoveu: “I Concurso de Poemas Sacros”, “I Festival de Música Sacra” e diversos saraus, oficinas de teatro e encontros culturais entre os mais de cinqüenta grupos de jovens pertencentes ao MOVENS sob a coordenação geral do saudoso Padre Benedito Soares.
Teatro Universitário:
Na época, talvez, foi o ator mais patrocinado pela UESB, não como aluno, mas como ator do Grupo Avante Época-Teatro. Participou de apenas três montagens da UESB propriamente ditas: “A Bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado, direção dos saudosos Maria José Pinchemel e Jorge Luis Melquizedeque. Deu uma interpretação tão forte ao personagem do Bruxo Belzebu, que na estréia, após o espetáculo, a garotada invadiu o palco e rasgou-lhe a roupa. “Musical do Mar”, dirigido pela professora Ana Izabel Figueira e Jorge Luis Melquizedeque. No seu último ano, montou e dirigiu um texto de colagem denominado “Criação Coletiva”.
Grupo Avante Época-Teatro:
Entrou no GAE-T, em 1977, para declamar o poema “No Cárcere”, de Jayme Martins de Freitas, dirigido por Carlos Jehovah, para participar do “Festival de Inverno”, promovido pelo Colégio Paulo VI. Desde então participou dos seguintes espetáculos, todos dirigidos por Carlos Jehovah: “Síntese do Auto da Gamela”, de Carlos Jehovah e Esechias Araújo Lima; “O Lobo” (1979) e “A Onça e o Bode” (1980), adaptações de Avanilton Carneiro, direção de Edmundo Vieira; “Os Direitos Humanos” (1978 a 1981); “O Remorso de Judas” (1980 e 1981); “Conquista em Três Tempos” (1979), colagem de Carlos Jehovah; “O Mendigo ou o Cão Morto” (Desde 1979 até 2007. Todos os anos remontam), de Bertolt Brecht, nos primeiros anos tiveram como diretores: Carlos Jehovah, Edmundo Vieira e Jorge Luis Melquizedeque. De 1985 pra cá, o próprio Avanilton Carneiro tem dirigido. Fez uma mudança: no lugar do Rei,colocou a Rainha, personaagem interpretada por Célia Santos; “O Divórcio na Roça” (1982 a 1985), de Esechias de Araújo Lima; “O Museu de Emília” (1984), Monteiro Lobato, a partir desta peça, Avanilton Carneiro ou dirigiu ou também atuou como ator; “Decadência de uma Atriz” (1982), Chianca de Garcia; “O Marido de Conceição Saldanha” (1980 a 1981), de João Mohana, em Salvador, teve a direção de Francisco Barreto; “Pesadelo” (1981 a 1982), Alfredo Abeche; “Quando as Máquinas Param” (1982/84; 88; 90/92), de Plínio Marcos, a primeira montagem teve a direção de Carlos Jehovah; “Jambinho do Contra” (1984), de Stella Leonards; “Regresso da Filha” (1986); “A Beata Maria do Egito” (1987 a 1990), de Rachel de Queirós; “Ritimus Dance” (1994), de Célia Santos, promotor; “Matilde Passaredo: Conservar é preciso” (1999), de Avanilton Carneiro e Mauronildo Rocha; “Mais de 50 peças curtas” (1990 a 2000), diversos autores, resultado das oficinas e cursos; “Curso: Iniciação ao Teatro” (1983 a 2004), Orientador em diversos lugares; “Ana Bropophina” (2002 a 2003), de Avanilton Carneiro; “Decadência de uma atriz” (2005), de Chianca de Garcia. Iluminador: “Como José da Silva Descobriu que o Anjo da Guarda existiu?”, de Augusto Boal; “O Rio”, Telmo Padilha; “Árvores dos Mamulengos”, de Vital Santos; “Torturas de um Coração”, de Ariano Suassuna. “I Mostra Conquistense de Música”, criador e apresentador; “Canto da Serra”, primeiro show do Grupo Barros, diretor. "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", no Centro de Cultura: 2006 e 2007; "Curso Livre de Teatro - Módulo I", na UESB.
Grupo Teatral Rapsódios (Salvador):
“Evangelho em Couro” (1981), de Paulo Gil Soares; “O Marido de Conceição Saldanha” (1981), João Mohana; “O Mendigo ou o Cão morto” (1981), de Bertolt Brecht. Estas três versões foram dirigidas por Francisco Barreto.


2 comentários:
Hola: He leido tu pagina sobre el teatro religioso y creo que es importante. Yo soy actor español y he trabajado tambien el teatro religioso. Me gustaria que intercambiaramos impresiones al respecto. hace cinco años que trabajo en una obra "Auto de la Pasion" de Lucas Fernandez (1517) y me gustaria llevarla a Brasil. es bueno para los actores compartir sus experiencias. Visitare tu blog de vez en cuando. El mio es geocities.com/carrillo4/blog.html
Por que nao:)
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