domingo, 3 de junho de 2007

02 - "O Professor e a Menor"


“O Professor e a Menor”, de Avanilton Carneiro



Qual deve ser a real maior idade da mulher? 18 anos, como determina a Lei? A partir da primeira menstruação, de acordo a cultura indígena? “O Professor e a Menor”, de Avanilton Carneiro, é a sua última comédia. Ele acabou de escrevê-la nesse maio de 2007. A princípio parece uma comédia simples e divertida como qualquer outra peça do gênero, mas esta tem uma particularidade que tende a desencadear uma polêmica. A situação é cômica, mas se bem analisada passa a ser constrangedora de acordo as leis dos homens brancos vigentes no país. Uma menina de quatorze anos se apaixona pelo o seu professor. Situação normal e rotineira. Ela faz mil e uma armações para conquistá-lo mesmo sabendo que ele é casado. A anormalidade da comédia é o professor honrar o seu casamento e não querer nenhum tipo de relacionamento com uma menina que tem a idade da sua filha caçula. Isso porque, na prática, dificilmente um professor aproveitador e com histórico de amantes não tiraria proveito da situação. Rejeitada, a Menor começa com encaminhamentos que vão de encontro as Leis que protegem os menores de abusos sexuais. Não se conforma com a rejeição e busca argumentos na cultura indígena para convencer o Professor. Por outro lado, ela consegue descobrir outras coisas erradas da vida privada dele, como um caso que ele mantinha com uma das suas colegas que também era casada. Teria ela o Professor nas mãos? Ou ele daria um jeito e não ficaria enquadrado no ECA sujeito a ser surpreendido e colocar a sua vida por água abaixo? A peça preserva a moralidade estabelecida pelas leis e normas religiosas ou rompe com tudo isso? O que o Professor iria fazer? Porque ela poderia divulgar o material que colheu como provas e o casamento, não só dele, mas da sua amante, poderia descer pelo o ralo. Sem contar que ambos ficariam a mercê de uma tragédia.

São dois personagens. O Professor, 50 anos, e a Menor, 14 anos. As respostas a esses questionamentos vão ser respondidas quando a peça estiver nos palcos.

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sábado, 2 de junho de 2007

Seleção Brasil em Cena – Concurso de Dramaturgia 2007


Inscrições abertas de 28 de maio a 28 de junho de 2007


O CCBB Rio realiza, pelo segundo ano consecutivo, o Seleção Brasil em Cena – Concurso de Dramaturgia de 2007, de âmbito nacional.

O objetivo principal do projeto é fomentar a literatura dramática bem como o surgimento de novos dramaturgos. Serão selecionados para leituras dramatizadas 12 textos e destes, três serão premiados. O primeiro lugar ganha R$ 5 mil e a encenação de seu texto pelo CCBB Rio; o segundo R$ 3 mil e o terceiro R$ 1 mil.

Os textos selecionados serão lidos pela comissão julgadora – formada por no mínimo quatro e no máximo seis profissionais de artes cênicas – ao longo de três meses. Após a seleção, os textos terão leitura dramatizada no Teatro II do CCBB Rio entre 31 de outubro e 16 de dezembro. O voto do público (realizado no verso do ingresso, anonimamente) perfaz 80% da avaliação, e dos diretores responsáveis pela leitura dramatizada os 20% restantes.

Na sua primeira edição, o Seleção Brasil em Cena recebeu 311 textos de todo o país. As leituras dos 12 textos selecionados foram dirigidas por alguns dos mais importantes encenadores do teatro contemporâneo brasileiro – Ivan Sugahara, Stella Miranda, Gilberto Gawronski e Moacir Chaves. Ao longo do processo, 46 atores, indicados por seis renomadas escolas de teatro participaram das leituras, juntamente com dezenas de estagiários em cenotécnica, iluminação e figurinos. O dramaturgo Pedro de Senna, carioca que atualmente vive em Londres, foi o grande vencedor com o texto A tragédia de Ismênia – A princesa de Tebas, cuja encenação está prevista para novembro deste ano, com direção de Moacir Chaves.

É importante ressaltar que a autoria dos textos só é conhecida pelo jurí responsável pela seleção, após a escolha dos 12 finalistas.

Leia atentamente o regulamento e encaminhe quantos textos inéditos você tiver.



Regulamento Seleção Brasil em Cena 2007



Centro Cultural Banco do BrasilProjeto SELEÇÃO BRASIL EM CENAConcurso de Dramaturgia.
I Do Objeto

1.1 – Constitui objeto do Projeto Seleção Brasil em Cena incentivar a literatura dramática e o surgimento de novos dramaturgos e atores, através de leituras dramatizadas de textos inéditos de autores brasileiros, em qualquer categoria.
1.2 – Realizar um ciclo de 12 leituras dramatizadas, programadas para 31 de outubro a 16 de dezembro de 2007.
1.3 – Montar, em um dos teatros do CCBB, um entre os doze textos das leituras dramatizadas, eleito por voto popular.
1.4 – Os textos inscritos para a seleção, não sofrerão quaisquer restrições quanto à temática abordada ou público-alvo.
II Como participar

2.1 – Poderão concorrer à seleção de textos, brasileiros natos ou estrangeiros naturalizados.
2.2 – É vedada a participação dos membros da Comissão de Seleção de Textos e familiares destes.
2.3 – Não serão aceitas participações com adaptações de obras de outro autor.
2.4 – Não haverá restrição ao número de textos apresentados pelo mesmo autor.
2.5 - Somente poderão concorrer autores legalmente constituídos, vedada a participação sem o devido documento comprobatório de autoria, citado no item 3.3.1.
2.6 - Os textos deverão ser inéditos, (ainda não publicados ou encenados);

III Como se inscrever
3.1 - As inscrições se darão no período de 28 de maio a 28 de junho de 2007.
3.2 - O texto deverá ser encaminhado para cadastro no Centro Cultural Banco do Brasil, à Rua Primeiro de Março nº 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ) CEP 20010-000, de terça a domingo, no horário das 10h às 18h, ou postados pelo correio, através de carta simples ou Sedex, com Aviso de Recebimento.
3.3 - O encaminhamento deverá ser feito em um único envelope, identificado apenas com o nome do Concurso, onde serão acondicionados dois outros envelopes com o seguinte material:

3.3.1 - Envelope lacrado (sobrescrito apenas com o título do trabalho e o nome do concurso) contendo: o Ficha de Inscrição devidamente preenchida disponível no endereço acima ou no site bb.com.br/cultura; o breve currículo;o cópia de documentos comprobatórios de autoria (registro na Biblioteca nacional, SBAT ou órgão competente);o cópia da Carteira de identidade; o cópia de CPF.

3.3.2 - Envelope contendo três vias do texto, digitados em letra tipo Arial, corpo 12 (doze), em espaço 2 (dois), folhas numeradas, com formato do papel tamanho A-4, não contendo informação que possibilite a identificação do autor. Cada via deverá estar presa em pasta própria, identificada com o nome do Concurso e o título da obra; nenhuma das vias do texto poderá conter informações que revelem a autoria da obra inscrita;
3.4 - Todo o envelope cadastrado receberá uma numeração que também identificará o texto;
3.5 – Não serão aceitas e validadas as inscrições:· Que estejam em desacordo com o item 3.3 acima;· Com fichas de Inscrição que estiverem incompletas;· Fora do período estipulado para inscrições;· Postadas pelo correio com data posterior a de encerramento das inscrições.
3.6 - Comprovantes de inscrição serão fornecidos no ato do recebimento dos textos (entrega direta) ou serão impostados no Aviso de Recebimento (inscrição pelo correio);

IV – Da Seleção
4.1 - A seleção será realizada por uma Comissão de Seleção composta por 4 (quatro) a 6 (seis) especialistas em artes cênicas, que julgarão todos os textos e indicarão 12 finalistas.
4.2 – Os nomes dos especialistas serão divulgados, junto com o resultado dos doze textos finalistas, pelo site bb.com.br/cultura.
4.2 - Os critérios para a escolha dos vencedores serão estabelecidos pela Comissão de Seleção, a qual é soberana, não cabendo recurso às suas decisões.
4.3 - O resultado final será divulgado através do site do Centro Cultural Banco do Brasil, bb.com.br/cultura, devendo ocorrer até 120 dias após o término das inscrições.
4.4 - Os doze finalistas cedem, ao Centro Cultural Banco do Brasil, os direitos para leitura dramática das peças premiadas, com o objetivo de divulgação e seleção do júri popular, sem qualquer ônus.
V – Da Premiação

5.1 – Os 12 (doze) textos selecionados pela Comissão de Seleção serão lidos publicamente nos teatros do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro;

5.2 – A ordem das leituras dramatizadas será sorteada pela Comissão de Seleção antes da abertura dos envelopes lacrados com identificação do autor;

5.3 – As leituras serão realizadas por alunos formandos de escolas de teatro do Rio de Janeiro, dirigidos por 4 (quatro) diretores teatrais de renome. Os nomes desses diretores também serão divulgados na mesma data que a comissão de seleção.

5.4 – Ao final de cada leitura o público presente atribuirá nota, de um a dez, no verso de seu bilhete de ingresso, que será depositado em uma urna lacrada;

5.5 – As notas serão selecionadas por amostragem retirando-se da urna, aleatoriamente, 30 ingressos cujas notas serão computadas;

5.6 – A contagem das notas atribuídas pelo público será efetuada pela coordenação do projeto com duas testemunhas: um representante do Centro Cultural Banco do Brasil e um representante da Comissão de Seleção;

5.7 – Serão concedidos 12 prêmios de R$ 500,00, para os texto selecionados pela comissão;5.8 – Além disso, Serão concedidos 3 (três) prêmios para os textos que obtiverem a melhor nota pelo público:1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais),2º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais),3º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais);

5.9 - O texto que obtiver maior nota será ainda premiado com montagem em uma das salas do Centro Cultural Banco do Brasil como parte integrante da programação de 2008. O texto será montado por um dos diretores indicados para as leituras e o elenco será escalado entre todos os atores formandos que participaram das diversas leituras dramáticas, a critério do diretor.

5.10 – A premiação do autor selecionado para a montagem, corresponde à seção dos direitos de montagem, não cabendo nenhuma outra remuneração além do recolhimento dos direitos autorais, relativo ao percentual de bilheteria (10%) durante a temporada;

5.11 – A cerimônia de premiação se dará na mesma data de divulgação, para a imprensa, dos projetos selecionados para a programação de 2008 do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, ou em outra data a ser determinada pela Instituição.


VI – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
6.1 - As obras não selecionadas ficarão à disposição dos autores, por 30 dias a contar da data de divulgação do resultado, no mesmo endereço de inscrição;
6.2 – Após este prazo, a produção do evento inutilizará as obras não retiradas, garantindo o sigilo das mesmas;
6.3 - A inscrição para participação no evento implica a aceitação tácita das normas deste regulamento.
6.4 - Outros esclarecimentos podem ser obtidos com a coordenação da mostra pelo telefone xx. 21 2547-3315, 2547-3221, 2547-2145 ou no Centro Cultural Banco do Brasil, telefone xx 21 3808-2100.



Ficha de Inscrição - Seleção Brasil em Cena 2007



Seleção Brasil em CenaConcurso de Dramaturgia



FICHA DE INSCRIÇÃO

Data da inscrição: ___/___/___

Título da Obra: _____________________________________
Data do registro da obra: ______________________________

Gênero: ______________________Época: _______________

Quantidade de personagens: Masculinos:____ Femininos:______

Número de Página:_______ Cenário/Ambiente: ______________
________________________________________________________________
________________________________________________________________

________________________________________________________________

Autor:___________________________________________________________
Identidade:_____________________ CPF:______________________________

Endereço:________________________________________________________

Cidade:______________________ Bairro:______________________________

UF:___________________________CEP:______________________________

Telefone de contato:_________________________________
e-mail: _________________________________________
Declaro ter conhecimento e estar de acordo com o edital de inscrições do projeto Seleção Brasil em Cena, concurso de dramaturgia promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil.
Assinatura:

_______________________

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Bate Papo Teatral

{Foto: Da esquerda: Avanilton Carneiro (Mendigo), Robson (Soldado II), Galego Lisboa (Soldado I), Célia Santos (Rainha), Victor Lourenço (Homem). "O Mendigo ou o Cão morto", de Bertolt Brecht, será apresentada no próximo dia 06/06/2006, às 16h:00, no Auditório da UESB, em Itapetinga, como parte da programação cultural da greve dos professores da UESB.}

Pauta do Bate Papo Teatral


Neste 1º de junho, às 19h:00, Avanilton Carneiro estará, como convidado, na disciplina "Cinema e Teatro", do "Curso de Relações Públicas", da Faculdade Juvêncio Terra, que tem como titular a professora Marceli, abordando alguns temas pertinentes ao teatro, como:
a) Teatro Nacional: A sobrevivência do ator
b) Paralelo entre a TV Brasileira e o Teatro
c) Teatro Conquistense -
c.a - Origem
c.b - Falta de apoio dos órgãos públicos
c.c - Há como sobreviver de teatro?
c.d - Grupo Avante Época-Teatro
c.e - DRT - Pagar e não atuar?
d) Esplanação sobre as peças de sua autoria e seus respectivos testes:
d.a - "Colégio Kadija" - prevista para estrear em agosto
d.b - "Parados no Trampolim"
d.c - "O Porão"
d.d - "Julieta Julieta"
d.e - "Um Defunto em nossa sala"
e) - O livro de exercícios teatrais: "Dramaturgia Real-ficcionista", cujos exercícos estão sendo aplicandos com sucesso nos cursos: "Iniciação ao Teatro", Centro de Cultura; e "Curso Livre de Teatro", UESB
Obs.: Chegar à portaria da Faculdade Juvêncio Terra e perguntar à recepcionista onde está sendo o Bate Papo sobre teatro, coordenado pela professora Marceli

quinta-feira, 31 de maio de 2007

O Velho mensalão ou apenas uma barganha política?

Foto: Enquanto isso Renan vai conseguindo livrar mais uma empreiteira de ser investigada. Parece que um dos fortes do Democratas está satisfeito. Mesmo de costas percebe-se o sorriso aberto.



Outrora, trocar cargos por apoio político, era uma prática do PFL (Demo), hoje quem coordena esse tipo de chantagem é o PMDB (Infestado de ex-democratas que imigraram para o PMDB só para estarem na base aliada do governo e usufruírem dos benefícios) Não há quem me convença contrário que não seja essa modalidade o verdadeiro e autêntico mensalão, caixinha para os partidos.
O título das manchetes nos principais jornais do país foi praticamente o mesmo: “PMDB da Câmara derrota governo e ameaça apoiar CPI da Navalha”. Primeiro vamos à derrota: A bancada do PMDB foi de encontro ao Governo Lula e votou na emenda 7 apresentada pelo o ex-Ministro da Educação, deputado Paulo Renato (PSDB-SP). Segundo o líder do governo, José Múcio Monteiro (PSB-PE) “essa derrota vai significar um prejuízo de mais de 1,6 bilhões de reais aos cofres da União”. A emenda 7 reduz parcialmente o comprometimento dos Estados para formação do novo Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico (FUNDEB).
Até aí tudo bem. O brasileiro poderia pensar que seria uma estratégia para desafogar os estados e fazer a União entender que o maior investimento na educação tem que ser um papel dela e não dos estados. Há estado que não tem verba sequer para fazer o investimento básico que a educação merece quanto mais desenvolver projeto político educacional do Governo Federal. Porém, os estados só ganharam essa fatia porque o deputado Paulo Renato percebeu que o recado do presidente Lula, durante a coletiva, que “não aceitaria pressão para ocupar os cargos públicos” poderia por fim ao mensalão mais tradicional que existe na política: dar os cargos aos partidos que apoiaram o presidente eleito. E os partidos indicam a pessoa que tem o perfil de fazer a caixinha para as siglas partidárias e não o profissional competente para atuar na área correspondente a pasta. Daí gera as enxurradas de corrupção que a gente tem visto, porque só se aproximam da determinada pasta as empresas que já têm um engajamento com os deputados ligados aos partidos que lutaram pelo o cargo. Não é a toa que expressões, como: “Ali é de quem?” “De fulano.” “Então nem vou concorrer”. São comuns no meio político.
A derrota do Governo e a vitória dos estados se deram devido a uma hábil articulação do deputado Paulo Renato junto às bancadas de apoio ao Governo Lula ao alertá-las de que se o presidente anunciou de que “não aceitaria pressão para nomear os cargos de confiança” isso significaria que iria tirar o quinhão dos partidos e botar gente dele. Os partidos precisariam mostrar força e que os cargos são do presidente, mas entram quem os partidos determinam respeitado as suas respectivas fatias no contexto divisório do bolo. Os partidos da base entenderam o alerta do hábil deputado e mandaram um recado ao presidente Lula para ele entender que não é como ele quer. Votaram contra ele nessa emenda 7 e de sobra estão ameaçando articular as assinatura necessárias para a CPI da Navalha.
E a fatia que deu a vitória a emenda 7 foi FURNAS. Acham que o PMDB vai querer perder essa mina? Nem pensar. E que derrota. Dos 88 deputados do PMDB presentes, 79 votaram contra e só 09 a favor. O recado Lula já recebeu. Resta saber se ele vai ter pulso para sustenta a declaração da coletiva ou o velho tradicional mensalão vai prevalecer e o presidente não vai passar de mais um zero à esquerda nas mãos dos legislativos. Vamos aguardar.
Nesse esquema, quem perde é a nação, porque a pessoa indicada vai ser alguém já vivido nos horríveis esquemas políticos, especialistas em beneficiarem os partidos e seus respectivos políticos com mandatos.
Mas não foi só o PMDB que entendeu o alerta do deputado Paulo Roberto. Outros partidos da base aliada também mandaram os seus recados. Isso significa que todo mundo está esperando ter a sua fatia servida pelo o presidente, ou seja, o presidente formalizar o mensalão com cada um deles. Nomeados os nomes indicados pelos os partidos, todo mundo fica tranqüilo. Os partidos porque vão ter os seus representantes nos cargos preteridos e seus esquemas vão poder ser colocados em prática, os empresários porque sabem que as licitações vão ser vencidas por eles. Vai ser a hora de receberem o que investiram nas campanhas. O presidente vai saber que suas medidas provisórias vão ser aprovadas, não vai ser derrotados em outras emendas, suas viagens vão estar garantidas, sua blindagem vai estar confirmada. E o povo? O eleitor? Continuarão dormindo em berços esplendos, nas intermináveis filas do Bolsa família, postos de saúde; sendo alvo das balas perdidas, morrendo por uma picada de um mosquitinho, vítimas fatais dos incontáveis acidentes automobilísticos nas precárias estradas a fora. Ainda há quem diga que mensalão nunca existiu. Foi coisa de um deputado revoltado com a vida, por isso foi cassado justamente por não provar. E essa velha partilha das fatias é o quê? É o emprego dos partidos que passam a receber suas mensalidades através dos altos salários pelos os cargos ocupados. E como café pequeno: os alugueis de apartamento das amantes, as pensões das amantes, os carros de luxo nas garagens, as malas de dinheiro para as campanhas.
Só à nível de informação, vejamos os demais partidos que votaram contra o Governo na emenda 7. Isso significa que o presidente Lula recebeu diversos recados de que não é ele o forte de Brasília. O forte, de lá Lula, é o Poder Legislativo. O presidente não passa de marionete nas mãos desse poder. Imaginem o povo?
No PCdoB, de 13 deputados, só Aldo Rebelo (SP), votou com o Planalto. (Mesmo sendo traído na disputa pela presidência da câmara) No PDT, o governo perdeu de 11 a 8. No PSB, a derrota foi por 19 contra 8. No PR, 22 deputados votaram contra e 14 a favor. Proporção menor deu-se no PP, onde o governo contou com o apoio de 26 deputados, mas perdeu 8 votos. Não era para perder nenhum voto. Afinal reabriram as contas de Maluf que estavam bloqueadas. No PT, apenas o deputado João Paulo Cunha (SP) votou contra, mas disse ter se enganado. Um deputado, que depois de tantos anos, ainda não aprendeu a votar. Sabe-se que todos esses partidos ou blocos de deputados estão esperando a sua fatia. O presidente tem que aprender a elaborar o seu discurso e não falar mais besteiras. Onde já se viu, neste país, um presidente, ou qualquer outro executivo, falar que não aceita pressão? Quem já passou por um cargo executivo é que sabe quantas mãos já bateram nas suas mesas ou como elas batem. Só param quando as mensalidades começam a entrar normalmente nas contas dos seus indicados, os percentuais nos cofres dos partidos e as poupanças das empreiteiras a engordarem, porque a próxima campanha está chegando.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

1,5%, 1,5%, 1,5%; 28,5% pra Lula. Permitir sobrar só R$ 5.000,00 pra Waldir. É deixar os professores com cara de palhaço.

É inacreditável. Eu não posso compreender. Se eu estivesse o tempo todo do outro lado, poderiam até falar que seria picuinha política da minha parte. Mas, não. Estive à frente de tantas greves. Coloquei cadeados e os enchi com “durepox” nos portões do ICEEP, Colégio Edvaldo Flores e Educandário Batista Pestalozzi. E eram instituições só conveniadas. Trabalhava com cadastro emprestado. Moda do Governo Waldir Pires/Nilo Coelho. Quantas vezes fui as ruas gritar por salários dignos para a nossa classe? Sou professor. E quantas vezes eu voltei com a cabeça baixa e o rabo entre as pernas? Desmoralizado juntamente com os meus colegas? E sonhávamos um dia chegar ao poder e ter o nosso reconhecimento. Apenas um salário que desse pra comer, pagar as contas e sobrar um pouquinho para a educação e lazer dos meus filhos. E não o salário que não dava pra pagar sequer o gás. Comprava fiado. E quando, no final do mês, aquela música da companhia de gás soava, no início da rua, e o salário havia entrado e sumido, ecoava como os sinos de Notre Dame. Já não bastava a decepção da última greve que era uma luta para não deixar isso acontecer. Cabisbaixo, tinha que abrir a porta e ver o cobrador crescer pra cima de mim. Um professor? Anos de estudo! Quatro anos só numa faculdade? E ter que passar por aquilo? “Um dia a gente vai ganhar e vou ter um salário digno pra não deixar isso acontecer mais”. Eu já participei de greve com Jaques Wagner empunhando a nossa bandeira pelos merecidos 35%. Eram muito? Não. O sindicato justificava ser apenas perdas ao longo dos anos. (Eu questionava a tamanha incompetência de deixar acumular tanto. Mas não levantava a minha voz para não dividir o movimento. E estavam a erguer a nossa bandeira, mesmo que fosse só nos anos eleitorais para arrebentarem as urnas de Alice Portugal, Waldir Pires, Jaques Wagner, Guilherme Menezes, Waldenor e tantos outros defensores dos educadores nas épocas das campanhas. Cadê essa turma? Permitem os 1,5%, 1,5%, 1,5%? Cadê as vozes deles? O ano que vem a gente escuta.).
Quando os ex-companheiros chegaram ao poder, eu já estava aposentado por invalidez, vergonhosamente com o salário reduzido ainda mais. Adoecer trabalhando pro Estado você tem que perder 30% sobre o salário de fome. Imagine, hoje, como eu encaro o Moço do Gás?
De repente, eu vejo Guilherme Menezes, Alice Portugal, Waldir Pires, Lula. Sarney! Outrora tão combatido por Lula, hoje, grandes amigos. Todos eles receberem 28%. Cresceu a expectativa. Finalmente! Nem liguei para a incompetência de Waldir Pires no caso dos controladores. Tão pouco para sua declaração absurda; “Depois que pago todas as contas só sobram R$ 5.000,00 pra mim”. Que é isso, companheiro? Eu estava sozinho na sala. Mas morri de vergonha por toda a nação. Rir? Gozar? Protestar? De que iria adiantar algum encaminhamento? Ele já havia ganhado os 28,5%. Não seriam mais sós os minguados 5.000,00. Vão ser mais de R$ 6.500,00. Faça bom proveito, Waldir. Tenho certeza que você não passa vergonha diante de “Seo” Pedro, o Moço do Gás.
Eu não pude acreditar quando uma profissional da educação saiu do gabinete do Governador Jaques Wagner, falando que compreendia que o “Querido Governadozinho”, tão cansado de passear de Lancha, beber sua CERVEJA (Bota preço numa garrafa de cerveja), com a ministra (Será que ela não veio com seus próprios recursos?), não podia dar o tão sonhado aumento aos professores. Que decepção. Logo a seguir o GOVERNADOR imponentemente anuncia os 4,5%, subdivididos em três parcelas. Não importa pra quando. É saber que não tem jeito. É farsa pura. Bruta enganação. Manipular, fazer dos professores marionetes. Se a fumaça está saindo do motor da lancha, se os seus companheiros já estão atrás das grades. Antes que o fogo apareça. Salve os educadores, Governador. Iguale o percentual dos professores ao dos seus dois grandes mestres: Lula e Waldir Pires, ou seja, não queremos cerveja servida na lancha, apenas 27,5%. Queremos comprar o gás a dinheiro.

É certo recorrer a um tipo de droga para fazer uma cena de sexo?

Eva Mendes

Eva Mendes e o parceiro na cena de sexo, Joaquim Phoenix


A atriz Eva Mendes, 33 anos, disse aos jornalistas em Cannes, ao apresentar o filme "We Own the Night", que só conseguiu gravar a cena de sexo com Joaquim Phoenix após tomar uma "vodca com suco de laranja", informou a revista People.
"Sou muito profissional e nunca bebo quando estou trabalhando. Mas naquela manhã, tive que tomar umas doses de vodca com suco de laranja", disse a atriz americana.
Quando os jornalistas perguntaram se a mulher que aparece nas telas ainda é Eva Mendes ou apenas um personagem, a atriz respondeu: "Meus peitos ainda são meus peitos".
A atriz ainda contou que esta foi sua primeira cena de sexo. "Ainda bem que foi feita com estes palhaços. No final da gravação estávamos todos rindo". (Até aqui – Crédito:
http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI1643892-EI1176,00.html)


Uma declaração digna de vergonha para hollywood


Talvez, quando Eva Mendes deu essa declaração não pensou na questão ética profissional que suas palavras escondiam. Poucas palavras que derrubaram o conceito de diversas instituições dramáticas bem como profissionais ligados ao teatro e cinema.
Vamos por partes:
a) A Escola de Dramaturgia onde ela estudou. Mostrou que não foi capaz de prepará-la para uma cena de sexo. Faltou um completo desbloqueio corporal;
b) O diretor do filme: “We own the Night”. Ela o colocou como incapaz de preparar um laboratório para quebrar o bloqueio da atriz. A ele restariam duas questões: 1ª - Saber antecipadamente da atriz se ela teria coragem de fazer a cena, porque no teatro, televisão e cinema, nenhum ator ou atriz vai fazer um trabalho sem saber se há uma cena de beijo, nudez ou sexo. Todos são consultados, recebem as devidas explicações. Fazem se tiver coragem, nenhum empecilho por parte dos maridos ou esposas. 2ª - Após um pré-teste, seria optar por outra atriz quando percebesse a incapacidade de Eva Mendes em fazer a cena;
c) Hollywood em si: Mostra que nem todos os astros são devidamente preparados para seus respectivos papeis, cai uma máscara milionária que corre por trás de cada produção cinematográfica. Investem tanto nos grandes detalhes e quando chega frente a esse probleminha uma atriz tem que usar de um determinado tipo de droga para fazer a cena. Resta saber se foi por falta de coragem, vergonha mesmo ou porque não conseguiu encarar o ator? Nada disso seria justificativa para ingerir bebida alcoólica na hora do trabalho.
d) A profissional: Se ela tenta se justificar que é uma profissional, mas que bebeu na hora da cena. Se fosse certo, ela própria não teria feito nenhum tipo de alerta quanto ao ser profissional ou não. Quando um profissional está certo ele não precisa alertar a todos: “Eu sou profissional”. Tão somente mostra a sua competência.

e) A atriz em si: Não assisti ao filme. Não vi a sua interpretação. Mas repudio a sua ação: se valer do álcool para conseguir fazer uma cena de sexo. Mostrou fraqueza para consigo, o público e todos os seus orientadores, diretores e atores que passaram por sua trajetória profissional. O leitor deve estar pensando que eu estou exagerando. Não estou. Ela é uma atriz famosa. O seu sucesso vai influenciar toda uma nova geração de atrizes em diversos paises que vai recorrer a algum tipo de droga para fazer uma determinada cena de sexo ou mesmo outra cena difícil. E hoje, o ator não precisa mais buscar às drogas para conseguir fazer uma determinada cena. Há exercícios para todas as cenas possíveis, bem como diretores ou terapeutas competentes para elaborarem laboratórios dignos de quebrar qualquer barreira que uma atriz tenha. E o mais honesto: se a atriz não tiver condições de fazer determinada cena, saia e deixe-a para quem não precisa recorrer a nenhuma tipo de droga por mais leve que seja. Isso porque se numa cena ela usa um copo de vodca; numa outra, ela vai sentir a necessidade da maconha porque a cena vai ser mais difícil; de repente, ela vai precisar da cocaína porque a próxima cena será bem mais pesada. E não haverá mais volta nem para ela nem para todas as atrizes ao redor do mundo que a tiveram como espelho e seguiram ao seu péssimo exemplo amplamente divulgado no 60º Festival de Cannes.

domingo, 27 de maio de 2007

Os premiados do Festival de Cannes


(Fotos: Jane Fonada entrega o prêmio ao romeno, Cristian Mungiu; A atriz sul-coreana, Jeon Do-yeon, recebe o prêmio de melhor atriz).

O filme: "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" (4 Luni, 3 Saptamini Si 2 Zile), do romeno Cristian Mungiu, conquistou neste domingo a Palma de Ouro do 60º Festival de Cannes.
Relação dos premiados:
Palma de Ouro: "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias", do romeno Cristian Mungiu.
Grande Prêmio: "Mogari no Mori", da japonesa Naomi Kawase.
Prêmio do Júri "Persépolis", da franco-iraniana Marjane Satrapi e do francês Vincent Paronnaud, e "Luz silenciosa", do mexicano Carlos Reygadas.
Melhor atriz: A sul-coreana Jeon Do-yeon, por "Secret Sunshine".
Melhor ator: O russo Konstantin Lavronenko, por "Izganie".
Melhor direção: O norte-americano Julian Schnabel por "Le Scaphandre et le Papillon".
Melhor roteiro: "Do Outro Lado", do turco-alemão Fatih Akin.
Prêmio Especial: "Paranoid Park", do americano Gus Van Sant.
Palma de Ouro de Curta-Metragem:
"Ver Llover", da mexicana Elisa Miller.
Câmara de Ouro: "Les Méduses", dos israelenses Etgar Keret e Shira Geffen.


UM POUCA DA HISTÓRIA


Em 1946, a França saía da 2º Guerra, com o desejo de recuperar a tradição artística e a grandeza perdidas com a ocupação nazista. Uma das formas encontradas para alcançar este objetivo, aliada ao esforço de revitalização do turismo na Côte D'Azur, foi a retomada do projeto de criação do Festival Internacional do Cinema de Cannes, que havia sido abandonado quase sete anos antes. Marcado para setembro de 1939, o 1º festival foi atropelado pelos acontecimentos que mergulharam a Europa e o mundo na 2ª Guerra. Mesmo assim, o júri, que deveria ser presidido pelo pioneiro Louis Lumière, ainda teve tempo de assistir em sessão privada a pelo menos um dos que seriam os concorrentes daquele ano: "O Corcunda de Notre Dame", de William Dieterle, com Charles Laughton. Após o fim da guerra, o festival foi inaugurado numa festa apoteótica em que Grace Moore cantou "A Marselhesa", marcando o início de uma nova era para a França. Desde então, durante 15 dias a cada mês de maio, a cidade da Riviera Francesa torna-se palco de uma luxuosa festa, sustentada tanto pela guerra comercial entre os produtores, quanto pelos escândalos e manifestações mundanas das grandes estrelas. O começo foi marcado por percalços. Apenas dois anos após a sua inauguração, o festival era cancelado por falta de verba. Em 1950, o problema se repetiu. E até 1955 não havia um troféu para os vencedores: a Palma de Ouro só seria entregue a partir de 1955. As controvérsias marcaram os anos dourados da Croisette (a avenida principal do balneário). Em 1959, a comissão de seleção recusou um filme que provocou um verdadeiro terremoto ao passar nos cinemas de todo o mundo: "Hiroshima, Mon Amour", de Alain Resnais, redimiu-se ganhando o prêmio da crítica. Naquele mesmo ano, françois Truffaut ganhou o prêmio de direção por "Os Incompreendidos". "La Dolce Vita", de Fellini, só ganhou o prêmio de 1960 graças à luta do presidente do júri, o escritor Georges Simenon, para obter a unanimidade de seus colegas. Em 1961, o jornal Osservatore Romano, do Vaticano, condenou os anticlericais Viridiana e Madre Joana dos Anjos, os principais premiados no festival, e o ministro da Cultura francês na época, André Malraux, eliminou da competição O Ano Passado em Marienbad, por considerar a obra-prima de Alain Resnais "destinada a um público restrito". Mas o divisor de águas foi o histórico Maio de 1968. A França era o palco principal de boicotes e manifestações que se alastraram por todo o mundo, inclusive pelo Brasil, exigindo uma nova ordem e o fim dos velhos esquemas de poder. Um grupo de cineastas, entre os quais Resnais, Jean-Luc Godard, Claude Lelouch, Louis Malle, Roman Polanski e François Truffaut invadiu a sala de projeção, pendurou-se nas cortinas e, proclamando a "destruição das estruturas do festival", propôs o envio de todos os filmes a Paris para serem exibidos gratuitamente. Em seguida, as salas de Cannes foram ocupadas por trabalhadores da indústria cinematográfica. O festival foi interrompido e não houve premiação. Hoje, o tempo das polêmicas entre os críticos, dos topless das starlets e dos filmes vetados por motivos morais ou políticos foi deixado para trás. Ficou, porém, o status de mostra de cinema mais importante do mundo, um título que retirou do Festival de Veneza - mais antigo, porém esvaziado desde que se extinguiram suas premiações no final dos anos 60. A mostra foi ganhando independência e importância, sempre tentando descobrir e promover a produção de países dos quatro cantos do mundo, especialmente depois que Gilles Jacob assumiu a organização do evento, em 1978. Entre as revelações do festival figuram o filme "O Império dos Sentidos", de Nagisa Oshima, escândalo mundial em 76, o cineasta indiano Satyajit Ray, o iugoslavo Emir Kusturica, o alemão Volker Schlondorf, chineses como Chen Kaige e a australiana Jane Campion, premiada por seu curta Peel, em 1986, bem antes do sucesso de "O Piano". Cannes também consagrou Robert Bresson, em diversas premiações, Bergman ("Sorrisos de uma Noite de Amor", "A Fonte da Donzela"), Antonioni ("A Aventura", "Blow Up"), Tarkovski ("Andrei Rublev", "Solaris", "Nostalgia"), Scorsese ("Taxi Driver") e bancou a premiações que desagradaram ao público, como "Sob o sol de Satã", em 1987 (seu diretor, Maurice Pialat, subiu ao palco sob uma chuva de vaias). Uma coragem que valeu ao festival prestígio e a admiração de todo o mundo. (Fonte: cineparadiso.com.br)

sábado, 26 de maio de 2007

Polícia Federal ironiza Lula com nome de operação: "Navalha" - Cortou na própria carne.


Jacques Wagner também não sabia! É doença isso?


Jaques Wagner Não Sabia....


Jaques Wagner "esqueceu" que lancha era de dono da Gautama O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), sabia, mas não se lembrava, que a lancha em que passeou em Salvador com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, era do dono da empreiteira Gautama, Zuleido Soares Veras, preso desde o dia 17 sob acusação de chefiar uma quadrilha corruptora de políticos e funcionários públicos.Em entrevista, Wagner contou ter sido avisado, durante o passeio em 26 de novembro, que a embarcação "Clara" era de Zuleido. Disse que reclamou com o publicitário Guilherme Sodré Martins, seu melhor amigo e quem arrumara a lancha.A questão é que Wagner relata não se lembrar muito das quatro horas de navegação. "Domingo de sol, você passeando de lancha, uma cervejinha..."Continuação: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92844.shtmlNão sei de nada, aí podemos ver o quanto Jaques Wagner trabalha para o povo da Bahia, um domingo de sol, uma cervejinha e assim vai, me lembra uma governadora...
Seria o caso de Jaques interromper o passeio e não prolongar por quatro horas. Primeiro tentaram enganar o povo que a lancha tinha sido alugada. A imprensa provou que não. Um empresário que tira milhões dos cofres públicos não precisaria está alugando uma lancha particular. O certo é que o motor da lancha está fumaçando. Será que houve fogo? Pois o velho ditado voltou à tona: “Onde há fumaça, há fogo”.

Dinheiro aparece na cueca do cara e ele diz que não sabia, nem viu, nem sentiu...Para o outro, um carro de R$ 100 mil aparece na garagem dele, com documentos em nome dele, e ele nem sabe como o carro foi parar lá... Mas ele pega o carro e sai por ai...Já o outro vai ao banco BMG receber milhares de reais, na boca do caixa, e nem sabe o por quê, de onde veio, por que está recebendo aquilo...O outro acompanha o pagamento de milhares de reais a deputados para aprovarem projetos de lei do governo, mas não sabe a quem, nem por que seu principal assessor está fazendo esses pagamentos milionários no gabinete ao lado do seu...Passeios de lanchas então... São convidados, mas não sabem por que nem por quem, mas como são ministros e não precisam de segurança, nem mandam checar quem convidou, quem irá ao passeio... Outro recebe propina de empresas de lixo, milhares de reais... Mas não sabe por que estão lhe pagando! Deve ser dinheiro encontrado no lixo...Ah, daí vem o outro e lança um programa de desenvolvimento, com obras arquimilionárias... Pontes, aeroportos, estradas, tudo que tem direito... E sem que se saiba por que, todas as obras são contratadas à uma mesma empreiteira... Mas ninguém sabe como, por quê... Daí a Polícia acompanha tudo, grava tudo, fotografa tudo, prende todos... Mas de repente um único juiz decide soltar todo mundo... Ninguém sabe como, ou quem pagou para isso...

A secretária de Zuleido é filmada entrando pela porta dos fundos do Ministério, o telefonema dela é gravado onde o lobista a orienta, ela é filmada no corredor da sala do Ministro com o pacote de dinheiro na mão, o Ministro é filmado levando-a à porta e já com o dinheiro na mão. Depois tem a coragem de dizer que tudo foi um mal entendido, que não houve nada disso.
Todo mundo sabe que essa ação da Polícia Federal é secreta, não é feita pelos chefes da Polícia Federal, porque eles são cargos de confiança, vazariam as informações. Quem comanda são os ex-cargos de confiança do Governo FHC. E Lula e Tarso Genro cinicamente vão a TV falar que têm que “cortar na carne”. Isso para confundirem a população. Para o povo achar que são eles que estão fazendo a limpeza da corrupção no próprio governo. O que o governo faz é saltar todos e condenar a ação. Quando a PF solta nota falando que agiu conforme a Lei. De repente, os jornais reeditam as matérias e somem as falas deles dois dos possíveis abusos da PF. Mesmo porque mostrou as contradições deles. O próprio batismo à ação foi uma maneira da PF ironizar o Governo Lula, porque sabem que navalha quando corta, corta a própria carne. Esse é o País de um povo enganado? Agora não.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Paraty promove Teatro de Rua


A Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de Paraty, está lançando o edital com regulamento de participação e ficha de inscrições para a VI Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua que acontecerá na cidade, no período de 01 a 03 de junho de 2007, no site http://www.mostrateatroparaty.com.br/ Esta mostra, em sua sexta edição, objetiva promover o encontro de grupos dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo que pesquisam e trabalham com a linguagem de teatro de rua, visando a preservação, o resgate e o incentivo desta manifestação cultural nas ruas de Paraty. Com este projeto, "cremos que além de estarmos contribuindo para o enriquecimento artístico e cultural da cidade através do incentivo a formação de platéias para a arte teatral, a criação e atualização de grupos de teatro e propiciando um aumento do fluxo de turismo num período de baixa sazonalidade, estaremos também viabilizando um momento de encontro e discussão a respeito da importância e possibilidades deste fazer teatral nas ruas de nosso país", diz Ailton Amaral.

Preço único deve atrair um bom público ao TMCJ esse final de semana.




Uma das coisas que deixa os pais mais indignados é quando uma programação infantil cobra um preço para as crianças e o dobro ou triplo para os pais. A Companhia Operakata de Teatro mostrou coerência nessa questão e estabeleceu preço único. Assim os pais não vão se sentir explorados. Vão ficar satisfeitos com o respeito que a Cia teve em relação a eles. Já os baixinhos vão se sentir todos todos por pagarem o mesmo valor que os pais. Vão se sentir os tais, os adultos. Sem contar que a temática empolga a garotada. Tema muito bem escolhido pela direção.



A Companhia Operakata de Teatro, idealizada pelo diretor e escritor Gilsérgio Botelho, se aventura pelo mundo lúdico da infância e apresenta “A Incrível Estória do Menino que Ficou Preso no Computador.com.br”. O espetáculo aborda, com humor, o uso compulsivo do computador pelas crianças, suas conseqüências e a dificuldade dos pais em lidar com a situação. Segundo pesquisas, o número de computadores no Brasil já ultrapassou a marca de oito milhões e crianças e adolescentes se tornam os principais usuários. O espetáculo tenta mostrar até onde isso pode ser benefício ou não e propõe uma reflexão sobre a cultura moderna e as mudanças de comportamento. A história é sobre Tavinho, que passa a ser hipnotizado pelo computador e sua mãe, com a ajuda dos brinquedos do garoto, faz uma viagem ao mundo virtual para salvar o filho. O texto, cenário e direção são de Gilsérgio Botelho. Figurino de Kécia Prado. Ela também faz parte do elenco que tem ainda Thiago Carvalho, Júnior Cruz, Iam Felipe, Cristiano Martins e Shirley Ferreira. O espetáculo estará em cartaz nos dias 26 e 27 de maio, no Teatro Municipal Carlos Jeovah, a partir das 18h:00. Os ingressos serão vendidos no local por apenas R$ 5,00.