sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Diretor de Teatro atende clientela partidária e frustra comemorações dos 35 anos do Grupo Avante Época-Teatro

("O Sino dos Oprimidos", de Avanilton Carneiro. Que sinos dobrarão pela a humilhação sofrida na véspera de completar 35 anos de existência?)

Teatro Municipal Carlos Jehovah, Vitória da Conquista, Bahia, atende clientela partidária e frustra comemoração dos 35 anos do Grupo Avante Época-Teatro. Convidados e atores, que iam fazer o teste para a peça: “Parados no Trampolim”, de Avanilton Carneiro, com pauta reservada, são barrados na porta. Funcionários da Prefeitura e coligados do prefeito José Raimundo, sem reserva de pauta, ficam ensaiando. Retrato da arbitrária administração petista.


O Aniversariante



O Grupo Avante Época-Teatro completa nessa sexta-feira, 03 de agosto de 2007, 35 anos de existência. Depois de tantos anos de lutar pelo o engrandecimento teatral do Interior Baiano não esperava passar tamanha vergonha na porta do teatro que fundou e leva o nome de um dos seus fundadores. É inquestionável a importância cultural da entidade para a cidade. O GAE-T, como é conhecido, fundou a Casa da Cultura e a ACCORDE. Além do Teatro Municipal Carlos Jehovah ser uma homenagem a um dos seus fundadores, o Teatro Wanderley Menezes, anexo ao Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, também é em homenagem ao principal fundador do Grupo Avante Época-Teatro.
São dezenas de peças longas montadas, centenas de peças curtas para encerramento de cursos. Venceu seis vezes os editais da Fundação Cultura da Bahia, foi o único Grupo do Interior a participar do projeto Nacional “Campanha da Kombi”. Em 1975, venceu o I Festival de Teatro da Bahia, promovido pelo o INACEN, com a peça “Transe”, de Ronald Radd, com Geldeni Gurcindo recebendo o prêmio de melhor ator. Em 1979, Avanilton Carneiro ganhou o prêmio de Melhor Ator, no III Festival Nordestino de Teatro, em Feira de Santana; Em 1982, no II Festival de Teatro da Bahia, em Salvador, Célia Santos ganhou o prêmio de Melhor Atriz, Avanilton Carneiro, Hors Concour de Melhor Ator, Mauronildo Rocha, Melhor Ator, Jeane Lopes, Melhor Atriz. Estes dois últimos, na modalidade Teatro Infantil. Em 1989, durante a I Mostra Regional de Teatro, em Vitória da Conquista, ganhou os prêmios, com a peça: “A Beata Maria do Egito”, de Rachel Queiróz, Melhor Ator (Avanilton Carneiro), Melhor Atriz (Célia Santos), Melhor Cenário (Edmilson Santana). Nada disso valeu para o diretor do Teatro Municipal Carlos Jehovah, Juarez. Ele preferiu atender aos partidários do prefeito e funcionários da prefeitura que solicitaram o espaço, oralmente, na quarta-feira, 1º de agosto, sendo que o Grupo Avante Época-Teatro já havia assinado o pedido de pauta há quase um mês.


O Impasse


Desde o primeiro contato já foi de impasse. Quando Avanilton Carneiro, diretor do Grupo Avante Época-Teatro, procurou a direção do Teatro, era 15:35, não havia ninguém para atender. Bateu nas portas interna e externa. Não foi atendido. Olhou por uma fresta e viu que estava tudo quieto e as luzes apagadas. Como o Carlos Jehovah é anexo ao Mercado de Artesanato, foi à direção deste procurar por informações sobre atendimento, pois um cartaz especificava que se atendia até às 18h:00. Foi informado de que era para o casal de funcionários está atendendo. Voltou. Pela porta externa, deparou com o casal, do lado de dentro, abrindo a porta. Foi atendido. Porém, Juarez queria cobrar R$ 30,00 por cada dia. Houve divergência, onde Avanilton Carneiro argumentou que a Prefeitura não fomentava o teatro e ainda queria cobrar das entidades quando na realidade ela que deveria investir para o crescimento do teatro local. Depois de muitas divergências, o Sr. Juarez resolveu liberar o valor. Houve a solicitação de pauta de 31/07 a 03/08/2007. O objetivo era ensaiar os atores inscritos no teste para a peça: “Parados no Trampolim” e um ensaio coletivo da peça: “Colégio Kadija”, de Avanilton Carneiro, com as duas turmas dos cursos de teatro que o GAE-T vem mantendo no Centro de Cultura e UESB. O diretor do teatro ficou de avisar assim que o contrato de cessão de pauta estivesse pronto.
Na última segunda-feira, 30/07, a outra funcionária, Dida (ou Dinda) ligou para Avanilton Carneiro confirmando a pauta, onde este questionou a falta do contrato e alertou que só iria utilizar o Teatro na quinta-feira, 02/08, para uma aula e ensaios, e sexta-feira, 03 de agosto de 2007, dia do aniversário do Grupo, onde iria comemorar com uma interação entre as duas turmas, apresentação de um esquete por Patrícia Chaves e as apresentações dos trechos para o teste da peça: “Parados no Trampolim”, além de ensaios de algumas cenas da peça “Colégio Kadija”. Ficou tudo definido. Avanilton Carneiro concluiu: “Qualquer coisa eu passo aí, na quarta-feira, ou lhe ligo”. Todo mundo sabe que o “qualquer coisa” significa se algo der errado ou se houver alguma mudança. Como nada mudou, não foi necessário nem a presença e nem o telefonema.
Como, anteriormente, o Grupo Avante Época-Teatro já passou por alguns transtornos, tais: marcar uma apresentação e não aparecer ninguém para abrir o teatro. Público e elenco desistiram e foram embora. Está ensaiando e o vigilante ir embora e deixar o elenco preso dentro do teatro. Ele resolveu ligar, na quinta-feira, para alertar de que iria com o elenco, onde a direção deveria providenciar alguém para recebê-los. Foi quando ficou sabendo que o pedido de pauta que havia assinado não valia mais nada por ele não ter telefonado ou ido ao teatro confirmar algo que ele já havia confirmado por telefone e a pauta estava assinada. A pauta, agora, estava cedida a um coral formado por funcionários da Prefeitura e amigos do prefeito José Raimundo, das 18h:00 às 19h:30. Se o Grupo quisesse teria que ficar esperando. Quando remarcou à hora foi justamente porque o elenco, individualmente, havia marcado outros compromissos. Mesmo porque se prevalecesse o horário da pauta: 20h:00, em qualquer lugar do mundo, seria cedido pelo menos a tarde para o elenco passar som, iluminação, noção de espaço cênico. Pois se tratava de testes para uma peça teatral. Não houve argumentos. A diretora do coral, solicitou a pauta, oralmente, na noite anterior. Isso porque surgiu uma apresentação de última hora. O diretor do teatro não iria deixar de atender uma pessoa ligada à administração do prefeito para atender Avanilton Carneiro, um adversário partidário do prefeito. Não levou em conta a entidade teatral, apartidária, mas o ser Avanilton Carneiro partidário. E o teatro foi para quem apóia o PT, para quem comunga com o prefeito. Jogou pelo o ralo 35 anos de história do Teatro Conquistense. Sem contar que, nesse dia 03, Avanilton Carneiro comemoraria 30 anos como participante do Grupo Avante Época-Teatro. Nada melhor do que comemorar fazendo o teste a escolher elenco para uma de suas peças, apresentar cenas de outro texto seu e fazer uma interação do elenco com exercícios de sua autoria os quais farão parte do livro; “Oratória do Ator” a ser lançado em breve. O dever da direção do Teatro seria procurar reconfirmar mais uma vez tão logo a diretora do coral o solicitasse e não ser arbitrário, dono do poder. “Quem manda somos nós mesmos. Quem está no poder somos nós mesmos. Quem vai ficar no prejuízo é um adversário nosso mesmo”. Então? Pra que consultá-lo mais uma vez até por respeito a um ser humano?
O elenco do Grupo Avante Época-Teatro botou o “rabinho” entre as pernas, baixou a cabeça e bateu em retirada. Brigar com o poder? Por quê? Se eles têm o Município, o Estado, o País? Vai adiantar o quê? Ir para a imprensa? Resolve o quê? Se já são tão sem-vergonhas a ponto de não se importarem com tantos escândalos de corrupções. Imaginem se vão ligar se um Grupo de Teatro fala que foi desrespeitado? “Que é isso, companheiros? A direção do teatro tinha que atender a nossa gente mesmo. Bota uma medalha no peito do diretor do teatro”. Diga-se de passagem, que o Sr. Juarez é diretor do teatro sem nunca na história do Teatro Conquistense ter se envolvido no movimento teatral.
Conseguiram frustrar para sempre as comemorações dos 35 anos do Grupo Avante Época-Teatro. Vale salientar que a entidade surgiu numa sala de aula, no Instituto de Educação Euclides Dantas, com o nome de Grupo Avante Estudantil. Montou o espetáculo “Auto da Compadecida”. Foi um momento marcante. Ao findar o ano letivo, todos os seus participantes eram do terceiro ano. Fora da escola, não tinham mais o porquê manter o nome “Estudantil”. Então, procuraram uma palavra para substituí-lo. Optaram pelo o termo “Época” para marcar aquela época teatral gloriosa que tiveram quando estudantes. Ficou Grupo Avante Época. Só mais tarde que Avanilton Carneiro acrescentou a palavra “Teatro”.


Como o Teatro Surgiu?


Entre 1979 e 1981, Avanilton Carneiro morou em Salvador, onde montou algumas peças. Mas constantemente, ele vinha a sua cidade natal promover uma oficina para os participantes da entidade. Era um multiplicador do que aprendia na capital baiana. Porém, percebia que a falta de um líder como ele estava enfraquecendo a entidade. E fez uma opção inesperada. Voltou para levantar o Grupo. Ao retornar, encontrou o antigo Mercadão em obras. Estava sendo transformado em um Mercado de Artesanato e, anexo, iriam construir um salão para os artesãos exporem suas mercadorias e o público visitá-lo sempre que algum artesão de fora viesse expor na Terra do Frio. Avanilton Carneiro argumentou com a então Secretária Municipal de Educação e Cultura, Maria Célia Ferraz, que no lugar de criar uma vitrine para expor obras de artesanato, já que estava inaugurando um Mercado de Artesanato, transformaria o lugar num Teatro de Arena. Idéia aceita. A única divergência foi que o objetivo seria homenagear a entidade, que completava 10 anos, e não um dos seus membros. O GAE-T acabou inaugurando o teatro com a peça: “Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos. No elenco: Avanilton Carneiro e Lia Jardim. Direção de Carlos Jehovah.


Avanilton Carneiro jamais imaginou que um dia iria ficar barrado na porta do teatro às vésperas de comemorar 30 anos como participante de um Grupo Avante Época-Teatro que comemora 35 anos, neste 03 de agosto de 2007: “Presente inesquecível da sua equipe, Sr. Prefeito José Raimundo. Parabéns pelo o apoio teatral à entidade nessa data tão significativa”.

8 comentários:

avanilton carneiro disse...

Fiquei triste com o email que você mandou sobre a administração do teatro ai, em sua cidade, é ruim saber que essas coisas ainda existem, mas temos que botar a boca no mundo e lutar pelo nosso espaço, nunca foi diferente. Boa sorte. Espero que tudo corra bem, e parabéns pelo o seu grupo.

Pedro Morais 071- 9916 1561
Cia Brasil de teatro

Anônimo disse...

"Coisas como essa (os candidatos para a montagem da peça de Avanilton serem barrados) é de cunho político destrutivo; infelizmente acontecem, não somente no meio artístico.
Sinto muito pelo grupo e muitos outros grupos de teatro que lutam para terem o respeito diante da sociedade.
Mas apesar dos percalços que enfrentam os artistam de modalidades diferentes, são recompensados atravez do prazer do dever cumprido.
Um abraço para todos vocês!"
- Morgana Marion - Atriz e Artista Plástica - Salvador - BA

Anônimo disse...

Olá amigo Avanilton! Olha, eu me solidarizo contigo pela arbitrariedade cometida contra o seu grupo Avante Época-Teatro as portas do teatro Carlos Jehovah durante as comemorações dos 35 anos do grupo. Infelizmente ainda a arte desse país é refém dos poderes públicos e de suas organizações políticas e arbitrarias. Precisamos lutar pela arte livre, alto sustentável no Brasil. Será isso uma utopia? Abraços

Duda Falcão
Produtor de Elenco

Anônimo disse...

Olá Senhor Avanilton!
Parabéns.. Lhe garanto que com essas críticas ao PT, nada adiantará, o melhor é chamar atenção de forma mais violenta e arbitrária, quebrando portas, de forma vandalística seria bem mais fácil e chamaria atenção, além de ser preso por uma boa causa!

Anônimo disse...

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