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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sete anos sem Jorge Luís Melquezedeque

Vitória da Conquista, 03 de novembro de 2008.

Caro amigo Jorge Luís Melquisedeque, quanta saudade!
Nesse 4 de novembro se completará 7 anos da sua trágica (e dolorosa) partida de nosso meio. Sete anos que vivemos sem você, caro amigo!
O triste, perdurado em todo esses 7 anos, não foi a sua partida em si, a qual ela veio inexplicavelmente, mas sim a total ausência que tomamos em relação a essa partida.
Você foi tirado de nosso meio tragicamente e até hoje não fomos capazes de dar uma resposta condigna a sua partida.
Choramos, sofremos e lamentamos muito no inicio da “usa ida”, mas com o passar do tempo, devido a nossa inutilidade em relação ao fato em si, que originou sua triste partida, acabamos somente em momentos esporádicos ainda a lembrar de ti, o que demonstra a nossa fragilidade – ou talvez acomodação? - em relação aos desfalques que a vida nos causa.
Acredito caro amigo, que essa resignação ocorre pelo simples fato de não querermos nos envolver com as tragédias ao nosso redor. Pois além da sua trágica e dolorosa partida, outras pessoas (próximas ou distantes de “nós outros”) também “se foram”, tão dolorosamente e tragicamente como você e deixaram na sociedade as suas dores e lamúrias, esperando pela justiça, não a taliônica, mas aquela que a lei determina para ser cumprida. Será que um dia, mesmo tardia, essa justiça virá?
Jorge, o seu corpo foi dilapidado e queimado, mas essas marcas não ficaram somente nele, o fogo que ali abrasou também marcas em nós deixou, pois, mesmo que aparentemente somente para uns poucos, ainda perpassa o desejo de um dia podermos vê-lo, caro amigo, definitivamente, descansar e isso ocorrerá quando esse crime for, de fato e direito, desvendado. O que ainda faz esse crime ficar na incógnita? O que impede dele ser desvendado? Será que é pelo nosso “calar” ou pelos desvarios que fazem com que os “da Lei” se imitam?
Será que quantos de você, caro amigo Jorge Melquisedeque, ainda terão que martirizarem, para se saber que já se matou demais?
Ao nosso redor o que mais vemos são redes de seguranças cada vez mais espraiadas. Os muros, as nossas sacadas, as nossas casas, ambiente de trabalho, as nossas igrejas, os templos, lojas, sítios, fazendas, em si: “todo o nosso viver”, estão na “era do Show de Truman”, cada vez mais vigiados e sentindo-nos resguardados, alguns ainda conseguem viver em liberdade, mas mesmo assim reféns dos medos que nos rodeiam, caro amigo. O pavor é um dos sintomas da sociedade moderna.
Espero, caro amigo Jorge Luiz Melquisedeque, que de onde você estiver, possa continuar sempre a nos filmar, propiciando-nos que consigamos fazer com que a Vida ainda venha a ser bela e que a reconduzamos, mesmo que ainda utopicamente, para uma seara de justiça, fraternidade e igualdade para todos. Com isso você sonhou por todo o tempo que aqui conosco passou. Cabe agora a nós, pela perpetuação de sua memória, sermos capazes de fazer com que esse filme deixe de ser uma mera ficção, para de fato tornar-se realidade, não é caro amigo?
Com essas noticias que lhe transmito caro amigo Jorge Melquisedeque, deixo-lhe minha grande saudade e afirmo-lhe que enquanto viver sempre clamarei “pela sua justiça”, assim como pela de muitos outros (recentemente, em março desse ano, também, de forma trágica e dolorosa, um primo-sobrinho meu foi tirado “de nosso convívio” e até hoje a “sua justiça” não veio), desejando que aos “da Lei” possam um dia nos traze-las, mesmo que tardia. Assim sendo, você e muitos outros descansarão em paz...
Creio que Deus não nos abandonou e sim que Ele, na sua infinita bondade, tendo acolhido você e tantos outros, na sua morada eterna, dar-nos um espírito sereno para que nunca deixemos n’Ele confiar.
Por esse 4 de novembro de 2008, caro amigo Jorge Melquisedeque, em síntese (embora no meu coração ainda perpassa muitas angústias e aflições) é o que gostaria de falar-lhe e assim o faço.
Creio que no próximo ano, nessa data, (mesmo que ainda seja pelo clamar da justiça ou pelo expressar da alegria do meu sentimento por você), a sua memória ainda voltarei a colocar em evidência, embora ressalte que por muitos dias de todos os anos sempre o tenho presente comigo, pois a sua “presença” sempre me traz um gosto vivaz pela vida e pelas pessoas, mesmo que algumas possam não gostar de mim.
Fique em paz, meu amigo e daqui sempre por ti estarei velando.
Que Deus, que o tem próximo, possa por todos nós também zelar. Amém!
Abraços fraternos de Helio da Silva Gusmão (Helinho)
Seu terno colega de trabalho e admirador eterno.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Avanilton Carneiro I



Biografia I


Avanilton Amorim Carneiro, filho de Antônio Ferraz dos Santos e Terezinha Amorim Carneiro, foi amparado pela parteira Germina, no dia 18 de outubro de 1957, na Rua 1º de Maio, Alto Maron, Vitória da Conquista, Bahia. Coincidentemente, a casa em que nasceu era alugada das mãos do poeta, jornalista e dramaturgo, Bruno Bacelar. Da união dos seus pais, tem duas irmãs: Bárbara Márcia Amorim Carneiro e Vânia Amorim Carneiro. Porém, há outros irmãos dos três primeiros relacionamentos do seu pai. Casado com a atriz Célia Santos, tem dois filhos: Avanilton Santos Carneiro e Isçahn Vinicius Santos Carneiro. Fez as primeiras séries do Ensino Fundamental nas Escolas Adelmário Pinheiro, Edvaldo Flores e Monteiro Lobato. Aos dez anos, passou no Concurso de Admissão e foi cursar a quinta série no Instituto de Educação Euclides Dantas. Sem o controle da Escola e a assistência dos pais, perdeu dois anos consecutivos jogando bola, no horário de aula, no famoso “Campinho da Normal”. Abandonou os estudos, mas se interessou pela leitura de romances. Passava uma semana sem sair do quarto só lendo. As vizinhas e professoras Lita e Marilita, percebendo o conhecimento literário, fez de tudo para retorná-lo aos estudos. Além de matriculá-lo no CIENB, elas pediam que uma sobrinha delas, Angélica Ferraz, o acordasse todos dias. Mais consciente, soube dividir o seu tempo com os estudos e o esporte. Foi o melhor velocista entre os estudantes. Só perdia para um professor, mas, na fase adulta superou todos os tempos desse docente que competia entre os alunos. Ao concluir o extinto Primeiro Ano Básico, voltou ao IEED para concluir o Ensino Médio. Nunca mais repetiu um ano até concluir o curso Português-Inglês, na UESB, considerando que o curso de inglês, pela rigidez dos professores Gileno Paiva e George, foi o único aluno da sua turma a concluí-lo. Porém, mais tarde, abandonou os estudos de inglês. Descobriu que a sua dificuldade em distinguir os sons era devido a um problema auditivo, conseqüência de uma forte alergia nasal. O embaraço em ouvir determinados sons não perdoa o seu idioma nativo. Tentou fazer pós-graduação em Literatura Brasileira, mas desistiu por duas vezes. Além de não sobrar tempo para fazer os trabalhos, sempre trabalhando de domingo a domingo, faltava-lhe dinheiro para pagar as mensalidades e o coordenador do curso, professor Marcelo França, não o permitiu freqüentar os módulos seguintes sem a quitação dos débitos anteriores.


Cursos Livres:


Fez alguns cursos soltos ligados ao teatro: “Iniciação as Artes Cênicas”, ministrado por Carlos Jehovah, Jorge Luis Melquizedeque e Edmundo Vieira; “Comunicação, criatividade e teatro”, Francisco Barreto; “Direção Teatral”, foram diversos cursos ao longo do país; “Improvisação ao Teatro”, Wagner Leão; “Arte Dramática”, Daniel Tive; “Dicção”, com Hebe Alves e Nilda Spencer; Congressos e Encontros: Participou do I Encontro Regional de Cultura, Poções, BA; II Encontro Nordestino de Teatro, Maceió, AL; II Congresso Estadual de Teatro, Salvador, BA; II e III Congressos Nacional de Teatro, respectivamente: Aracaju, SE, e Vila Velha, VT. Foi eleito para os IV e V Congressos Nacional, mas não pode ir. Participou e coordenou: II Encontro Estadual de Teatro, Vitória da Conquista, BA; III Congresso Estadual de Teatro, Salvador, BA.


Locais de trabalho:


Aos onze e doze anos de idade, fora da escola, trabalhou como cobrador das mensalidades do Clube Social Conquista e Conquista Esporte Clube. Em 1977, entrou no Grupo Avante Época-Teatro e até hoje atua como ator, diretor e autor. Entre 1979 e 81, em Salvador, atuou como ator, no Grupo de Teatro Rapsódios e, nesse mesmo período, foi vice-presidente da EMPROARTE. De volta a terra natal, foi contratado pela Fundação Cultural da Bahia para ministrar oficinas de teatro. Entre 1982 a 1987, como professor de Línguas Inglesa e Portuguesa, lecionou no ICEP. No Colégio Edvaldo Flores, entre 1983 a 1986, como professor de Inglês. Com a mesma disciplina trabalhou no Educandário Batista Pestalozzi entre 1983 a 1986 e voltou em 1993. Foi redator do jornal “Tribuna Regional” nos anos de 1982 e 1983. Como o proprietário deste semanário, era também o chefe da sucursal do Jornal “A Tarde”, as suas matérias jornalísticas saíam neste diário sem que ele ganhasse por tais publicações. Foi redator-chefe do jornal “Impacto” entre 1982 a 1986. Em 1988, montou o quinzenal: “Sudoeste – O Jornal da Região”. Convidado pelo então prefeito Murilo Mármore, assumiu a Chefia da Divisão de Promoções Culturais de 1989 a 1993. Em 1990, publicou algumas edições do mensal: “Ribalta”. Entre 1994 e 1995, foi editor de jornalismo da TV Cabrália. Em sociedade com Célia Santos, foi proprietário da “Ritimus Academia” entre 1990 a 2004. De 1993 a maio de 2002, no Colégio Estadual Padre Palmeira, foi professor de Inglês, Educação Física, Esportes, Teatro, promoveu diversos eventos esportivos e culturais além de ter sido tesoureiro do Caixa Escolar. Em maio de 2002, após certificação no Concurso para Diretores, foi nomeado diretor do Colégio Estadual Eraldo Tinoco, onde atuou até outubro de 2004 quando se afastou por licença médica, uma trombose na perna esquerda, e aguarda a conclusão do processo de aposentadoria por invalidez. Não consegue ficar muito tempo em pé. A perna incha, endurece e trava. Porém, sentado, com a incômoda posição de ter que colocar a perna acima da cintura, tem passado os dias escrevendo. Em 2005, com a transformação do Colégio Eraldo Tinoco em Colégio Militar, passa a ser diretor pedagógico do CPM. Mesmo sob Licença Médica, a Secretária Estadual da Educação, Anancy Bispo Paim, atendendo a pressão do Capitão Hélio, que queria ficar no seu lugar e o desumano encaminhamento da professora Selma Oliveira, (então diretora da DIREC 20) o afasta da direção. Através de uma cobrança do então Deputado Coriolano Sales, por ter achado uma grande injustiça, onde não respeitaram o seu estado de saúde, viabiliza a sua nomeação para a direção do Colégio Estadual Nilton Gonçalves. Embora tenha tomado posse e publicado no Diário Oficial não teve seus vencimentos atualizados. O Estado alegou que ele estava de licença médica não podia assumir uma função.


Resumo político:


Sua primeira filiação e atuação partidária foram no Partido dos Trabalhadores, de 1980 até o ano de 2000 quando cancelou o seu registro do PT em favor do PSB apenas para ganhar o direito de candidatura nesta última sigla. Uma candidatura sem dinheiro lhe rendeu 408 votos. Insatisfeito com a política cultural da Administração Municipal e com alguns casos ilícitos presenciados por ele, resolveu sair do PSB e filiou-se ao PTN. Afastou-se da direção do colégio para candidatar-se, em 2004. Mas, foi super prejudicado por colegas do magistério, adversários partidários que divulgaram um falso boato que sua candidatura estava ilegal, mesmo com a homologação da candidatura divulgada e o seu estado de saúde agravado não pode participar ativamente da campanha. Teve apenas 103 votos. Pelos falsas acusações dos professores, foi inocentado num processo administrativo. Agora, está entrando com processos por calúnia, difamação e danos morais. De antemão já tomou uma decisão familiar: nunca mais vai se candidatar. Entende que a busca da eleição seria para contribuir com diversos projetos culturais e educacionais, jamais lhe render inimizades através de picuinhas políticas. Doravante, só pretende, mesmo com as limitações estabelecidas pelas consequências deixada pela trombose, fazer teatro. O "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", ministrado em 2006, não pôde ser concluíndo justamente porque não aguentou ficar em pé as quatro horas programadas. Sua saúde abalou e teve que suspender o curso. Tentava ver se desse curso voltava a trabalhar se colocando a disposição do Centro de Cultura. Desistiu da idéia e foi para a perícia final. Recebeu o laudo de aposentadoria por invalidez. Atualmente, ministra o "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", pelo Grupo Avante Época-Teatro, no Centro de Cultura, mas reduziu para uma hora e meia. Está conseguindo levá-lo.

Avanilton Carneiro II






Biografia II



RESUMO CULTURAL




Teatro Estudantil:




Lembra-se que as suas primeiras lições de teatro foram através da sua mãe, Terezinha Amorim Carneiro, onde ele ainda não sabia ler, mas memorizava os poemas infantis ao ouvir as diversas repetições da sua mãe. Era tão pequeno que as professoras o colocavam sobre a mesa para recitar. Nas escolas Adelmário Pinheiro e Edvaldo Flores não faltaram suas interpretações. Entre elas, a tradicional e famosa: “Batatinha quando nasce...” Participou de diversos “Dramas” organizados e dirigidos por sua mãe, onde eram cobrados ingressos e o salão da sua casa enchia. Não se lembra da peça, exceto da cena final onde ele lutava espada contra o rei malvado que aprisionava a princesa, personagem interpretada por sua irmã, Vânia Ferraz, e o rei por um colega de infância, Dorgival, o qual nunca mais o viu. Esses dramas foram encenados tanto na Travessa Padre Aguiar como na Avenida Presidente Vargas, sua idade girava em torno dos cinco aos sete anos. Ao longo do tempo, os dramas e as declamações foram esquecidos. Tornou-se tão tímido que tinha vergonha até de fazer uma leitura em sala de aula ou mesmo conversar com um colega sabendo que alguém por perto podia ouvir a sua conversa. Em 1977, fez de tudo para não participar de um trabalho da quarta unidade, na aula de Educação Artística, tendo Ana Izabel Figueira como professora, onde cada equipe teria que participar com a apresentação de uma peça curta. Uma colega sua, Maria do Carmo Oliveira de Jesus, fazia teatro no Centro Espírita Humberto de Campos, trouxe uma peça montada nessa instituição. Queria que ele cantasse. Muito desafinado, preferiu declamar a letra. Não se lembra mais do título ou autor dessa peça. Ainda não se esqueceu dos primeiros versos: “Sim! Eu irei e saberei aonde chegar. De onde vim, para onde vou, irás também”. Ele começava a peça sentado. O auditório do CIENB lotado. Quando se levantou para dar o texto, não pôde controlar a tremedeira das pernas. Andou um pouquinho e lembrou da impostação da voz quando era pequeno. Saltou o verbo. Voz potente, dominou a platéia. As pernas tremiam, mas ninguém notava. Após cada fala, o público o aplaudia. Foi um alvoroço o final da peça. Aplaudiram de pé. Muitos subiram no palco para o abraçar e parabenizá-lo. O jovem tímido, acanhado, introvertido, o caladão do fundo da sala, surpreendeu não só ele, mas a sua professora Nilza Ferraz que, no ano anterior, o deixou de fora de uma peça teatral justamente por saber que ele não levava jeito para o teatro. Após uns quinze minutos da apresentação, no camarim, mesmo sozinho, não conseguia fazer as pernas pararem de tremer. Deram o nome a essa peça de “O Hippy”, embora, sem sucesso, tem pesquisado o título, autor da peça e da letra. Se bem que, no ano anterior, tendo Theamara como professora de Educação Artística, dirigiu, escreveu e atuou na peça curta: “Limpeza Pública”, baseada num quadro do programa humorístico: “Balança mais não cai”, mas apresentada na sala de aula.

Avanilton Carneiro III


Biografia III

Teatro Religioso:
Paralelo a escola, entrou no Grupo de Jovens Judéia, da Catedral. Aos domingos, após a missa, no Salão Paroquial, retomou as declamações. Era super aplaudido. Só que, agora, os poetas passaram a ser Luis Gama, Castro Alves, Vinicius de Morais, Agostinho Neto, João Cabral de Melo Neto e uma infinidade de poetas da terra. Fez grande sucesso com um poema popular seu: “Verdadeira Filha”, onde Karina Menezes fazia o papel da filha. Tomou alguns cursos soltos de interpretação e direção. Não demorou muito já estava dirigindo ou atuando em peças religiosas: “Paixão de Jesus Cristo Segundo Todo Mundo”, de Irineu de Castro Teixeira; “O Nascimento de uma criança pobre”. Ainda ligado a Igreja, mas alternando entre o Grupo Avante Época-Teatro, Salvador e a faculdade, foi o diretor artístico da “Festa da Padroeira NossaSenhora das Vitórias” entre 1979 a 1981. Promoveu: “I Concurso de Poemas Sacros”, “I Festival de Música Sacra” e diversos saraus, oficinas de teatro e encontros culturais entre os mais de cinqüenta grupos de jovens pertencentes ao MOVENS sob a coordenação geral do saudoso Padre Benedito Soares.
Teatro Universitário:
Na época, talvez, foi o ator mais patrocinado pela UESB, não como aluno, mas como ator do Grupo Avante Época-Teatro. Participou de apenas três montagens da UESB propriamente ditas: “A Bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado, direção dos saudosos Maria José Pinchemel e Jorge Luis Melquizedeque. Deu uma interpretação tão forte ao personagem do Bruxo Belzebu, que na estréia, após o espetáculo, a garotada invadiu o palco e rasgou-lhe a roupa. “Musical do Mar”, dirigido pela professora Ana Izabel Figueira e Jorge Luis Melquizedeque. No seu último ano, montou e dirigiu um texto de colagem denominado “Criação Coletiva”.
Grupo Avante Época-Teatro:
Entrou no GAE-T, em 1977, para declamar o poema “No Cárcere”, de Jayme Martins de Freitas, dirigido por Carlos Jehovah, para participar do “Festival de Inverno”, promovido pelo Colégio Paulo VI. Desde então participou dos seguintes espetáculos, todos dirigidos por Carlos Jehovah: “Síntese do Auto da Gamela”, de Carlos Jehovah e Esechias Araújo Lima; “O Lobo” (1979) e “A Onça e o Bode” (1980), adaptações de Avanilton Carneiro, direção de Edmundo Vieira; “Os Direitos Humanos” (1978 a 1981); “O Remorso de Judas” (1980 e 1981); “Conquista em Três Tempos” (1979), colagem de Carlos Jehovah; “O Mendigo ou o Cão Morto” (Desde 1979 até 2007. Todos os anos remontam), de Bertolt Brecht, nos primeiros anos tiveram como diretores: Carlos Jehovah, Edmundo Vieira e Jorge Luis Melquizedeque. De 1985 pra cá, o próprio Avanilton Carneiro tem dirigido. Fez uma mudança: no lugar do Rei,colocou a Rainha, personaagem interpretada por Célia Santos; “O Divórcio na Roça” (1982 a 1985), de Esechias de Araújo Lima; “O Museu de Emília” (1984), Monteiro Lobato, a partir desta peça, Avanilton Carneiro ou dirigiu ou também atuou como ator; “Decadência de uma Atriz” (1982), Chianca de Garcia; “O Marido de Conceição Saldanha” (1980 a 1981), de João Mohana, em Salvador, teve a direção de Francisco Barreto; “Pesadelo” (1981 a 1982), Alfredo Abeche; “Quando as Máquinas Param” (1982/84; 88; 90/92), de Plínio Marcos, a primeira montagem teve a direção de Carlos Jehovah; “Jambinho do Contra” (1984), de Stella Leonards; “Regresso da Filha” (1986); “A Beata Maria do Egito” (1987 a 1990), de Rachel de Queirós; “Ritimus Dance” (1994), de Célia Santos, promotor; “Matilde Passaredo: Conservar é preciso” (1999), de Avanilton Carneiro e Mauronildo Rocha; “Mais de 50 peças curtas” (1990 a 2000), diversos autores, resultado das oficinas e cursos; “Curso: Iniciação ao Teatro” (1983 a 2004), Orientador em diversos lugares; “Ana Bropophina” (2002 a 2003), de Avanilton Carneiro; “Decadência de uma atriz” (2005), de Chianca de Garcia. Iluminador: “Como José da Silva Descobriu que o Anjo da Guarda existiu?”, de Augusto Boal; “O Rio”, Telmo Padilha; “Árvores dos Mamulengos”, de Vital Santos; “Torturas de um Coração”, de Ariano Suassuna. “I Mostra Conquistense de Música”, criador e apresentador; “Canto da Serra”, primeiro show do Grupo Barros, diretor. "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", no Centro de Cultura: 2006 e 2007; "Curso Livre de Teatro - Módulo I", na UESB.
Grupo Teatral Rapsódios (Salvador):
“Evangelho em Couro” (1981), de Paulo Gil Soares; “O Marido de Conceição Saldanha” (1981), João Mohana; “O Mendigo ou o Cão morto” (1981), de Bertolt Brecht. Estas três versões foram dirigidas por Francisco Barreto.

Avanilton Carneiro IV



Biografia IV


Autor:
“Limpeza Pública”* (1976 - comédia); “O Lobo”* (1979 – adaptação infantil); “Velha Ponte” e “Coronel” (1979 – monólogos); “A Onça e o Bode”* (1980 – adaptação infantil); “Um Travesti no Guigó”* (1984 – comédia); “O Trampolim” (1985 – Drama); “Eu’s”* (1985 – Drama); “Vidas Marcadas”*, (1986 – Drama); “Regresso da Filha”* (1986 – Drama); “Abram as braguilhas... A Calcinha sumiu”*, (1988 – comédia); “O Julgamento”* (1990 – Drama); “O Coletivo Pornô”* (1990 – comédia); “?”* (1990 – Drama); “A Galinha Pedrês”* (1992 – adaptação infantil); “Julieta Julieta” (1993 – misturista); “Os Sinos dos Oprimidos” (1995 – Drama); “Precisa-se de uma atriz pornô” (1996 – comédia); “Um caso de amor”* (1996 – Comédia); “Se me tra-í-res”* (1997 – Drama); “Fujam! Cristo Voltou”. (1997 – Comédia); “O Assassino da Valsa Nº 06”* (1999 – Drama); “Maltide Passaredo: "Conservar é Preciso” (1999 – Comédia); “Os Jogos do Incompetentes”* (1999- Comédia); “Asilo de Atores” (2000 – Drama); “Jocasta 2000” (2000 – Tragédia); “O Banco do Réu” (2000 – Drama); “As Mortes na Obra de Graciliano Ramos” (2000 – Monografia); “O Candidato de Deus” (2001 – Comédia); “O Porão” (2001 – Drama); “Garota de Programa” (2001 – Comédia); “Ana Bropophina” (2001 – Comédia); “Das Dores do Café” (2001 – Drama); “Sonho de Igualdade”; (2001 – Drama); “Amigo da Escola: Inimigo do Trabalhador” (2002 – Comédia); “O Corno” (2002 – Comédia); “O Crime do Besouro” (2002 – Drama absurdo); “Vinte anos depois” (2002 – Drama); “A Voz” (2004 – Drama); “Complexo de Ibson” (2004 – Drama); “Liberdade Indesejada” (2004 – Drama); “Esperança Contida” (2004 – Drama); “Cúmplices do Acaso” (2004 – Drama); “O Verme”, (2004 – Drama); “Um Defunto em nossa sala” (2004 – Comédia); “Perdidos para Sempre” (2005 – Drama); “A Senadora” (2005 – Drama); “Parados no Trampolim” (2005 – Drama); “Quando o amor perde” (2005 – Drama); “Trombose” (2005 – Drama); “Colégio Kadija” (2005 – Drama); "A Obra ou amaior fossa do mundo" (2006 - Comédia); "Calígula Calígula" (2007 - Drama); "O Professor e a Menor" (2007 - Comédia); "Dramaturgia Real-ficcionista", (2007 - Livro de exercícios teatrais).
*Peças armazenadas num HD e que o autor ainda não teve condições de encaminhá-lo a um laboratório para recuperá-las.
Romances inacabados:
“Das Dores do Café”, “O Pigmeu Maldito”, “O Mestre dos Tornados”, “O Inimigo de Sam”, “O Enviado do Terceiro Milênio”, “O Despertar de uma gota”, “Cinzas de uma paixão”. Peças esquematizadas para escrever: “A Outra Face do Exilado” (Drama), “A Morte do Presidente da Câmara Municipal” (Comédia) e “O Despertar de um gota” (Drama), "Síndrome da Traição" (Drama), "Santa Corrupção" (Comédia), "Harley" (Comédia).
Prêmios:
‘Melhor Ator’ – “III Festival Nordestino de Teatro Universitário”, 1979, Feira de Santana, com a peça: “O Mendigo ou o Cão morto”; “Líder Teatral”, 1983, prêmio pela direção da peça “Pesadelo”, de Alfredo Abeche; “Destaque Artístico”, 1984, prêmio pela direção da peça “Jambinho do Contra”, Stela Leonards; ‘Melhor Ator’, 1989, “I Mostra Regional de Teatro”, com a peça “A Beata Maria do Egito”, de Rachel de Queirós; “Our Concur de Ator”, 1990, Salvador, “II Festival de Teatro da Bahia”, com a peça “O Mendigo ou o Cão morto”, de Bertolt Brecht; “Amigo do Esporte”, 1995, prêmio concedido pelo Colégio Paulo VI pela cobertura jornalística aos Jogos Internos; " "Troféu João de Barros", homenagem durante a "VII Corrida João de Barros", 2005, peloserviço prestado ao Atletismo Conquistense.
Prêmios ganhos por outros atores sob sua direção:
‘Melhor Atriz’, 1990, Célia Santos, no “II Festival de Teatro da Bahia”, Salvador, com a peça “Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos; ‘Melhor Ator’, 1992, Mauronildo Rocha, no “III Festival de Teatro da Bahia”, Salvador, com a peça infantil “O Macaco e a Velha”, de Ivo Pondé; ‘Melhor Atriz’, 1992, Jeane Lopes, no “III Festival de Teatro da Bahia”, Salvador, com a peça “O Macaco e a Velha”, de Ivo Pondé; ‘Melhor Atriz’, 1989, Célia Santos, na “I Mostra Regional de Teatro”, Vitória da Conquista, com a peça “A Beata Maria do Egito”, de Rachel de Queirós; ‘Melhor Cenário’, 1989, Edmilson Santana, na “I Mostra Regional de Teatro”, Vitória da Conquista, com a peça “A Beata Maria do Egito”, de Rachel de Queirós.
Rádio:
“Cantinho do Teatro”, semanal, apresentador, Rádio Regional; “A Morte do Padre”, autor e ator, Rádio Clube.
ICEP:
“Curso de Teatro para o Magistério”, professor, “O Museu de Emília”, Monteiro Lobato, Diretor; “Quadrilhas Juninas”, 1982 a 1984, marcador; "Campeonato de Futsal Integração Comercial", organizador.
Colégio Padre Palmeira:
“Curso de Teatro”, 1994 a 2002, professor; "Corrida Padre Palmeira", sete edições; "Corrida da Cidade", oito edições; "Corrida do Trabalhador", dez edições; "Corrida da Pátria", nove edições; "Corrida dos Campeões", sete edições; Campeonatos internos: "Baleado", seis edições; "Handebol", cinco edições; "Vôlei", cinco edições; "Basquetebol", três edições; "Futsal", dez edições.
Colégio Eraldo Tinoco:
"Oficina de Teatro", 2002 a 2004; "Festival Interno de Teatro", 2002 e 2003; "Campeonato Interno de Xadrez I e II", 2002 e 2003; "Corrida da Cidade", duas edições: 2002 e 2003.
Grupo Avante Época-Teatro:
2006: "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", Centro de Cultura; Apresentação da peça: "O Mendigo ou o Câo Morto": Pizzaria Bella Mama e Teatro Gluber Rocha, UESB.
2007: "Curso de Iniciação ao Teatro - Módulo I", Centro de Cultura; "Curso Livre de Teatro - Módulo I", UESB; apresentação da peça: "O Mendigo ou o Câo morto", de Bertolt Brecht, Teatro Glauber Rocha, UESB.