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sábado, 28 de julho de 2007

01 - “Perdidos para sempre”, de Avanilton Carneiro

A Tsunami arrasou o Sri Lanka. Os três personagens ficariam perdidos para sempre? Dois agentes federais americanos, passando férias no Sri Lanka, surpreendem e detêm um perigoso terrorista. O bandido sabia que uma onda gigante estava indo em direção à costa asiática. Como ele ficou sabendo dias antes e as autoridades científicas não? Estaria ele ali para evitá-la? Se não estivesse preso, conseguiria detê-la? Poderia salvar todas as duzentas mil vidas? Mas, qual o crédito que um terrorista, que acabara de matar a filha de um rei árabe só para impedir a reunião que reataria as relações políticas entre os Estados Unidos e o Irã, teria junto a segurança norte-americana? O diálogo é intenso. Prende a atenção do público. Principalmente, por todos saberem que o desconhecido lutava desesperadamente para salvar a vida dele e dos próprios agentes. Será que consegue ou os gringos prosseguirão no impiedoso interrogatório até a onda gigante engolir a cidade? Ele sabia que lhe restava poucos minutos para salvar diversas vidas. Qual o argumento ele teria que usar para convencer aos seus dois adversários de que ele era inocente e que os três poderiam morrer se não acreditassem nele? A platéia sentirá a necessidade de opinar, salvar os três e os moradores de uma pequena cidade do Sri Lanka. O terrorista consegue convencer à platéia da sua inocência e mostra o quanto a política internacional norte-americana é bruta e perversa. Cala os seus interrogadores ao mostrar que, durante a Segunda Guerra, os Estados Unidos foram bem mais cruéis do que à Alemanha. O final da peça pega os espectadores de surpresa em três itens:
a) Revela que o segredo do Tsunami estava na Bahia;
b) A platéia era a quarta personagem;
c) O terceiro item é o elemento surpresa da peça.

E o público vai questionando: Que segredo é esse? Por que esse segredo estaria na Bahia? Esse segredo seria tão forte a ponto de evitar o surgimento de uma onda gigante? Mas não consegue as respostas até o personagem central...

Uma peça de suspense e mistério até ao apagar das luzes.
Obs.: Dois homens e uma mulher.

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domingo, 3 de junho de 2007

02 - "O Professor e a Menor"


“O Professor e a Menor”, de Avanilton Carneiro



Qual deve ser a real maior idade da mulher? 18 anos, como determina a Lei? A partir da primeira menstruação, de acordo a cultura indígena? “O Professor e a Menor”, de Avanilton Carneiro, é a sua última comédia. Ele acabou de escrevê-la nesse maio de 2007. A princípio parece uma comédia simples e divertida como qualquer outra peça do gênero, mas esta tem uma particularidade que tende a desencadear uma polêmica. A situação é cômica, mas se bem analisada passa a ser constrangedora de acordo as leis dos homens brancos vigentes no país. Uma menina de quatorze anos se apaixona pelo o seu professor. Situação normal e rotineira. Ela faz mil e uma armações para conquistá-lo mesmo sabendo que ele é casado. A anormalidade da comédia é o professor honrar o seu casamento e não querer nenhum tipo de relacionamento com uma menina que tem a idade da sua filha caçula. Isso porque, na prática, dificilmente um professor aproveitador e com histórico de amantes não tiraria proveito da situação. Rejeitada, a Menor começa com encaminhamentos que vão de encontro as Leis que protegem os menores de abusos sexuais. Não se conforma com a rejeição e busca argumentos na cultura indígena para convencer o Professor. Por outro lado, ela consegue descobrir outras coisas erradas da vida privada dele, como um caso que ele mantinha com uma das suas colegas que também era casada. Teria ela o Professor nas mãos? Ou ele daria um jeito e não ficaria enquadrado no ECA sujeito a ser surpreendido e colocar a sua vida por água abaixo? A peça preserva a moralidade estabelecida pelas leis e normas religiosas ou rompe com tudo isso? O que o Professor iria fazer? Porque ela poderia divulgar o material que colheu como provas e o casamento, não só dele, mas da sua amante, poderia descer pelo o ralo. Sem contar que ambos ficariam a mercê de uma tragédia.

São dois personagens. O Professor, 50 anos, e a Menor, 14 anos. As respostas a esses questionamentos vão ser respondidas quando a peça estiver nos palcos.

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domingo, 20 de maio de 2007

03 - "Colégio Kadija", de Avanilton Carneiro



“Colégio Kadija” - Uma peça em que qualquer semelhança com a realidade será coincidência casual. Exceto... Um retrato vivo, real e autêntico do sistema educacional do país. A realidade do “Colégio Kadija” e a mesma de qualquer escola pública do Brasil. Esteja ela no Nordeste, Sul, Sudoeste, Norte ou Leste. Os noticiários nacionais não deixam o autor mentir. O “Colégio Kadija” é o personagem central da peça. Em torno dele gira professores despreparados, picuinha política partidária, aulas vagas, alto índice de reprovação, tráfico de drogas, prostituição de menores, abuso sexual, roubos, assaltos, crimes, injustiças sociais, fome, miséria, corrupção. Um diretor quer moralizá-lo, mas é rejeitado pelos docentes que queriam apenas um chefe como os anteriores: não davam faltas, não exigiam que os alunos assistissem alunas e não enxergavam as drogas e a prostituição no íntimo do principal personagem: “Colégio Kadija”. Uma peça que nasce como livro de cabeceira de todo ser envolvido com o sistema educacional.

“Colégio Kadija” Estreou em 10 de outubro de 2007, no Teatro Glauber Rocha, UESB, às 20h:30min. Texto e direção de Avanilton Carneiro. Vinte atores que fizeram o Curso: "Oratória do Ator - Módulo I: Desinibir através do teatro", promovido pelo Grupo Avante Época-Teatro, sob a presidência de Célia Santos. O curso, hoje, tem 260 exercícios todos criados ou recriados por Avanilton Carneiro, sob a teoria da: “Dramaturgia Real-ficcionista”, criada por Avanilton Carneiro numa fusão do real com a ficção, cujo livro ainda está inédito.

Alguns dos atores eram bastante experientes, outros subiram num palco pela primeira vez. Após a estréia no Teatro Glauber Rocha - UESB, o espetáculo fez uma temporada no Teatro Municipal Carlos Jehovah.

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04 - "Complexo de Ibson", Avanilton Carneiro



“Complexo de Ibson” – Os diretores amigos se recusaram a montá-la. Não quiseram se envolver nesse tipo de polêmica. Alguns atores acharam uma boa oportunidade para se revelarem; outros, recusaram temendo um desgaste as suas carreiras e imagens pela possibilidade de serem confundidos como defensores de criminosos. Dramaturgos do relacionamento de Avanilton Carneiro disseram que não a escreveria, poderiam confundir como uma apologia ao crime. O autor quer mostrar o quanto à segurança de um país é falha a ponto de permitir que assassinos triunfem e morrem sem terem os seus crimes descobertos. Vivem felizes, casam, amam seus filhos e levam os segredos para os túmulos. A prova é que chega a ser espantoso o número de crimes sem solução por não descobrirem os verdadeiros réus.

07 personagens: 04 homens e 03 mulheres

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05 - "O Corno", de Avanilton Carneiro



"O Corno” – Meu amigo, você já levou um corno? Chegou em casa, depois de um longo dia num trabalho estafante e encontra a sua mulher, no tapete da sala, a galopar no cara que você mais detesta justamente por ele ser dono de uma montanhosa massa muscular e não lhe respeitar? Tirar onda com sua mulher na sua frente sem temer o seu físico raquítico? Sua mulher correr, se trancar no quarto e deixar vocês dois sozinhos no cara a cara, olho a olho? Você olhar nos olhos do bruta monte, perceber as intimidades dele e invés de querer matá-lo, você o desejar ardentemente? Passar a disputá-lo com sua esposa? Imagine agora, o conquistador. Pegador de todas as mulheres casadas das redondezas, donzelas, viúvas, noivas e solteironas. De repente, se vê atraído por você, preferir você à casada mais cobiçada do pedaço. O que ele vai dizer para a gangue que chefia? Na academia de jiu-jitsu? No boteco de sinuca?

Seis personagens: 2M – 4H (Um ator pode interpretar três personagens.)

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06 - "Garota de Programa", de Avanilton Carneiro



“Garota de Programa” – Uma comédia que mostra como é sofrida a vida de uma menina de programa. Denuncia para as mulheres todas as malandragens que os maridos usam para transarem foram do casamento em horários em que suas esposas pensam que eles estão trabalhando. Por sua vez, mostra como algumas mulheres dão o troco. O cara é louco para pegar a sua cunhada. Ela menina direita que só tinha um objetivo: conseguir a operação da sua mãe que estava por morrer. O malandro sabendo do anseio e das dificuldades financeiras da moça, arma uma cilada. Por telefone, se faz passar por agenciador de Garotas de Programas. Oferece uma alta quantia por uma noitada num motel. Ela esquece o pudor e vai atrás da grana. Só então percebe que foi enganada. Resolve se vingar...

Duas personagens: 01H e 01M

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07 - "Das Dores do Café", de Avanilton Carneiro




“Das Dores do Café” - Uma Tragédia Moderna - Um Drama Revolucionário - Uma Comédia divertida. A dura realidade dos catadores de café está muito viva na vida de Avanilton Carneiro. Era jornalista e estava praticamente no início da sua militância na esquerda. Ia para as estradas, juntamente com outros ex-companheiros petistas, barrar os caminhões que levavam os trabalhadores do café, em condições desumanas, para mais um dia de labuta. Na espera de um caminhão para o outro, fazia amizade com alguns desses apanhadores de café e fazendo questionamentos mais jornalísticos anotou muitos casos contados naquelas madrugadas frias. Desses itens surgiram duas versões para a mesma peça. Ele perdeu os originais da primeira versão, só quando concluiu a segunda peça, achou os manuscritos da original. O texto mostra o sofrimento e derrotas dos catadores de café.

Dez personagens: 04H e 06M

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08 - "O Verme", de Avanilton Carneiro



“O Verme” – Outra peça de Avanilton Carneiro que mostra a força do complexo de inferioridade. Mesmo com a disparidade econômica entre suas famílias, eles se amaram, na adolescência. Mas nenhum teve a iniciativa de dar o primeiro passo. Foram vítimas da inibição e acanhamento que afligem todos os adolescentes. Ele, pobre, não imaginava que ela o tinha como tudo na vida que chegou a ser uma obsessão na fase adulta. Ela, segura de si, mas não podia competir com Deus. Ele era seminarista. Vinte e sete anos depois se encontram. Ele, desempregado, passando as mais duras necessidades. Ela, homossexual, ainda mais abastarda. O Reencontro dá-se quando ele pleiteia um emprego na mansão dela. Ele representa a queda do comunismo; ela, a ascensão do capitalismo selvagem.

Três personagens: 01H e 02M

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09 - "Parados no Trampolim", de Avanilton Carneiro



“Parados no Trampolim” - Uma linda história de amor entre dois adolescentes na época da ditadura militar. Ele, um rapaz de origem humilde, militante do movimento estudantil de esquerda. Ela, filha de um comerciante que preferiu colocar a filha num colégio público por acreditar no regime militar. Um conflito entre os dois personagens os quais não conseguem se libertar e são vítimas de ambas ditaduras: a da esquerda e a da direita. E o grito de amor fica preso no íntimo de um dos dois. Sobretudo, uma peça paradidática. O professor de história tem um excelente recurso para trabalhar regimes ditatoriais. A psicologia e a psiquiatria vão encontrar grandes exemplos de timidez, inibição, acanhamento e complexo de inferioridade.

Personagens: A peça tem a opção de ser apresentada com dois atores: 01H e 01M e apresentar com quatro atores: 02H e 02M.

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10 - "JULIETA JULIETA", de Avanilton Carneiro



“Julieta Julieta” – Uma peça que Shakespeare rasgaria e a sociedade da sua época a repudiaria. O Grupo Avante Época-Teatro não conseguiu, em Vitória da Conquista, uma atriz que tivesse coragem de interpretar a personagem Julieta Silva. Há uma coreografia “Lésbosos”, criada por Célia Santos, de uma sensualidade tão artística que chega a se confundir com a mais pura expressão de dois corpos ardendo em desejos e finaliza num beijo cheio de amor. Em 93, seria a quebra de um tabu. Só anos depois, Débora Seco desvenda o mistério de duas mulheres se beijarem no palco. O ponto forte é a pedofilia praticada pelo próprio pai. Na fuga do abuso sexual familiar, as duas Julietas se encontram. Uma busca proteção; outra, o amor. Acabam se amando ou a ambição pela riqueza e fama fala mais forte que o amor? Veja comentário completo neste blog, no marcador: "Teatro Comentado".

Três personagens: 03M - Uma das atriz pode fazer duas personagens reduzindo de três para duas atrizes.

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11 - "O Porão", de Avanilton Carneiro



“O Porão” – Ele, um simples trabalhador, homem comum como qualquer outro. Da labuta do corrido dia para o seio da família, aos braços da sua esposa que, aparentemente, era tudo para ele. Sem contar o encanto pelo casal de filhos. Um dia, acorda num porão, acorrentado e prisioneiro de uma linda mulher que ele nunca havia visto antes. Será mesmo que ela não estava entalada no passado dele? Tratava-se de um seqüestro? Ele não tinha dinheiro para pagar resgate. Seria submetido a alguma pesquisa científica? Estava ali como cobaia? Então, por que ela se saciava sexualmente no seu vigor? Prisioneiro de uma psicopata sexual? Não era uma espécie de homem sarado para despertar desejos femininos. Vítima de uma vingança perversa, cuidadosamente planejada, instintivamente selvagem? Por quê? Será que o seu passado respondia ou ele não passava de uma vítima de um erro humano? Talvez, o drama mais forte de Avanilton Carneiro. Prende o público da primeira a última palavra.

"O Porão", de Avanilton Carneiro, foi uma das peças vencedoras do Concurso Nacional de Dramaturgia: 'Seleção Brasil em Cena', em 2007, cuja Leitura Dramática aconteceu em 16 de dezembro, no CCBB-Rio, sob a direção de Ivan Sugahara, no elenco: Daniel Kristensen e Sylvia Oliviera.

Dois personagens: 01H e 01M.

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sábado, 19 de maio de 2007

12 - "Vinte anos depois", Avanilton Carneiro



O conflito começa quando "Vinte anos depois" ele resolve voltar e dizer "Eu te amo" como se não houvesse passado mais que um dia, como se os dois não tivessem vivido duas décadas distantes. De repente, bateu um pressentimento e ele não queria que um deles se fosse sem que ele confessasse um amor reprimido por tanto tempo por causa de diferenças econômicas e políticas. Ele reaparece fracassado profissionalmente, vivendo quase na miséria. Ela engajada no alto escalão político do país, uma empresária bem sucedida, herdeira de imensas fazendas. Qual será a reação dela? Retoma o relacionamento ou o repudia por suspeitar ser apenas interesse e não acreditar naquele amor reprimido? Os dois sentem que as mágoas de outrora os atormentavam psicologicamente e fazem daquele momento uma terapia para extravasarem as palavras que ficaram oprimidas no íntimo de cada um ao longo de todo esse tempo. Um deles ficará marcado para o resto da vida...

Dois personagens: 01H e 01M

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