quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ato Arbitrário: SECULT-BA EXPULSA DRAMATURGO DA CONFERÊNCIA DE CULTURA

(Márcio Meireles ignora a democracia e não territoriza editais em função da política de cota outorgada pela FUNCEB - Foto extraída do site da SECULT-BA cujo crédito não foi dado ao fotógrafo)

Cultura é o quê? “Amordaçar o artista para não denunciar a incompetência do Secretário, a centralização e a falta de transparência na aplicação dos recursos públicos?” Cultura é o quê? “Expulsar um artista de um espaço público só para CENSURAR a voz dele?” Cultura é o quê? “Ignorar as metas aprovadas pela Conferência de Cultura?” Cultura é quê? “Fingir democracia e impor a ditadura cultural?”

No último dia 18 de outubro de 2009, dia do seu aniversário, o dramaturgo Avanilton Carneiro, autor de quarenta e duas peças, entre elas “O Porão”, uma das vencedoras do Concurso Nacional de Dramaturgia: ‘Seleção Brasil EmCena’, foi expulso da sala polivalente, do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, Bahia, na frente de delegados de onze municípios, pela atriz Patrícia Moreira, representante da Secult-Ba, no Território Vitória da Conquista, e pela Coordenadora dos Territórios, Rita Clementina, durante a Assembleia da Sociedade Civil que escolheria os delegados para a Conferência Estadual de Cultura, a ser realizada de 26 e 30 de novembro, em Ilhéus, num ato de arbitrariedade jamais vivido pelo o autor até mesmo na época da Ditadura Militar quando ele teve dois embates ferrenhos com Eduardo Gabus, na época, representante cultural no Carlismo: No Teatro Gamboa quando reivindicava participação do interior na Campanha Nacional da Kombi e na sala da direção do Teatro Castro Alves quando solicitava a descentralização dos editais. Após perder os argumentos, Gabus saiu da sala, mas não o colocou para fora. Poderia alegar que um subversivo atacava o Governo com palavras de ordem, “coube esse vergonhoso ato, que manchou a história da Cultura Baiana justamente a técnicos administrativos de um Governador de esquerda”, desabafa o autor de “Vítimas da Ditadura – 40 anos mais tarde”.

A manobra para neutralizar a voz de Avanilton Carneiro começou na Conferência Municipal de Cultura por parte de alguns artistas que recebem apoio financeiro, da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, sem passarem por licitação pública, entre eles até mesmo servidor público municipal. Como o dramaturgo vem denunciando esses entre outros erros na administração pública cultural tanto na esfera local quanto estadual, houve uma articulação para impedi-lo de sair do tal evento delegado. A ordem era não deixar o seu discurso chegar à Conferência Estadual de Cultura para não entrar em embate com os assessores de deputados que sustentam o Secretário Estadual na função como aconteceu em 2007 e o autor de “A Vítima” conseguiu defender e aprovar propostas que beneficiavam o interior ou quando conseguiu arrancar aplausos da classe teatral ao proferir diversas críticas de descaso ao teatro do interior deixando irritadíssima a equipe organizadora.
Os assessores dos deputados eleitos pela Capital Baiana vão articulados para a Conferência Estadual de Cultura. A ordem é não deixar aprovar propostas que beneficiem o interior, porque a determinação é que o bojo da verba destinada à cultura fique na capital. Tal fato foi confirmado pelo o embate ferrenho e desgastante, em 2007, quando o Deputado, Zilton Rocha, enviou sua então equipe liderada pelo o Ator de Teatro de Rua, Cuca, onde este tentou a todo custo impedir a aprovação da proposta: “Territorizar os editais”, encaminhada desde a Conferência Municipal pelo o autor de “O Sino dos Oprimidos”. Cuca e a equipe dele só pararam de sustentar o embate quando Avanilton Carneiro denunciou de que eles estavam aproveitando a estrutura pública da Conferência para fazer publicidade partidária, inclusive usufruindo da alimentação: “Restava saber a gasolina e hospedagem”. Em Feira de Santana, novo embate com outros oito assessores de parlamentares diversos. Todos da capital. Queriam impedir a designação da verba aos territórios. Mais uma vez foram derrotados.

A Conferência Municipal de Cultura, 2009, foi realizada quase que por funcionários públicos porque a classe artística a boicotou, principalmente os músicos que ficaram sem a micareta e foram responsáveis por mais da metade dos delegados na edição de 2007. O Secretário Municipal de Cultura, Gildelson Felício, viveu momentos de angústia quando viu o Prefeito Guilherme Menezes chegar e não ter trinta pessoas para a realização da Conferência Municipal-2009. Foi um desespero da equipe cultural do município ligando e acordando todos os cargos de confiança da Prefeitura. Reclamavam a presença deles: “É pra não ficar veio”. Começou com duas horas e meia de atraso até chegar quase toda a equipe de confiança do prefeito. Muitos ocupantes de funções públicas de secretarias que não tinham nada a ver com o evento formaram quórum para a abertura da Conferência Municipal e em cima desse falso mutante é que tiraram o coeficiente para o número de delegados que iriam à Conferência Territorial. Pessoas que jamais assistiram uma manifestação cultural se cadastraram como artista. Pouquíssimos artistas se fizeram presentes. Perderam o crédito. Sabem que essas Conferências só ficam no blá, blá, blá, papel arquivado nas mesas dos secretários, digitado, formatado, arrumadinho para passar à imprensa e fingir democracia.

E o Secretário Municipal de Cultura organizou as manobras para barrar membros da oposição de serem eleitos delegados, entre eles, Avanilton Carneiro: Fez a sociedade civil perder uma vaga ao permitir uma funcionária pública municipal ocupar uma vaga do segmento civil e outorgou o ator César Sandes como delegado biônico da sociedade civil sem passar pelo o processo de eleição assim como todos os delegados do segmento servidor público municipal não foram eleitos através do voto, mas decretados pelo o secretário municipal de cultura, inclusive ele, e ninguém reivindicou seus direitos, porque mais de oitenta por cento da plenária trabalham na Secretaria Municipal de Cultura. Iriam ‘bater’ de frente com o chefe? Preferiram não reivindicarem o exercício da democracia, mas assegurarem seu emprego ou a cômoda situação de estar lotado numa secretaria que passa a maior parte do tempo de braços cruzados.

Quando do encaminhamento de escolha dos delegados municipais, Gildelson sustentou um debate contra a cantora Cristina por um longo período ao perceber que a proposta dessa artista prejudicaria a atriz Jeanne Sandes e beneficiária Avanilton Carneiro, mas Cristina achava que estava prejudicando o autor de “Esperança Contida” e beneficiando Jeanne. Até que alguns da plenária, sob o deixa do secretário, cochicharam aos ouvidos da artista que retirou sua proposta ao ser alertada do erro que estava cometendo. Como a plenária real era de apenas 42 (O percentual de delegados conquistenses na Conferência Territorial não foi correto) participantes, na sua maioria funcionários do município, em especial, Secretaria Municipal de Cultura, descarregaram vinte votos na atriz e servidora municipal Jeanne Mary Sandes. E esta ocupou a vaga que por direito deveria ser de Avanilton Carneiro que obteve dezesseis votos, porque Jeanne só poderia concorrer no segmento servidor público municipal. Outro artista ficou com seis votos. Sem contar o erro de que servidores públicos do município votaram em representantes da sociedade civil e vice versa. “Realmente! Faltou competência na condução da Conferência Municipal”, criticou o autor de “Quando o amor perde”, “Sobretudo por parte da representante da SECULT-BA em fiscalizar tais erros”.

Durante os dois dias da Conferência Territorial de Cultura-2009, Avanilton Carneiro irritou os técnicos e representantes da SECULT-BA com suas críticas a determinadas ações erradas por parte desta secretaria. Entre elas:

a) O fato da cidade não ter realizado a micareta desempregando centenas de músicos e dançarinos, deixando uma quantidade enorme de ambulantes sem um rendimento extra; causando prejuízo ao artesanato conquistense, artistas plásticos, as redes hoteleiras e de supermercados, táxis, comércio local, costureiras etc. Criticou Avanilton que o investimento em camarotes, durante o carnaval de Salvador, para a burguesia comer caviar, lagosta, camarão ao molho francês, daria para realizar não só a micareta conquistense, mas de outros municípios: “Enquanto a burguesia da capital degustava caviar, muitos músicos conquistenses passavam fome e dificuldades financeiras”. A participação deles na micareta conquistense significa contratos para o resto do ano no Sudoeste Baiano, porque essa festa popular funciona como vitrine para eles exporem seus talentos, novos shows, músicas inéditas, tanto para o público presente como através das transmissões dos canais de TV;

b) O não cumprimento de quase todas as metas aprovadas na Conferência de Cultura, 2007, prejudicando os artistas e, em especial, o interior, como:
b.a – O desrespeito a meta: “Territorizar os editais”, a qual foi encaminhada por Avanilton Carneiro e aprovada nas conferências das três esferas: municipal, territorial e estadual. A justificativa por não cumpri-la foi um tanto quanto absurda: alega a SECULT-BA de que a FUNCEB já tinha a sua política de cota de editais para o interior. “Então?” Questionou Avanilton Carneiro, pra que gastar tanto para realizar as conferências? Brincar de democracia se a ditadura prevalece sobre o desejo da classe artística da Bahia? Se a SECULT-BA já sabe que tem a sua política cultural imposta de cima para baixo, goela adentro, apenas para atender a capital baiana, pra que realizar Conferência? A verba gasta nas conferências deveria ser despejada na produção global de “Ó pai ó”. Assim Márcio Meireles sairia da SECULT-BA muito mais notório do que quando entrou.
A verba da cultura não pode sair de Salvador, porque coincidentemente os editais são vencidos por entidades culturais em que seus representantes são ligados a deputados eleitos por esse referido município. Se a territorização dos editais foi aprovada, a SECULT-BA e a FUNCEB tinham que acatar a decisão da Conferência de Cultura que é a instância maior da Cultura Baiana e não impor uma política de edital protecionista, discriminadora, marginalizadora, racista. Avanilton Carneiro já ouviu Eduardo Gabus dizer que o teatro do interior era tabaréu: “O que esses tabaréus querem tirar a verba da capital? A qualidade do Teatro Baiano está na capital”. E Avanilton ironizou: “Isso só porque o interior converge na capital”. E tornou o Grupo Avante Época-Teatro a ser a primeira entidade do interior a participar da “Campanha Nacional da Kombi”. Qual será o conceito de Márcio Meireles para segurar os editais na capital? O que justifica não atender a democracia? Provavelmente, algo parecido com o seu antigo correligionário.
Salvador é apenas um município, o interior tem 416 cidades. A FUNCEB estabelece a sua política de apadrinhamento para favorecer as entidades da capital protegidas pelos deputados da Terra de Todos Eles da Capital e o interior que somos todos nós fica apenas com as migalhas quando deixam sobrar. Juntando todos os municípios, a produção cultural do interior é um rolo compressor sobre a da capital. Então, por que ficar com a menor parte da verba?
Avanilton sabe que aquela equipe que viajou todos os Territórios, em 2007, filando o “rango” do Estado para distribuir publicidade partidária, perdeu na plenária, NA DEMOCRACIA, mas trabalhou nos bastidores (É bom que os artistas do interior baiano fiquem atentos com o Deputado Zilton Rocha e a então equipe de assessores dele que era liderada por Cuca.) e Márcio Meireles traiu a democracia que clamou em favor de “TODOS NÓS”. Territorizar os editais é repartir o pão com todos nós: “Que barganha foi firmada no gabinete para não territorizar os editais?” Não territorizar os editais significa enganar a consciência da cultura baiana, porque a plenária da Conferência de Cultura significa a consciência dos sonhos dos artistas territorizados, uma dura punhalada nas costas da democracia. O secretário não sabe o que é isto, porque a origem dele é Carlista, peça fundamental da Ditadura Militar Baiana. Pra que territorizar o Estado se a verba fica com a capital? E a SECULT-BA ainda teve coragem de divulgar, no seu site, que está exportando modelo de democracia territorizando os editais. Só não deu o devido crédito ao autor da idéia mesmo porque uma proposta ao ser encaminhada em plenária não se assina autoria, mas se esqueceu de dizer que democratizou apenas a verba do MinC: pontos de cultura e Microprojetos, porque a verba do Estado é loteada entre os coronéis da cultura de Salvador. Até Ivete Sangalo adquiriu a patente ao passar a mão na verba do FAZCULTURA. Imagine, agora, se todos os notórios da Bahia, residente na capital, Sudoeste do país, familiares dos que já morreram, resolverem ter direito a verba do FAZCULTURA? Eles precisam entender de que já têm direito à dotação do gabinete do secretário, porque são notórios e a Lei 8666 já os protege. Só não protege o artista emergente, o que realmente precisa. Esse fica passando fome pelo o interior da Bahia e tem que disputar as migalhas destinadas aos editais.
A SECULT-BA está remando contra a maré, porque o MinC territoriza os seus editais. Os dois únicos editais territorizados na Bahia foram os do MinC: Ponto de Cultura e Microprojetos. Coincidentemente, os Pontos de Cultura vencedores foram todos de entidades cujos representantes são da base aliada do governador Jaques Wagner. As entidades de opositores foram ilegalmente desclassificadas; depois, mesmo com o parecer da Procuradoria do Estado reintegrando todas elas e apontando onze erros da SECULT-BA, esta desrespeitou a Procuradoria e não convocou as entidades. Como o Procurador é função de confiança não fez questão de impor a decisão jurídica da sua pasta. Provavelmente, deve ter temido perder a cadeira se fizesse valer a justiça. E a SECULT-BA foi informada do parecer em 18 de dezembro de 2008. Não procede a justificativa de atraso por parte da Procuradoria, porque a própria SECULT-BA informou ao Avante Época, em 06 de janeiro de 2009, antes mesmo de qualquer contrato ter sido assinado com outra entidade. Se estava sob recurso, à verba não podia ter sido desviada para os clientes partidários, onde uma entidade, mesmo cliente, mas séria, desistiu da verba desviada com medo de ter que devolver todo o mutante após as decisões na Justiça Comum;
b.b – Avanilton mostrou também a contradição dos técnicos da SECULT-BA ao justificarem a não realização da meta: “Criar cursos de artes cênicas nas Universidades Estaduais” sob a alegação de ser responsabilidade da SEC. Porém, mais adiante, referente a meta: “Criar cursos técnicos de artes cênicas” declararam uma parceria com a SEC para a instalação dos mesmos, quando o dramaturgo mostrou a incoerência: Se a SECULT-BA pode se sentar com a SEC para criar cursos técnicos em artes cênicas, por que não poderia fazer o mesmo para criar os cursos universitários? Por que só é competência da SEC para os cursos superiores e não para os técnicos? Será que o objetivo é apenas formalizar os cursos técnicos já existentes na FUNCEB e TCA? Então, não precisaria se estender para o interior? Um professor de Física sentou-se com uma equipe e conseguiu levar um curso de Licenciatura em Artes Cênicas para Jequié, por que toda uma imensa equipe da SECULT-BA, muito bem qualificada, não pode sentar-se com técnicos e elaborar projetos de Artes Cênicas à todas unidades universitárias do Estado? Seria marcar o Governo Wagner para toda uma eternidade. Em diversas fases, a publicidade poderia ser feita. O Governador iria ser reconhecido por todos adversários da classe artística. Seria um ponto a menos para a voz em questão reclamar.
b.c – Quase todas as metas eleitas, em 2007, eram alegadas de que seriam realizadas em 2009 ou 2010. “Enrolação pura”. Significa que não foram realizadas. Não cumpriram a meta, porque outras Conferências já estão acontecendo e os artistas fugiram delas por não acreditarem. Se nesse espaço de dois anos, pelo menos a maioria simples das metas fosse realizada. Sequer chegou a 20%. A conseqüência foi o sumiço dos artistas. Retornar de que serão realizadas em 2009 e 2010 é dizer uma das três coisas: incompetência, descaso com à cultura, atender ao clientelismo partidário rende mais votos do que atender a democracia: a voz da plenária de 2007. Será que tem outros motivos?
b.d – Por último. Não há como não abaixar o nível: “a justificativa foi escrota”. Em 2007, a Conferência Estadual aprovou a proposta de Vitória da Conquista: “Criar Festival de Teatro do Sudoeste Baiano”. A SECULT-BA, simplesmente, ironizou a classe artística, troçou, zombou. Respondeu de que essa meta deveria ser uma iniciativa da sociedade civil. Se a própria sociedade civil, em Conferência, aprovou pedindo para que o Estado realizasse tal festival. Como que a SECULT-BA, a partir do gabinete do secretário, retorna a meta para a classe artística? Que Secretário é esse que o Governador Jaques Wagner nomeou para a classe artística? Será que Márcio Meireles se deu conta do que fez? Será que ele pensou que a classe teatral era Guga? Será que ele viu um texto na mão de algum ator e delirou que fosse uma raquete e devolveu a proposta como se esta fosse uma bola de tênis? “Nós a devolvemos, Secretário. A proposta foi aprovada para a vossa equipe realizar o Festival de Teatro do Sudoeste Baiano. Se quiséssemos que a sociedade civil o efetuasse, teríamos reivindicado verba para a sua realização. A nossa proposta é um festival oficial, protegido por lei, para não acabar quando a sociedade civil não for mais cliente partidária do governante”.

c) Ampliar a Territorização dos editais: Apresentando as propostas de 2009, como já houve a crítica no descaso à Territorização dos editais, Avanilton Carneiro encaminhou e foi aprovada a ampliação, mas promete fazer contato com todos os jornalistas do interior para pressionarem a Territorização dos Editais, todas as cidades vão ganhar e não apenas Salvador. O interior deve marchar unido.

d) Transparência: Foi à questão da polêmica, onde tanto os técnicos da SECULT-BA como artistas que vivem conseguindo recursos via gabinete se manifestaram contra a transparência. A Secretaria não quer que a sociedade civil saiba onde e como são gastos os impostos dos contribuintes e os artistas clientelistas não querem ser denunciados. Houve uma atriz conquistense que se levantou dando um ar de querer tomar o microfone das mãos do autor de “Julieta Julieta”. Não suportou as criticas. Doíam na consciência dela. E o dramaturgo teceu elogios aos editais do MinC e da SECULT-BA, mas pediu transparência na seleção, onde um dos seus projetos: “Teatro na Sala de Aula” sequer foi avaliado. O cúmulo do absurdo aconteceu: retornaram o projeto alegando de que não iriam avaliar porque o correio não especificou o peso da correspondência. Nunca na história do Grupo Avante Época-Teatro ele foi desclassificado sob tal argumento. Provavelmente, jamais uma entidade, no Brasil, sofreu tamanho golpe: “É politicagem partidária mesquinha com a verba pública”. Transparência também para essa grande coincidência dos vencedores serem sempre pessoas ligadas à base aliada do Governo. Pessoas que jamais haviam vencido um edital, agora, não param de ser contempladas: “Não entendo o porquê o banner dos Deputados estão sempre nos foyers quando das apresentações delas. Os cartazes destampam os nomes dos Deputados. Agradecimento de quê? Será que os Deputados estão tirando do bolso deles e patrocinando os eventos?”.
Mas, a polêmica foi quando o Dramaturgo Conquistense pediu prestação de contas publicada no site da SECULT-BA, porque eles alegam não ter verbas para aplicarem no interior. Mas se gabam por democratizarem à cultura publicando editais para a capital. O que Avanilton quer saber é a dotação da Secretaria, “porque se ela recebe 100% e aplica apenas 5% nos editais, colocam os artistas para ficarem disputando entre si uma verbinha de nada, sonhos sendo desfeitos ao receberem os resultados e, trancafiados no gabinete, o Secretário e seus clientes partidários gastarem 95% como bem querem até mesmo em benefício próprio como sustentar a produção de ‘Ó pai ó!’ e a montagem de uma das suas peças pelo o Grupo Olodum de Teatro”, a classe não pode ficar calada. Tem que reagir e repugnar publicamente esses artistas clientes (Exceto os notórios os quais são protegidos pela 8666.) que ‘chupam’ a verba da classe entre quatro paredes.
Sugam tanto que até editais publicados, avaliados, resultados divulgados na imprensa, alarde geral, planos feitos, sonhos “realizados”, publicidade favorável ao Governador pelo o processo democrático da Cultura Baiana. De repente: o dito pelo o não dito: o edital foi suspenso. O dinheiro que estava depositado sumiu. É Lei: não se pode abrir licitação sem a verba em caixa. Pra onde foi à moeda dos editais? Que gato comeu? Nunca na história da Bahia houve tamanho desrespeito com a classe artística. Se houvesse a transparência, os artistas contemplados saberiam onde foi consumida a quantia deles ou que gasto poderia ter sido evitado para pagar a quem de direito. Jamais na história da cultura baiana houve isso: entidades vencerem editais, mas não receberem seus respectivos prêmios porque o dinheiro sumiu.
O autor de “O Candidato de Deus” continuou suas críticas ao dizer que não justificava tamanho investimento em contratar vinte e seis representantes de Territórios, “verdadeiro cabide de emprego, se quando chega à realização das Conferências Territoriais aparecem mais de trinta técnicos da SECULT-BA. Um batalhão. Em Vitória da Conquista, tinha tantos técnicos da SECULT-BA quanto delegados dos territórios. Por que esse pessoal não se espalhou pelo estado realizando as Conferências Territoriais? A equipe de apoio deveria ser formada pelo pessoal que realizou as municipais. Não formaram uma parceria? O pessoal já não pegou experiência nas municipais? O mutante de salários, diárias, alimentações, transportes, poderia muito bem ser aplicado em editais nos Territórios”. Para o autor de “Das Dores do Café” não adianta ter tantos representantes, da SECULT-BA, nos territórios, “porque a incompetência prevaleceu”. Ele afirma que se a representante do Território Vitória da Conquista não deixasse passar tantos erros, na Conferência Municipal de Cultura-2009 não teria acontecido o lamentável ato de autoritarismo, tais como: a servidora pública municipal, Jeanne Mary Sandes, não seria eleita como representante da sociedade civil prejudicando o dramaturgo Avanilton Carneiro: “Afinal, Patrícia Moreira estava ganhando para assessorar e fiscalizar a Conferência Municipal, mas não soube fazer o trabalho que lhe foi conferido”.

e) Pauta do Centro de Cultura: Essa foi à questão da plenária e dos bastidores. Os artistas tanto de Vitória da Conquista quanto das demais vinte e cinco cidades se queixaram de não conseguirem pauta. O autor de “Perdidos para Sempre” fez algumas observações:
e.a – “Torna-se difícil levar um evento artístico ao Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima devido esse ter se elitizado bastante e as produções locais, sem um bom investimento, têm tido fracasso de público. Até mesmo espetáculos oriundos de Salvador, vencedores do BRASKEM, ganhadores de editais de circulação se apresentaram para 47 pessoas. O fracasso foi tamanho que a FUNCEB não colocou mais o município no roteiro do último edital de circulação”;
e.b – Mas, vá lá que a entidade consiga patrocínio para tudo e venha pedir uma pauta e for negada. “Encaminhe a solicitação por ofício e exija a resposta oficialmente também. Espere chegar o dia que foi solicitado e negado. Se houver apresentação tudo bem. Se não houver entre com uma ação. E se houver apresentação, procure saber quem está na produção empresarial?” O autor de “Calígula Calígula” observou ser o diretor do Centro de Cultura um empresário: “Faz parceria com outros empresários e traz espetáculos. Isso só se ver na Bahia. Ele não pode reservar pauta em benefício próprio. Assim como um dos parceiros dele, Carlos Moreno, não pode usar a estrutura da Coordenação de Cultura da UESB para apoiar os seus eventos particulares”.
e.c – E por fim, se o artista não conseguir, junto ao Diretor do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, a pauta desse patrimônio público, o autor de “Síndrome da Traição” aconselha a procurar o chefe político dele: “O Deputado Edgar Mão Branca (PV), aquele do chapéu de couro. O Centro de Cultura foi transformado num comitê público do Deputado”.
Na última Eleição Municipal, o autor de “A Senadora” chegou à sala da diretoria no momento em que acontecia uma reunião com os candidatos a vereadores do PV. O agrupamento foi desfeito no ato, mas Alexandrino, amigo de infância, não deixou de pedir voto. Foram se agregar numa sala escondida.
O Dramaturgo tem diversas publicações gráficas, apanhadas no foyer do Centro de Cultura, divulgando o Deputado Federal. Ficam espalhadas por todos os lugares. São toneladas ao longo do ano. Iguais as de Javier Alfaya (PCdoB) que foram disponibilizadas durante a II Conferência Territorial de Cultura-2009. Daqui a pouco vai sobrar farpa para o artista igual sobram balas perdidas nas invasões do morro. O diretor do Centro de Cultura deve ter permitido tais folders de Javier porque este é Estadual. Não é adversário direto do Deputado Mão Branca. Alfaya deverá tomar um puxão de orelha do Deputado Waldenor Pereira (PT) como deve ter tomado Zilton Rocha que este ano não deu as caras com sua equipe. Será que aprendeu a respeitar o território?
Questionado, nos bastidores, se o Deputado liberava a pauta mesmo, Avanilton deu um exemplo recente: “Durante a realização do I Encontro dos Pontos de Cultura de Vitória da Conquista se inscreveram apenas vinte e cinco pessoas. Mas só ficaram onze. Uma entidade abandonou o Encontro quando começou o embate. Desses onze, Avanilton Carneiro (Dramaturgo), Patrícia Moreira (Representante da SECULT-BA), Dirley Bonfim (MAC) e Jerry Santos (Poeta de Cândido Sales) não são Pontos de Cultura. Dos Pontos de Cultura só compareceram sete pessoas, sendo dois de uma mesma Cia de Teatro. Ocuparam toda a estrutura do Teatro Wanderley Menezes por dois dias, com apenas sete pessoas. A marca do candidato estava no cartaz deles. Se ele conseguiu para sete pessoas, por que não haveria de viabilizar para uma apresentação de uma peça teatral?”
Dois dias para o “I Encontro dos Pontos de Cultura de Vitória da Conquista”. Apenas sete pessoas, toda a estrutura do Centro de Cultura a disposição e um investimento de novecentos mil reais. “Por isso que pedimos transparência nas avaliações dos editais. E Rita Clementina é parte desse fracasso. Ela estava na Comissão de Avaliação”.

O autor de: “Marido Direita. Mulher Esquerda” questiona se vale a pena o desgaste pela a territorização dos editais? Peitando os brutos em embates memoráveis. Deixando de escrever os seus dramas, romance, ficando longe da família, agravando ainda mais a sua saúde? Lutando para socializar as verbas pelos territórios? Artistas ganhando editais sem concorrer com o “teatro de qualidade” da capital e o agradecimento é expulsarem da Conferência onde buscou conquistar facilidades para a classe. Mas o que ele viu foram alguns artistas o combatendo: “O meu consolo é saber que são artistas clientes partidários. Não têm interesses em socializar os editais, porque sabem que vai tirar o que eles conseguem nos bastidores dos gabinetes dos secretários sem passarem pela concorrência dos editais”. Por isso o autor de “Náufragos” não se abala com esse absurdo cometido pela SECULT-BA, através dos seus agentes administrativos, e acha se ele fosse posto para fora apenas pelos os técnicos da SECULT-BA, “meus eternos adversários por natureza”, mas Patrícia Moreira? “Atriz conquistense!” E acrescenta: “Esse cargozinho de representante da SECULT-BA no Território vai passar. Tem os dias contados. Haverá de retornar ao ilustre posto de ser apenas atriz e vai encontrar os benefícios que eu os conquistei, mas a atitude arbitrária, ilegal e inconstitucional dela ficará, será repudiada pela a classe artística pelo o resto da vida”. O autor de “Catrina” não acredita que ela vai amargar a decepcionante atitude de expulsá-lo da Assembléia, “porque, até então, ela não tinha consciência de que Avanilton Carneiro não ter chegado como delegado titular na Conferência Territorial não foi por incompetência da assessoria dela, da fiscalização”: “Ela fez o jogo da manobra em prejudicar-me, porque se ela quisesse ser profissional, na hora da votação não permitiria Jeanne Sandes, servidora pública municipal, ser eleita como sociedade civil. Não permitiria César Sandes ser posto como delegado biônico, não deixaria os delegados servidores públicos municipais serem impostos pelo Secretário Municipal de Cultura. O amadorismo partidário prevaleceu”. Para o autor de “A Obra” o anseio de assumir o lado ditatorial do Governo Jaques Wagner foi bem mais forte: “Nós estamos no poder, podemos botar qualquer um pra fora dos ‘nossos’ prédios públicos”. Violaram até os regulamentos da Conferência Estadual de Cultura, porque se não quiseram acatar o artigo que dava direito ao Dramaturgo Avanilton Carneiro em substituir a delegada faltosa: “Eu estava legalmente credenciado como ouvinte. Jamais poderia ser posto para fora”. Para o Sr. Carneiro, o ato foi apenas uma tentativa de amordaçar a Voz do Interior. “Não conseguem!” A decepção de ter sido enxotado perante todos os colegas da classe artística do Território não ficará de graça: “Nos encontraremos nos tribunais”. E afirma que a artista plástica Patrícia Moreira entrou para a história do Teatro Conquistense com esse ato truculento, “À nível dos tempos da Ditadura Militar”.

Avanilton Carneiro reconhece que diante de todas as críticas que ele teceu não poderia sair da Conferência Estadual como delegado. Tão logo ele foi para a Assembleia da Sociedade Civil, houve uma reunião às pressas. Descobriram que ele estava apenas como suplente de delegado. Aconteceu a primeira tentativa de retirá-lo da sala. “Mas, faltou uma delegada. Ela não compareceu.” “Quem?” “Patrícia Chaves. Se a titular faltou, de acordo ao Regulamento, eu terei que ser credenciado.” “Não senhor! Vai ter que sair. Você não é delegado”. “Sou. A Delegada não veio, por direito, eu assumo o lugar dela”. “Você tinha até às dez horas para reivindicar o seu direito”. “Não saio porque é direito meu ser delegado na falta da titular. O regulamento não estabelece tal horário”. “Você não pode ser votado. É apenas suplente”. E a técnica saiu em busca de reforços.
Nesse instante, subdividia em cidades para indicar os delegados. Avanilton tinha outro trunfo além da sua titular, eleita, com seis votos da entidade que ela dirige, no Eixo III, Jeanne Mary tinha sido eleita ilegalmente. Ela é servidora pública municipal. Só podia concorrer entre o segmento dela. A proposta era reivindicar o direito, mas chegaram Patrícia Moreira e Rita Clementina: “Você não pode sequer falar. Saia. Você não pode ficar aqui”. Rita ainda queria que Avanilton Carneiro saísse em silêncio para ninguém saber da brutalidade, do desrespeito, da censura, da arbitrariedade, do autoritarismo. Mas, ele usou do seu potencial de ator e denunciou. A classe ficou indignada. Três se prontificaram de imediato a testemunharem em juízo o constrangimento e os danos morais perante todos.
Avanilton Carneiro saiu deixando para trás:
- Um delegado biônico, imposto pelo o coronelismo cultural de Gildelson Felício. Avanilton Carneiro teve dezesseis votos. César Sandes teve apenas a indicação do Secretário Municipal;
- Dois delegados de uma mesma entidade: Jeanne Mary e César Sandes, Cia. Marie de Teatro. O regulamento permite apenas um representante de cada entidade;
- Em seu lugar, uma servidora pública municipal, que deveria estar de fora ou junto com o Secretário que não teve voto para sair da Conferência Territorial como delegado;
- Transgressões nos regulamentos internos da Conferência Municipal. Cada entidade só poderia enviar um delegado. Patrícia Chaves foi eleita, no subgrupo de trabalho, por seis membros do Grupo Aquários; Mercia, por cinco membros do MAC; Jeanne, três membro da Cia dela; A Associação de Artesanato trouxe tantos outros representantes; O GEP nem se fala. Avanilton cumpriu o regulamento. Chegou como único delegado enviado pelo o Grupo Avante Época-Teatro;
- Um Quórum Municipal formado pela a comitiva do prefeito;
- Quórum Territorial contado sobre a comitiva do Deputado Waldenor Pereira. Ambos os quórum foram falsos. Será que o mesmo aconteceu em todos os territórios? As comitivas dos políticos puxaram o quórum e vão chegar à nacional com uma estatística totalmente falsa, com uma quantidade de delegados irreal. É assim que se ganha?
O Dramaturgo aprendeu mais uma resposta para o questionamento: “Cultura é o quê?”
- Expulsar, dos prédios públicos, um artista que denuncia e esclarece aqueles que apenas levantam os crachás.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Desinibir através do teatro

Grupo Avante Época-Teatro vai abrir três novas turmas do curso:

"Desinibir através do teatro".

Valor do curso: Grátis
Valor da Inscrição: Um pacote de papel ofício (500 folhas)

Segundas e quartas-feiras:
a) Crianças de 10 a 12 anos - 16h:00
b) adolescentes de 13 a 17 anos - 17h:30min
c) Adultos - 19h:00
Local: Caminho 02, 35, URBIS V - Vitória da Conquista - BA
Ficha de Inscrições - Solicitar através do email: avanteepoca@yahoo.com.br
Início: 04 de maio de 2009
Duração: Seis meses = Certificado de 60 horas
Conclusão com o Espetáculo: "Colégio Kadija I", de Avanilton Carneiro
Testes ao longo do curso para: "O Porão", "Parados no Trampolim", "Liberdade Indesejada" e "Um defunto em nossa sala"
Orientadores: Avanilton Carneiro e Célia Santos
Informações: (77) 3087-3114 e 3083-9782
Apenas 12 vagas para cada turma
Obs.: Convide os amigos

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"Colégio Kadija", de Avanilton Carneiro - Teatro (YouTube)

Reportagem da TVE UESB, BAHIA, sobre a temporada da peça: "Colégio Kadija", de Avanilton Carneiro, no Teatro Municipal Carlos Jehovah, de 18 a 21 de outubro de 2007, montagem do Grupo Avante Época-Teatro, nos seus 35 anos de existência, na cidade de Vitória da Conquista, Bahia. Reportagem da TVE UESB, BAHIA, sobre a temporada da peça: "Colégio Kadija", de Avanilton Carneiro, no Teatro Municipal Carlos Jehovah, de 18 a 21 de outubro de 2007, montagem do Grupo Avante Época-Teatro, nos seus 35 anos de existência, na cidade de Vitória da Conquista, Bahia.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

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Duda: safadinha da família

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sete anos sem Jorge Luís Melquezedeque

Vitória da Conquista, 03 de novembro de 2008.

Caro amigo Jorge Luís Melquisedeque, quanta saudade!
Nesse 4 de novembro se completará 7 anos da sua trágica (e dolorosa) partida de nosso meio. Sete anos que vivemos sem você, caro amigo!
O triste, perdurado em todo esses 7 anos, não foi a sua partida em si, a qual ela veio inexplicavelmente, mas sim a total ausência que tomamos em relação a essa partida.
Você foi tirado de nosso meio tragicamente e até hoje não fomos capazes de dar uma resposta condigna a sua partida.
Choramos, sofremos e lamentamos muito no inicio da “usa ida”, mas com o passar do tempo, devido a nossa inutilidade em relação ao fato em si, que originou sua triste partida, acabamos somente em momentos esporádicos ainda a lembrar de ti, o que demonstra a nossa fragilidade – ou talvez acomodação? - em relação aos desfalques que a vida nos causa.
Acredito caro amigo, que essa resignação ocorre pelo simples fato de não querermos nos envolver com as tragédias ao nosso redor. Pois além da sua trágica e dolorosa partida, outras pessoas (próximas ou distantes de “nós outros”) também “se foram”, tão dolorosamente e tragicamente como você e deixaram na sociedade as suas dores e lamúrias, esperando pela justiça, não a taliônica, mas aquela que a lei determina para ser cumprida. Será que um dia, mesmo tardia, essa justiça virá?
Jorge, o seu corpo foi dilapidado e queimado, mas essas marcas não ficaram somente nele, o fogo que ali abrasou também marcas em nós deixou, pois, mesmo que aparentemente somente para uns poucos, ainda perpassa o desejo de um dia podermos vê-lo, caro amigo, definitivamente, descansar e isso ocorrerá quando esse crime for, de fato e direito, desvendado. O que ainda faz esse crime ficar na incógnita? O que impede dele ser desvendado? Será que é pelo nosso “calar” ou pelos desvarios que fazem com que os “da Lei” se imitam?
Será que quantos de você, caro amigo Jorge Melquisedeque, ainda terão que martirizarem, para se saber que já se matou demais?
Ao nosso redor o que mais vemos são redes de seguranças cada vez mais espraiadas. Os muros, as nossas sacadas, as nossas casas, ambiente de trabalho, as nossas igrejas, os templos, lojas, sítios, fazendas, em si: “todo o nosso viver”, estão na “era do Show de Truman”, cada vez mais vigiados e sentindo-nos resguardados, alguns ainda conseguem viver em liberdade, mas mesmo assim reféns dos medos que nos rodeiam, caro amigo. O pavor é um dos sintomas da sociedade moderna.
Espero, caro amigo Jorge Luiz Melquisedeque, que de onde você estiver, possa continuar sempre a nos filmar, propiciando-nos que consigamos fazer com que a Vida ainda venha a ser bela e que a reconduzamos, mesmo que ainda utopicamente, para uma seara de justiça, fraternidade e igualdade para todos. Com isso você sonhou por todo o tempo que aqui conosco passou. Cabe agora a nós, pela perpetuação de sua memória, sermos capazes de fazer com que esse filme deixe de ser uma mera ficção, para de fato tornar-se realidade, não é caro amigo?
Com essas noticias que lhe transmito caro amigo Jorge Melquisedeque, deixo-lhe minha grande saudade e afirmo-lhe que enquanto viver sempre clamarei “pela sua justiça”, assim como pela de muitos outros (recentemente, em março desse ano, também, de forma trágica e dolorosa, um primo-sobrinho meu foi tirado “de nosso convívio” e até hoje a “sua justiça” não veio), desejando que aos “da Lei” possam um dia nos traze-las, mesmo que tardia. Assim sendo, você e muitos outros descansarão em paz...
Creio que Deus não nos abandonou e sim que Ele, na sua infinita bondade, tendo acolhido você e tantos outros, na sua morada eterna, dar-nos um espírito sereno para que nunca deixemos n’Ele confiar.
Por esse 4 de novembro de 2008, caro amigo Jorge Melquisedeque, em síntese (embora no meu coração ainda perpassa muitas angústias e aflições) é o que gostaria de falar-lhe e assim o faço.
Creio que no próximo ano, nessa data, (mesmo que ainda seja pelo clamar da justiça ou pelo expressar da alegria do meu sentimento por você), a sua memória ainda voltarei a colocar em evidência, embora ressalte que por muitos dias de todos os anos sempre o tenho presente comigo, pois a sua “presença” sempre me traz um gosto vivaz pela vida e pelas pessoas, mesmo que algumas possam não gostar de mim.
Fique em paz, meu amigo e daqui sempre por ti estarei velando.
Que Deus, que o tem próximo, possa por todos nós também zelar. Amém!
Abraços fraternos de Helio da Silva Gusmão (Helinho)
Seu terno colega de trabalho e admirador eterno.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Projeto Cultura na Praça...




...leva Maracatu Bizoro Avoador a 12 bairros de Salvador



Depois de realizar com sucesso a direção artística do primeiro DVD de Wil Carvalho, fazer o São João em Salvador e no interior da Bahia, e um mês de turnê por festivais de música na França com sua banda Maracatu Bizoro Avoador, o cantor e compositor Val Macambira da início, na próxima terça-feira, dia 12, ao Projeto Cultura na Praça, que irá levar a oito praças da cidade, a música do MARACATU BIZORO AVOADOR e convidar artistas do lugar a participar da festa, com performances, apresentações de dança, recitais de poesia e o que mais a comunidade desejar expressar artisticamente. A primeira apresentação acontece na Praça São Brás, em frente ao Centro Cultural de Plataforma, a partir das 18h. O projeto irá acontecer todas as terças-feiras, num bairro diferente de Salvador, sempre convidando os moradores a participar do show.
Maracatu Bizoro Avoador
O MARACATU BIZORO AVOADOR, não é somente uma banda, mas também um bloco percussivo e a primeira escola de maracatu em Salvador. Criado por Val Macambira em 2004, com base na cultura popular de Pernambuco-Recife, seu diferencial esta na fusão do clássico, barroco, o hip hop, o rock, o repente e a música nordestina, tendo como resultado um ritmo original . Na concepção de suas letras e melodias traduz o cotidiano do povo brasileiro e dos personagens da cultura popular, onde o folclore se torna lúdico e vivo. A banda é formada por Yago Sousa, compositor, percussionista e rapper/ Zico Baleia, percussionista, Val Macambira, cantor, compositor, músico e diretor musical/ Gootico, percussionista/ Pedrinho Rego, guitarrista e viola de 12 / Gustavo Lancelot , baixista e percussionista.
O MARACATU BIZORO AVOADOR estreou em agosto/2005 , fazendo turnê na Europa em diversos países, Itália, Suíça, Espanha e França, com presença marcante em suas apresentações levando o público a interagir, com a performance exótica e inusitada desse ritmo, até então desconhecido pela platéia, que ao término de cada show perguntavam: Isso é música brasileira? Que maravilha! Em 2006, já no Brasil, fez uma serie de shows em teatros, bares e praças publicas, encerrando as apresentações em 2007, no carnaval de Salvador. 2008, deu o pontapé inicial marcando presença na Festa de Yemanja e no carnaval. Logo, o MARACATU BIZORO AVOADOR estará lançando CD, com participações de nomes expressivos do cenário musical brasileiro.

Contatos de Val Macambira – 9915-1509 / 3248-6653

Duo Assessoria de Comunicação
Doris Pinheiro e Flávia Pinheiro
(8896-5016) (9918-5777)
e-mail: http://br.mc635.mail.yahoo.com/mc/compose?to=duoassessoria@gmail.com

Divulgado espetáculos selecionados

Já estão disponíveis os nomes dos espetáculos selecionados para se apresentarem no 5º Festeatro. Foram escolhidos nove espetáculos que participarão da mostra não-competitiva, a ser realizada entre os dias 22 e 25 de setembro, no Teatro Municipal de Ilhéus. A lista está disponível nos sites: www.festeatro.ilheusnabahia.com.br e casadosartistasilheus.blogspot.com.

Para ter direito a participar do 5º Festeatro, os grupos selecionados deverão confirmar suas presenças até sábado, dia 30. Eles farão apenas uma apresentação durante o evento, que também será composto de oficinas artísticas e debates. As entradas serão vendidas a preços populares, custando R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 meia.
Foram selecionados para o 5º Festeatro quatro espetáculos de Itabuna, um de Camaçari, dois de Salvador, um de Ilhéus e um de São Paulo. Cada um receberá cachê de R$ 500,00 mais ajuda de custo para alimentação. Também estão previstos hospedagem e translado do hotel para o local das apresentações. Os pagamentos serão efetuados na chegada dos grupos e ao responsável que consta na ficha de inscrição.O 5º Festeatro é promovido pelo Teatro Popular de Ilhéus, grupo residente da Casa dos Artistas, com patrocínio da Fundação Cultural do Estado da Bahia. O evento ainda conta com o apoio da Fundação Cultural de Ilhéus e Associação de Turismo de Ilhéus (Atil). Dúvidas podem ser tiradas através dos e-mails: casadosartistasilheus@gmail.com e tpilheus@hotmail.com. Mais informações também pelos telefones: (73) 9194-1278 ou (73) 3634-6269.
Espetáculos selecionados para o Festeatro ano 5

01 - Medéia in Progress
Bando de Teatro Resistência - Camaçari-BA
02 - Quindim, o catador de sonhos
Grupo de Teatro Roda Moinho - Salvador-BA
03 - As Lavadeiras
Teatro de Experiência Grapiúna - Itabuna-BA
04 - Um Dia de Cabra
GrupoMensageiro da Arte - Itabuna/BA
05 - Das Matas ao Progresso
Maktub Performances - Ilhéus-BA
06 - Auto Falante
Grupo Monólogo - Itabuna-BA
07 - Os Prequetés
Cabriola Cia de Teatro - Salvador-BA
08 - Noite na Taverna
Cia Teatral Palco - Itabuna-BA
09 - Labirinto Reencarnado
Cia Pessoal do Faroeste - São Paulo-SP

História do Teatro Baiano


A OUTRA COMPANHIA DE TEATRO



Seminário História do Teatro Baiano nas Décadas de 60, 70, 80 e 90.

Nos dias 02 e 03 de setembro, A Outra Companhia de Teatro realiza no Teatro Vila Velha o seminário História do Teatro Baiano nas Décadas de 60, 70, 80 e 90.

Contemplado com o Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz / 2007, o evento pretende discutir e recontar a história do teatro da Bahia dos anos 60 ao fim dos anos 90 a partir da memória de artistas que produziram e atuaram nesse período.

O seminário é dividido em quatro mesas distribuídas ao longo dos dois dias de atividades. Cada mesa representa uma década e será composta por um mediador e três artistas que produziram e atuaram em alguma produção teatral do período.

As mesas são as seguintes:
Mesa Anos 60: 02/09, das 09:00 às 12:00.
Mediada por Jussilene Santana.
Participantes confirmado: Harildo Déda e Sonia Robatto.

Mesa Anos 70: 02/09, das 14:00 às 17:00.
Mediada por Cleise Mendes.
Participante confirmado: Hebe Alves, Deolindo Checcucci e Raimundo Leão.

Mesa Anos 80: 03/09, das 09:00 às 12:00.
Mediada por Luiz Marfuz
Participante confirmado: Hebe Alves, Antônio Godi e Paulo Dourado.

Mesa Anos 90: das 14:00 às 17:00.
Mediada por Fernando Marinho
Participante confirmado: Chica Carelli, Meran Vargens e Carmem Paternostro.

Será fornecido certificado para os participantes com 75% de presença.
As inscrições começam no dia 18 de agosto e pode ser feita através do e-mail: http://br.mc635.mail.yahoo.com/mc/compose?to=aoutra@teatrovilavelha.com
Maiores informações pelo telefone: (71) 3083-4617.

SERVIÇO:
O QUE: História do Teatro Baiano nas décadas de 60, 70, 80 e 90 – A Outra Companhia de Teatro
QUANDO: 02 e 03 de setembro (terça e quarta)
ONDE: Teatro Vila Velha
QUANTO: Gratuito
INSCRIÇÕES / INFORMAÇÕES: (71) 3083-4600 / http://br.mc635.mail.yahoo.com/mc/compose?to=aoutra@gmail.com.

Convite


Teatro da Transcendência abre novas turmas

(CAMILA DIEHL – DIRETORA)

(LUCIANO LEITE BARBOSA – COMPOSITOR)




Oficina de Teatro:
O Despertar da Consciência Criativa




Esta oficina tem como objetivo colocar o participante em contato com suas potencialidades, abrindo canal para a criatividade e a expressão artística. A partir de exercícios que estimulam o conhecimento do corpo e da voz, o participante interage, de maneira orgânica, com o outro e com a própria subjetividade. Tendo o corpo como ponto de partida serão trabalhados:
- Concentração
- Escuta
- Prontidão
- Relação com o espaço
- Partitura corporal
- Energia e visualização
- Improvisações
- Leitura de texto
- Projeção e articulação da voz
Serão abordados, ainda, o processo de criação e treinamento da Cia. Teatro da Transcendência, bem como a composição de personagens e cenas.
A oficina será ministrada pela diretora e dramaturga Camila Diehl em cinco encontros de 3 horas cada. Os participantes receberão certificado.





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Oficina de Música:
Musicalização para Atores



O curso tem o objetivo de apresentar ao ator os princípios básicos da música, através de jogos e exercícios que estimulam a percepção musical, seja no plano rítmico ou melódico. Serão também trabalhadas noções de leitura e escrita musical, além de apreciação, composição e improviso, oferecendo mecanismos para uma interpretação musical mais consciente em cena, fornecendo ao ator também uma base para a criação de ritmos e melodias, utilizando-se de sua voz ou de instrumentos.
- Pulsação
- Subdivisão binária e ternária do tempo
- Métrica
- Iniciação a escrita musical
- Percepção rítmica e melódica
- Noções de técnica vocal
- Utilização de instrumentos
- Elementos básicos da composição
- Apreciação musical
- Improviso
A oficina será ministrada pelo compositor Luciano Leite Barbosa em cinco encontros de 2 horas cada. Os participantes receberão certificado.





DATAS E HORÁRIOS:

Oficina - O Despertar da Consciência Criativa:
Sábados, de 10h:00 – 13h:00
13 de Setembro a 11 de Outubro de 2008

Oficina - Musicalização para Atores:
Sábados, de 14h:00 – 16h:00
13 de Setembro a 11 de Outubro de 2008

LOCAL:

TEATRO DA TRANSCENDÊNCIA - ESPAÇO DE CRIAÇÃO
R. Pedro Américo nº 45, sobrado – Catete
Rio de Janeiro / RJ

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:

Tel. 21 2554-6784 / 9811-5523 / 9301-2785
E-mail: camiladiehl@terra.com.br / lucianoleitebarbosa@ibest.com.br

INVESTIMENTO:

Oficina - O Despertar da Consciência Criativa:
R$ 180,00 (Carga horária: 15 horas)

Oficina - Musicalização para Atores:
R$ 120,00 (Carga horária: 10 horas)

Valor das 2 oficinas: R$ 260,00








CAMILA DIEHL – DIRETORA





Natural de Porto Alegre/RS, Camila Diehl é bacharel em Artes Cênicas, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Especializou-se na área de gêneros e linguagens dramatúrgicas, sob a orientação da Prof. Dra. Ana Maria de Bulhões Carvalho, e desenvolveu um trabalho prático de pesquisa em Dramaturgia Corporal sob a orientação da coreógrafa Prof. Elid Bittencourt. Estudou técnicas literárias com o escritor Antônio Fernando Borges. Fez diversos cursos nas áreas de ocultismo e mitologia. Aprimorou seus estudos sobre teatro e treinamento do ator a partir de cursos com os diretores Persis-Jade Maravala (Para Active Theatre Company – Londres), Jorge Ramos (Zecora Ura Theatre Network – Londres), Moacir Chaves, Thierry Trémouroux e Paulo de Moraes. É dramaturga, diretora, atriz e produtora e, desde 2004, vem desenvolvendo um trabalho autoral que culminou com a fundação da companhia Teatro da Transcendência. Em setembro de 2007 lançou seu primeiro livro “O Teatro da Transcendência – cinco peças”, pela editora Ibis Libris, que reúne os textos das cinco primeiras montagens realizadas pelo grupo.




LUCIANO LEITE BARBOSA – COMPOSITOR





Nascido no Rio de Janeiro, Luciano Leite Barbosa iniciou-se na música como membro do Coral do Centro Educacional de Niterói, onde estudou com Ermano Soares de Sá e Luiz Carlos Peçanha. Estudou também com Rami Levin (EUA), Ricardo Tacuchian - presidente da Academia Brasileira de Música -, entre outros. Foi bolsista do Festival Internacional de Campos do Jordão em 2008, onde estudou com João Guilherme Ripper. Suas composições foram executadas por grupos como o coral Laetare, o Coro de Câmara do CEIM e pelo coro Brasil Ensemble. Teve composições selecionadas para o Panorama da Música Brasileira Atual (2005 e 2006), além de uma composição incluída na programação do V ENCUN (2007). É membro da cia. Teatro da Transcendência, grupo pelo qual escreveu sete trilhas sonoras desde 2004. Foi autor também da trilha para a peça teatral Vagina Dentata, de Roberto Alvim (2003). No campo cinematográfico, compôs música original para quatro curta-metragens, recebendo do 10º Festival de Cinema de Curitiba (2007) o prêmio de melhor trilha sonora pela música do filme O Nosso Livro. Recentemente, sua composição Suíte Sinfônica obteve menção honrosa no Concurso Nacional Camargo Guarnieri de Composição 2007.




CIA. TEATRO DA TRANSCENDÊNCIA




A companhia Teatro da Transcendência é voltada exclusivamente para a construção de um repertório original. Dando continuidade a um processo de trabalho que se caracteriza por intensa investigação artística, tanto teórica como prática, o grupo aposta na poética da palavra e da encenação, somada à linguagem da música e do corpo, para desvendar a natureza humana. Os temas abordados são atemporais e místicos, buscando transcender o cotidiano e a realidade, a racionalidade e a matéria, fazendo deste ideal a essência da concepção artística da companhia.

Sobre a criação dos espetáculos é relevante destacar o trabalho minucioso de construção de personagem ao longo dos ensaios, através de exercícios, improvisações e leituras teóricas ligadas aos temas. Tendo como referência a estética e os métodos de criação e treinamento de autores como Grotowski, Peter Brook, Eugenio Barba, Pina Bausch, a direção se propõe a explorar as múltiplas capacidades do corpo, voz e psiquismo do ator, em uma condução orgânica, rompendo bloqueios e enfatizando as particularidades de cada artista.

O Teatro da Transcendência tem em seu currículo 7 montagens, todas realizadas na cidade do Rio de Janeiro: Lilith, baseada na história mitológica da primeira mulher do universo (2004). Ecos da Alma, uma fábula sobre a impossibilidade do amor (2004 / 2005). Aeternitatis, tríade de peças inspiradas no mito de Eco e Narciso (2005). Sistema Quântico, o encontro de cinco personagens sob o olhar da física quântica (2005). Silenciosas Sentinelas de Pedra, uma trágica história ambientada em um casarão sombrio (2006). Amêndoas e Caracóis, inspirada na jornada de vida do ser humano através dos Arcanos Maiores do Tarot (2007). Eres Kigal – esculturas, espetáculo-exposição em que um artista exibe suas excêntricas obras de arte (2007).