sábado, 18 de agosto de 2007

Sai o resultado do Prêmio Carlos Petrovich de teatro

O discurso é velho e conhecido, da época em que Waldir Pires foi governador: Parecer ser um processo democrático, mas as cartas já estão na manga. Foi assim com a indicação do Diretor do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, Vitória da Conquista, não poderia ser diferente com o resultado do Prêmio Carlos Petrovich de Teatro.

Na indicação do diretor do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima todo mundo sabia que a função estava nas mãos do Vereador Adão Albuquerque ou de Edgar Mão Branca, Deputado Federal que retirou seu nome da lista para instalar a CPI do Apagão Aéreo. Desgastou-se porque os deputados comprometidos com a verdade a instalaram. Porém, Hirton Fernandes, um dos grandes diretores da FUNCEB, resolveu brincar de democracia. Gastou uma tremenda verba pública. Só de passagens de avião daria para patrocinar alguns eventos culturais, sem contar os hotéis luxuosos e os gastos com os assistentes que vieram. E Vitória da Conquista não é uma cidade turística, mas pelas diárias vale à pena brincar de democracia. Ser demagogo. Todo o Sudoeste Baiano sabia que se Gedel assumisse o ministério onde seu antecessor estava sendo expulso, pela a imprensa, porque se dependesse de Lula o cara estaria até hoje recebendo envelopes oriundos de esquemas de corrupções. Hirton Fernandes fez muitos artistas inocentes politicamente acreditarem que o processo de escolha seria realmente democrático.
Quando Esaú Mendes, ex-diretor do Centro de Cultura, me convidou para participar da entrevista eu disse logo que era ator, não palhaço para participar de picadelo. A essa altura, Edgar Mão Branca já estava suplente. Adão perdeu força, mas o seu indicado participou da entrevista (Quanta ingenuidade política partidária). Paulo Macena se recusou. Ele é empresário artístico. Não ia participar de circo. Sabia que era ele a carta marcada de Edgar Mão Branca, porém não analisou que acabava de prejudicar o próprio grupo político dele. Desmoralizou todo mundo. Devia pelo menos aceitar o jogo da falsa escolha democrática. Por isso que demorou de ser nomeado até Edgar Mão Branca bater a mão na mesa de Jaques Wagner. Ou será que entrou no pacote para ele retirar o nome da lista que instalaria a CPI do Apagão Aéreo? Será que a nomeação de Paulo Macena custou à retirada do nome de Edgar Mão Branca da lista para instalar a CPI do Apagão Aéreo? Que Edgar Mão Branca traiu o PV todo o país soube. Fernando Gabeira quem bem sabe. Pra que aquele circo se todos sabiam que era Paulo Macena que seria o diretor? E não deu outra. Os gastos com a tal entrevista poderiam ter sido economizados, patrocinados algumas peças de teatro. E, como não bastassem às falsas promessas de Jaques Wagner de salários dignos para a classe docente e que todos os dirigentes de órgãos educacionais e culturais seriam através do voto, eleição direta, para acabar com as indicações apadrinhadas de incompetentes por políticos com mandatos, como era no finado governo, o discurso eleitoreiro de Jaques Wagner mais uma vez desceu pela a descarga.


Quem é Mr. Petrovich?


A mesma questão deu-se com o Prêmio Carlos Petrovich de Teatro. Quando o edital foi lançado, em uma das reuniões do Grupo Avante Época-Teatro, eu chamei o pessoal para apostar que ia dar: Federação Baiana de Teatro (Um de seus últimos congressos nem aconteceu por falta de quórum. Quem viajou perdeu tempo), Cooperativa Baiana de Teatro e Sated. Perguntaram-me o por quê. Porque eu já fui militante dos companheiros e participava dessas negociações e sabia como funcionava o esquema. Errei? Não! Acertei na mosca. Principalmente, pela a rapidez em que saiu o resultado. Até dar para desconfiar que as cartas estivessem na manga. Ou não?
Sabendo disso, quando a FUNCEB esteve aqui para ensinar a elaborar o projeto (Hoje: workshop) (Outro circo armado, pois a própria palestrante disse que ela não podia participar porque era funcionária pública, mas seus projetos sempre eram encaminhados por outro proponente. De viva a voz para todo mundo ouvir, porque a platéia estava cheia de funcionários públicos que se sentiam indignados por não participarem. Porém, eles não participaram da luta que eu participei há anos para barrar os funcionários públicos porque os editais, no governo passado, só eram vencidos por membros do governo.) eu reivindiquei outras pessoas na comissão que iria escolher os projetos que não fossem apenas o técnico do Governo Jaques Wagner e os dois indicados pelas classes “organizadas”, ou seja, companheiros de militância partidária. Pedi ainda que para maior segurança, deveria encaminhar o projeto para uma comissão neutra de outro estado. Longe da pressão militante dos companheiros da Cooperativa Baiana de Teatro, SATED e FBTA. Ninguém quis ouvi a minha voz porque o compromisso já havia firmado há muito tempo. E eu sabia o que vinha pela frente.



O Teatro do Interior pode se sentir traído pelo o Governo Jaques Wagner



Se no Governo passado se colocava o dispositivo: “DRT” para travar a participação de 416 dos 417 municípios baianos, pois só alguns grupos e atores da capital tinham DRT. Um ou outro artista do interior a possuía. Assim mesmo aquele que imigrava para Salvador ou esteve por lá, não deu certo e voltava para a sua terra natal. Sem contar uns gatos pingados que acabavam aceitando o jogo do SATED e pagava a alta taxa mensal (Política super errada para o interior) imposta pelo o sindicato só para conquistar o direito de, na pura da inocência, concorrer aos editais. DRT, no interior, acabou virando o crachá da Globo, de Bozó (personagem de Chico Anísio)
Se os artistas reclamavam que os editais ficavam sempre para 10 ou 12 grupos de Salvador (Uma ou outra entidade do interior acabou ganhando no porte pequeno. Assim mesmo era denunciada por pertencer a esse ou aquele deputado.), agora o jogo fica mais bruto ainda. O resultado do prêmio Carlos Petrovich de Teatro pinta o cenário. Vão ser apenas três: Cooperativa Baiana de Teatro, SATED e FBTA. Não venham querer justificar que é para organizar a classe, porque classe trabalhadora não se organiza com verba pública, impostos da gente destinados ao fomento da cultura. Se a Cooperativa, SATED e FBTA querem se organizar que procurem as verbas específicas do Ministério do Trabalho, CUT, Força Sindical etc. e os partidos que seus respectivos presidentes são engajados. Não bastam? Não entendo como que o artista do interior sequer conhece a prestação de contas dessas entidades, como elas gastam suas verbas, e é travado por elas, impedido de crescer por causa delas?
Mas uma vez, Salvador. Apenas um município baiano prejudica quase 416 municípios. É aquele velho encaminhamento meu, que consegui ser ouvido na época de Virgílio, mesmo que por pouco tempo: Os editais devem ser regionalizados. Não essa divisão caótica que fizeram com os municípios, a qual Gildécio Filicio é presidente. Dividiram a Bahia em 22 regiões. Pra que isso? Só para gastar a verba pública da cultura com mordomia desses delegados nos encontros que sequer conseguem acabar os documentos. Só o que gastaram, em Vitória da Conquista, em apenas um dia, com almoço, gasolina, passagens, lanches, diárias etc. etc e etc. Daria para patrocinar quantas peças? Seria dividir a Bahia culturalmente em quatro regiões: Norte, Sul, Leste e Oeste. Assim a verba pública sustentaria menos militantes partidários. E quatro comissões julgadoras. Uma de cada região, com membros da própria região indicados pelos os artistas das cidades. A cooperativa, SATED e FBTA que se virassem lá por Salvador área restrita de atuação deles.
Se o Governador Jaques Wagner aceita esse jogo, ele está se colocando contra o teatro do interior. O ator do interior fique de olho aberto: Jaques Wagner está contra nós. Não adiantam representantes da FUNCEB, companheiros de militância dessas três entidades, se justificarem que estão contribuindo para organizarem a classe. Há trinta e dois anos que milito no Teatro do Interior Baiano. Só no Grupo Avante Época-Teatro estou completando 30 anos de luta pelo o teatro do interior. Nunca vi essas três entidades se organizarem a ponto de cobrirem a Bahia toda. Ficam apenas em Salvador. Assim mesmo capengando. Verdadeiras sanguessugas do teatro do interior. Tiram nossas oportunidades de cresceremos. Só se organizam para arrancarem os nossos direitos, as nossas verbas. Agora, já vi muito dirigente oportunista, ator de uma peça. E olhe lá. Se apoderar dessas entidades para surrupiarem nossas verbas. Usufruírem de mordomias as nossas custas. O que se arrecadam no interior e vai para o Governo não retorna. Fica por lá. Elas travam com DRT ou com acordos, pressão em benefício próprio. Acham que à Bahia é tão somente Salvador. E erradamente a FUNCEB diz que eles estão organizados. Como que a minoria pode prevalecer sobre a maioria? Eles são apenas CLIENTES PARTIDÁRIOS. Atuam apenas em Salvador. Como que apenas Salvador pode travar 416 municípios? Chega. Se contar o mutante de atores e grupos de teatro do interior é esmagadoramente maior do que esses poucos que estão filiados nessas três entidades. Podem até apresentar um bom número de cadastros. Mas, por que os encontros, reuniões têm fracassado por falta de quórum? Porque são cadastro de vinte, quinze, dez anos atrás. De pessoas que nem fazem mais teatro. Quantos votos essas três entidades podem dar e quantos os grupos de teatro e atores dos 416 municípios baianos podem dar? Então, não façam entrevistas para escolher um diretor em que a carta já está marcada, não façam editais com destinos predestinados.



E Carlos Petrovich?



Achei de grande importância a valorização de uma pessoa que lutou pelo o Teatro da Bahia (Salvador). Porém, numa reunião para os atores dos dois cursos que, voluntariamente, mantenho, através do Grupo Avante Época-Teatro, nenhum deles soube dizer quem era Carlos Petrovich. Peguei o folheto do edital, mostrei a foto e disse: “Sei apenas que fez teatro em Salvador. Assiti uma peça com ele. Só isso. Não sei se está vivo. Qual o seu destino?” Deveriam ter colocado uma síntese biográfica dele pelo menos no espaço em branco que ficou na contracapa do livreto edital.



EDITAL Nº003/2007 PRÊMIO CARLOS PETROVICH - TEATRO



Projetos selecionados:



Revitalizarte (Luis Sérgio Ramos) – Itororó/BA
Oficina de Teatro de Animação (Cooperativa Baiana de Teatro/Ziriguidum Borogodó) – Salvador/BA
Curso de Maquiagem para Montagem Cênica (Marie Rouse Thauront) – Salvador/BA
Navalha na Carne (Cooperativa Baiana de Teatro /Gente de Fora Vem) – Salvador/BA
Memória do Teatro na Bahia (Jussilene Santana) – Salvador/BA
Deus e o Diabo na Terra do Sol (Mutirão de Teatro) – Jequié/BA
Registro e Memória da Bahia -Revista Cultural Mundo Negro (Antônio Carlos dos Santos Gonçalves) Itabuna/BA
Os Ovos de Militão (Cooperativa Baiana de Teatro/ Rebanho de Atores) - Salvador/BA
IV FITA - Fórum Intermunicipal de Teatro Amador (Iriane de Santana) (FBTA)* - Camaçari/BA

Havendo desistência ou impossibilidade de realização de um ou mais projetos classificados, serão convocados os suplentes, obedecendo a seguinte ordem:

1- Auto da Gamela (Roberto de Abreu)
2- Solos da Bahia (Cooperativa Baiana de Teatro/ Sirius)
3- O Elo - Anima e Animus (Rubenval Lopes de Menezes)
4- Branca (Carranca Produções Artísticas)
5- MPB – Mulher Popular Brasileira (Iara de Carvalho Villaça)
6- Sorridente (Gilberto Santana de Novaes)

* Informação nossa. Não entendi o porquê da FUNCEB aprovar um projeto de uma Pessoa Jurídica sem informar o nome da entdiade: FBTA? Por que informou apenas a Pessoa Física, Iriane de Santana? Será que a FBTA está irregular? Quem pode explicar para a classe teatral?

6 comentários:

Anônimo disse...

Olá amigo e ainda existe a FBTA???? Fiquei surpreso. Me conte.. Aguardo, abços.

avanilton carneiro disse...

Também fiquei surpreso. Tem uma comunidade, que não me lembro o nome, que está falando desse IV FITA como se fosse promoção da FBTA. No entanto o edital sai em nome da pessoa física. Algo de errado está. Não pode ser uma promoção da FBTA sem que tenha um representante legal. Estou investigando, procurando esclarecer.

Anônimo disse...

Meu amigo a burocracia é câncer da arte...
Todas estas siglas significam o que diante da imensa grandeza da vida do es´pírito que precisa ser resgatada do limbo mercantil...
Um abraço e continue lutando...

Anônimo disse...

Realmente, tem coisa errada aí...
abraços.

Anônimo disse...

Acho que vocês aí no seu estado estão com os mesmos problemas que nós aqui, em Bauru (SP)... A coisa tá preta...
Mas estamos arregaçando as mangas e lutando contra essa política eleitoreira...
Beijão
Madê

Anônimo disse...

Se vc não sabe quem foi Carlos Petrovich então vc não conhece Teatro, não tem cultura nem embasamento sequer para fazer tal pergunta.
Meu conselho é que vc se instrua,leia,pergunte, procure informações. Boas fontes São: Teatro Castro Alves, Universidade Federal (UFBA ( Escola de Teatro ), Teatro Vila Velha.