quinta-feira, 12 de junho de 2008

MEMÓRIA AFETIVA DE UM AMOR ESQUECIDO




inspirado no filme "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças"
um espetáculo da cia. teatral Os dezequilibrados

de sexta a domingo às 21h no Oi Futuro
até 27 de julho

"Memória Afetiva de um Amor Esquecido confirma a evolução do grupo Os dezequilibrados e a sua permanente inquietação diante da cena."
(Jornal do Brasil)

"Ocupando os oito andares do Oi Futuro, a encenação de Sugahara exibe momentos muitos interessantes, assim como fragmentos de texto que nos levam a refletir sobre nossa atual condição. (...) Estamos, portanto, diante de um espetáculo bem estruturado, construído através da mescla de várias linguagens e interpretado com paixão, humor e competência por Saulo Rodrigues, Cristina Flores, José Karini e Ângela Câmara".
(Tribuna da Imprensa)

"Em cartaz no Oi Futuro, Memória Afetiva de um Amor Esquecido tem tudo para virar o talk of the town da temporada. (...) Trata-se de um espetáculo da celebrada trupe Os dezequilibrados, que, em 12 anos de existência, firmou um nome e sedimentou uma sólida tradição de pesquisa teatral. (...) Memória Afetiva é o espetáculo que, até hoje, tirou o melhor proveito da arquitetura 'futurista' e das opções tecnológicas do lugar. "
(O Globo)

"Com narrativa fluente e bom uso de recursos tecnológicos, Memória Afetiva de um Amor Esquecido é uma peça pop que convida à reflexão, e de alto poder de comunicação com a platéia. Vale a visita ao Oi Futuro."
(O Dia)

VEJA O TRAILLER DA PEÇA: http://www.youtube.com/watch?v=_IxOEvIs5ck

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Prêmio Braskem de Teatro anuncia indicados de 2007

(Indicada ao Prêmio de Melhor Espetáculo 2007, "Auto da Gamela", de Carlos Jehovha e Esechias Araújo Lima, direção: Roberto de Abreu, entre em cartaz de 18 a 27 de Janeiro, às 20h:00, Sextas, Sabados e Domingos, no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima. Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00. É o Teatro Conquistense mostrando força.)


Acaba de sair a relação dos indicados ao Prêmio Braskem de Teatro 2007, que consagra as melhores performances teatrais do ano passado, apresentadas nas seguintes categorias: espetáculo adulto, espetáculo infanto-juvenil, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, autor, revelação e categoria especial. Através do site da Braskem ( http://www.braskem.com.br/), o público também poderá escolher seus favoritos nas categorias espetáculo adulto e espetáculo infanto-juvenil.




Os vencedores só serão conhecidos na noite da premiação, cuja data ainda não está confirmada.Para esta edição, a comissão julgadora formada por Claudius Portugal, Marcos Uzel, Isa Trigo, Fátima Barretto, Antrifo Sanches, Antonio Sajae Antonio Godi, avaliou 55 espetáculos teatrais, sendo 41 adultos e 14 infanto-juvenis. A premiação, que soma o total de R$140 mil, será dividida da seguinte forma: os vencedores das categorias espetáculo adulto e infanto-juvenil recebem um troféu e a importância de R$30 mil, cada, e mais R$20 mil caso o espetáculo permanecer ou voltar a cartaz como suporte para divulgação. Para as demais categorias o prêmio é de R$5 mil.Patrocinado pela Braskem S.A., uma das três maiores companhias industriais do Brasil, o Prêmio Braskem de Teatro tem crescido ano a ano, estimulando a produção artística Bahia. Em 2006 concorreram 43 montagens, enquanto em 2004 disputaram 50 espetáculos. O prêmio foi criado em 1993 com o objetivo de reconhecer, valorizar e premiar a classe teatral do estado, abrindo espaço para o surgimento de novos talentos. Desde então, cerca de 600 montagens já estiveram concorrendo aos troféus.




Indicados ao XV Prêmio Braskem de Teatro 2007:




Atriz:


Carolina Kharo Ribeiro ( Grand Théâtre: Pão & Circo)


Heloísa Pimenta ( O dia 14)


Monize Moura ( Uma por outra - Histórias de Arthur Azevedo)


Pólis Nunes ( Sagrada partida)




Ator:


Amarílio Sales ( A casa de Bernarda Alba)


Carlos Betão ( Josefina, a cantora dos ratos)


Diogo Lopes Filho ( Josefina, a cantora dos ratos)


Francisco André ( Auto da Gamela)




Atriz Coadjuvante:


Andréa Nunes ( A casa de Bernarda Alba/As bruxas de Salem)


Lívia França ( Zona contaminada)


Simone Brault ( Como Almodóvar)


Tatiane Carcanholo ( Viva o povo brasileiro)




Ator Coadjuvante:


André Rosa (A casa de Bernarda Alba)


Antonio Soares ( Uma mulher vestida de sol)


Léo Santis ( O dia 14)


Érico Brás ( Áfricas)




Texto:


Ângelo Flávio ( O dia 14)


Heraldo Souza ( O aluguel)


Sonia Robatto ( Ciranda do medo)


Tom Figueiredo ( Pedro e a cobra-de-fogo)




Categoria Especial:


Lulu Pugliese – Coreografia ( Ciranda do medo)


Miniusina de Criação - Cenografia ( Pedro e a cobra-de-fogo)


Roberto de Abreu, Eudes Cunha, Laura Franco - Direção Musical ( Auto da Gamela)


Zuarte Jr. - Figurino e Adereços ( Áfricas)




Direção:


Ângelo Flávio ( O dia 14)


Fabiana Monsalú ( A casa de Bernarda Alba)


Osvaldo Rosa ( Pedro e a cobra-de-fogo)


Roberto de Abreu ( Auto da Gamela)




Espetáculo Adulto:


A casa de Bernarda Alba


Auto da gamela


O dia 14


Shopping and fucking


Espetáculo Infanto-juvenil:


Áfricas


Ciranda do medo


Pedro e a cobra-de-fogo




Revelação:


CAN - Centro de Atores Abdias do Nascimento


Carolina Kharo Ribeiro – Concepção ( Grand Théâtre: Pão & Circo)Emiliano D'Ávila – Ator ( Shopping and fucking)


Fabiana Monsalú - Direção ( A casa de Bernarda Alba)


segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O que é mesmo cultura?


Obs.: Email respondendo o comentário da atriz Poliana Bicalho na matéria: "Por não ser cliente partidário, Avanilton Carneiro não recebe apoio para ir assistir a Leitura Dramática da sua peça: "O Porão", no RJ", publicada abaixo.


Poly,

Às vezes, há pessoas que, inocentemente, entra nesse meio apenas querendo lutar pelo o engrandecimento da arte, em especíico a área que atua, no nosso caso: o teatro, e desconhece o jogo sujo das entrelinhas:

a) Se a Petrobas patrocinou a Mostra de Cinema, por que houve sobra no caixa para pagar determinadas outras ações culturais? Não deveria ser tudo gasto de acordo planilhas aprovadas? Se há sobras para essas determinadas ações cultuirais, há sobras para outras coisas também;
b) Se para o Natal vem uma verba carimbada, como você mesma se expressa, por que Gildelson me fez a proposta de fazer um recibo como se eu tivesse participando do Natal e fosse ao RJ com o meu dinheiro e depois o receberia de volta? Que histórico iria colocar nesse recibo? Por acaso eu fui encaminhado no projeto como alguém que participaria do Natal? Se poderia haver tal recibo para mim, poderia também haver outros recibos como se estivessem participado do Natal. Então, mostra que a verba não é tão carimbada assim;
c) Se não teve verba para as minhas passagens e hospedagens, por que houve para uma cliente partidária do secretário?
d) Por que quando se trata de reuniões ou encontros políticos não aparecem só passagens não, mas ônibus e mais ôniubs e depois, coincidentemente, quando um pobre ou um doente busca uma passagem negam alegando que a cota do mês já foi esgotada? As hospedagens se transformam em reservas de hoteis e não se vêem saídas para tal em nenhum livro caixa de nenhum partido político;
d) Você já parou para analisar o processo pelo qual saiu o dinheiro para a gente ir a Feira de Santana na participação da II Conferência Estadual de Cultura? O porquê todo mundo recebeu 50,00 sem nenhum recibo? Por que não pegamos nenhum tipo de recibo para comprovar os gastos com alimentações complementares durante a Conferência ou mesmo com as despesas com táxis?
e) Por que membros do partido e funcionários da PMVC vencem editais? Por que os artistas contratados são todos militantes?
f) Por que, no passado, empenhos eram feitos cinco vezes o valor da atividade cultural? A exemplo da famosa Corrida do Natal.
g) Por que os candidatos recebiam dinheiro para gastar na campanha e eram orientados a não declará-lo?
A moeda não tem só cara e coroa.

Agradeço muito os parabéns, pois sei que vem do coração e tenho ciência que você se sente orgulhosa por esse grande passo do Teatro Baiano ter sido dado pelo o Teatro Conquistense, aqui mesmo, do interior, da nossa terrinha. Não passei a matéria para o meu blog por não dispor de um scane, mas ela está no Blog do Anderson.

Infelizmente, por picuinha partidária, não fui. Perdi um grande momento da nossa dramaturgia, mas ele aconteceu. Independente da minha presença ou não, de apoio de um secretário que eles lá nem sabem que existe ou não. Mas o nosso teatro, eles agora sabem que se iguala ao dos dois maiores centros culturais do país, o eixo Rio-São Paulo.

Essa não minha ida é o pecado que nós artistas temos que pagar por permetirmos aventureiros, politiqueiros de carreira, assumirem as funções que devem ser dos atistas. De esquerda ou direito, centro. Mas tem que ser um artista à frente das funções culturais, porque nós temos a sensibilidade de reconhecermos quando o momento é importante e mandamos os nossos representanrtes quando se destacam em projetos como o Seleção Brasil em Cena 2007, porque eleva não só o artista, mas à força da cultura local, o talento do Teatro do Interior Nordestino. Um bruto partidário, analfabeto cultural, não sabe qual o significado de um passo desse para o Teatro Baiano, quer apenas usar do poder para dizer "não" e ser ovacionado, no gabinete, pelos companheiros de siglas por ter prejudicado um adversário, mas o resto do país o repudiou e perguntou: "Quem é esse imbecil que não tem visão política e cultural?"
O que é mesmo cultura?
- É ser ovacionado pelos colegas partidários toda vez que você dizer não a um artista adversário partidariamente.
Outrossim, se o Secretário Municipal de Cultura pede a uma de suas assessoras para sondar ("Todavia insisto em saber os dois lados da moeda que a 'imparcialidade' da mídia teria condição de trazer a tona".) o que eu teria que a mídia poderia trazer à tona é porque ele está preocupado, com medo que eu tenha algo além dos itens citados acima. A carta que um bom jogador a guarda na manga só é jogada à mesa em momentos decisivos como um horário político.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Por não ser cliente partidário, Avanilton Carneiro não recebe apoio para ir assistir a Leitura Dramática da sua peça: "O Porão", no RJ



Email enviado ao diretor da peça: "O Porão" justificando a não ida à Leitura Dramática, no Teatro II, CCBB, Rio de janeiro, no próximo dia 15, às 15h:00.


Caro Ivan Sugahara,

Moro numa cidade proviciana culturalmente. Só de melhor ator, foram oito prêmios trazidos para essa Vitória da Conquista, terra de Glauber Rocha e do meu coração. Venci ou fiquei entre os três primeiros colocados em alguns festivais de teatro. Por quatro vezes consecutivas fui eleito delegado para representar a Bahia em congessos nacionais de teatro. Já venci seis editais à nivel estadual e três, nacional. Agora, fui o único Nordestino a ter uma das minhas quarenta e um peças ("O Porão") selecionada no Concurso "Seleção Brasil em Cena". E não vou poder participar desse passo mais importante que a Dramaturgia Conquistense deu, simplesmente porque não sou cliente partidário do prefeito. É lamentável saber que, dos cantores que virão participar dos festejos natalinos, o valor mais baixo, só com passagens áreas, vai ficar em torno de 3.200,00 pagos à vista. Fora hospedagens e chacês. Só solicitei duas passagens, ida e volta, de ônibus, e R$ 250,00 para hospedagens e alimentação pelos os dois dias que eu ficaria na Cidade Maravilhosa. Me foram negados alegando que o débito com a agência de turismo não havia sido quitado então a mesma suspendeu o fornecimento de passagens. Enquanto o valor para as despesas, fariam um empenho sem previsão de recebimento (Há artistas, da cidade, que cantaram em maio, no Micareta, e até hoje não receberam). Estou passando apertos financieros por conta de uma aposentadoria por invalidez que o Estado nunca pública e enquanto isso reduziu o meu salário em mais de 60%. Por isso, não posso arcar com tais despesas nessa ida ao Rio de Janeiro para aventurar receber ou não. Outras aposentadorias que têm pistolões do mesmo partido do Governador já foram publicadas mesmo tendo dado entrada posterior a minha.
Após o Secretário Municipal de Cultura me negar as passagens, uma colega, da dança, as conseguiu para São Paulo apenas para participar, por um dia, de uma oficina com alguém que vem da Itália. Ela é cliente partidária do prefeito.
Recentemente, 15 de outubro, atores da minha peça: "Colégio Kadija" foram impedidos de distribuírem panfletos divulgando-a durante um churrasco em homenagem aos professores, bem como os seus cartazes não foram autorizados a serem afixados nas escolas estaduais. Mas, o maior absurdo, foi eu ter que suspender a peça e estou preparando novo elenco, porque cinco atrizes, por ironia do destino, eram filhas de diretoras de escolas públicas e a peça critica justamente os benefícios que o Governador deixa de fazer pela a caótica Educação Baiana que ocupa o vergonhoso 26º lugar no Ranque Nacional.
Jamais imaginava ser censurado por essa "esquerda" que tão heroicamente lutou para derrubar a censura quando era oposição. E eu deu a minha contribuição. Quantos muros eu pichei: "Abaixo a Censura"? De quantas passeatas eu participei? Aqui e em Salvador? Pelo Fim da Censura e pelas Diretas Já?
Infelizmente, não vou poder assistir a Leitura Dramática da peça: "O Porão", de minha autoria, no próximo dia 15, às 15h:00, no Teatro II, do CCBB, RJ, sob sua direção. Desejo-lhe um ótimo trabalho e dê merda aos atores por mim. Percebe-se o porquê Glauber Rocha deixou essa cidade logo cedo e nunca ligou em divulgá-la, pois sabia que jamais encontraria apoio para se tornar o Glabuer Rocha vivendo sob essa política mesquinha e cega que faz de tudo para enterrar os talentos que não são clientes partidários dos prefeitos.
Hoje, um bando de oportunistas vivem usando o nome de Glauber para conseguir aprovar projetos como a última Mostra de Cinema Conquista. Eu só não consegui entender como que o Secretário Municipal de Cultura, Gildelson Felício, me justificou de que alguns gastos com os Festejos Natalinos ficariam por conta de uma sobra da referida Mostra. Pensei que a Petrobas só aprovava verbas que tivessem gastos comprovados e previamente estabelecidos em planilhas. Faltar dinheiro nos projetos é comum. Mas, sobrar? Desviar tais sobras para outros fins? O Brasil já sabe o que é isso.
Recentemente, o Secretário Municipal de Cultura, Gildelson Felício, pediu para que eu não desse "pau" nele na imprensa, por eu ser seu amigo, referindo-se quando eu respondi a uma pergunta de um repórter e a concluir falando que a Secretaria Municipal de Cultura só servia como cabide de empregos, atender aos clientes partidários e fazer caixinha para os partidos políticos. Disse-lhe que não podia deixar de denuciar tais arbitrariedades, mas como amigo eu escondia coisas mais graves tal a que ocultei, no auge do Mensalão, que eu poderia tê-lo denunciado que, em 2000, quando saí candidato a vereador pela sigla em que ele era o presidente, eu e todos os demais vinte e seis candidatos, recebemos, das mãos dele e do Deputado Walter Pinheiro, no então comitê do então candidato a vereador Genivan, na Av. Lauro de Freitas, uma certa quantia para gastos emergiciais e pediram para a gente não prestar contas: era o Caixa Dois. O protegi, mas ele não foi digno de viabilizar a minha ida ao Rio de Janeiro para participar desse momento histórico para a Dramaturgia Conquistense, exclusivamente por eu não ser mais cliente partidário do prefeito dele.

Atenciosamente,

Avanilton Carneiro

sábado, 1 de dezembro de 2007

Avanilton Carneiro encaminha sugestões ao FAZ CULTURA e ao FUNDO DE CULTURA

(Célia Santos, Avanilton Carneiro e Stone. Representantes do Teatro Conquistense)


Valorizo a idéia de buscar, junto às classes culturais, idéias para melhorar o Fundo de Cultura e o FAZ CULTURA. Lembrando que houve muitos encaminhamentos referentes nas Conferências. Será que não vão ser aproveitados?



a) Antes de tudo, a cultura do interior não pode ficar de fora do projeto: “Sua nota é uma show”. Por que só o futebol tem essa regalia? Muitos artistas passariam a sobreviver no próprio interior se houvesse uma territorização desse projeto. Poderiam começar com as grandes cidades: Vitória da Conquista, Feira de Santana, Jequié, Itabuna, Ilhéus, Juazeiro etc. Após certo tempo estenderiam para todas as demais cidades. Não vejo mais o porquê de excluir a cultura do interior desse projeto. Incluir a cultura do interior no “Sua nota é um show” é exercer cidadania. Deixá-lo de fora é discriminação social;



b) Tanto o FAZ CULTURA como O FUNDO DE CULTURA têm que ser territorizados proporcionalmente. Essa sugestão, eu a encaminhei durante as Conferências: municipal, territorial e estadual. Em ambas as esferas foram aprovadas. Mostra que os artistas do interior baiano querem esse processo imediato para assegurar a participação do interior, proporcionalmente, nesses programas;



c) Um fator importante que sugerir no workshop dos editais e foi aceito por aclamação pela platéia, mas acho que a técnica não fez nenhum encaminhamento, refere-se à descentralização da entrega dos projetos do FAZCULTURA. Para um artista entregar o seu projeto, ele tem que se deslocar do interior até a secretária competente EXCLUSIVAMENTE para protocolá-lo. Um desrespeito ao artista do interior que mesmo na incerteza de captar os recursos ou não já entra gastando com despesas de hospedagens, passagens, táxis, alimentação etc. Deveriam, como sugerir, usar os centros regionais de cultura para tais recebimento e protocolos. Seria o caso de treinar um funcionário. Suponhamos, o artista de Condeúba não precisaria se deslocar até Salvador, encurtaria sua viagem até Guanambi ou Vitória da Conquista. Alertei ainda de que se a Secretaria da Fazenda se opusesse por se tratar de secretarias distintas, colocariam as Delegacias da Receita Estadual para exercer tais funções. Seria até melhor porque há mais Delegacias Regionais de Receita Estadual do que Centros Culturais no interior do Estado. Prática como essa, evitaria fatos como os que me ocorreram:


c.a) Por falta de verba para tais despesas a Salvador, deixei de protocolar, em 2007, três projetos no FAZ CULTURA:


c.a.a) “Ribalta – O Informativo do Teatro Baiano”;


c.a.b) “Parados no Trampolim”, de Avanilton Carneiro, montagem teatral;


c.a.c) “Publicação Independente”.


c.b) Enviei o projeto: “Teatro na Sala de Aula” ao Fundo Estadula de Cultura e até hoje não recebi nenhum comunicado se foi aprovado ou se foi recusado.



d) Desburocratizar ambos os programas. Não adianta discurso bonito culpando o Governo passado de que poucas entidades culturais e poucos artistas do interior participaram, que os recursos se centralizaram nas mãos de poucos da capital. O que elimina a participação do interior é a burocratização. O Deputado Waldenor Pereira, nas aberturas das conferências Muncipal e Teritorial fez tal discurso culpando oGovernopassado, mas se esqueceu de assumir a verdadeira culpa, porque ele foi um dos deputados que aprovaram a Lei Burocrática do FAZ CULTURA e que eliminou à queima roupa praticamente todo artista do interior. Vamos supor, o Grupo Avante Época-Teatro, completou 35 anos, em 2007. Ficou de fora de um edital que teve sua inscrição prorrogada por falta de inscrições: “Manutenção de entidades Culturais” apenas por um item: Reconhecimento de Utilidade Pública Estadual. Pra que isso, se a entidade atua no âmbito municipal? Ambos os programas são discriminatórios, seletistas, continuam beneficiando apenas a elite da cultura baiana. O interior vai continuar a ficar de fora, porque não atende as exigências burocráticas. Fazer arte não é se burocratizar, mas expressar a beleza oculta dos sentimentos sensíveis. São mais papeis do que projetos, do que a própria arte em si. Há de se lembrar de que o artista do interior não tem dinheiro para se burocratizar, de que nas suas respectivas cidades não têm nem como ele se burocratizar. Então, como exigir tantos detalhes desnecessários? Aposto de que a estatística, em 2007, não foi tão diferente da dos anos anteriores justamente por causa da burocracia de que esses programas exigem.
e) Promover encontros com o interior para um estudo de como desburocratizar esses programas para dar oportunidade a todos participarem;
f) Determinar de que a cidade só entraria na territorização do FAZ CULTURA e Fundo de Cultura mediante a criação do FAZ CULTURA MUNICIPAL fundamentado no ISS de cada Município. Assim, as prefeituras seriam obrigadas a criarem suas respectivas leis municipais de incentivo à cultura as quais tanto resistem e vêm prejudicando a cultura local.
g) Divulgar, assim como faz com o FAZ CULTURA, todo o projeto recebido no FUNDO ESTADUAL DE CULTURA, bem como, os respectivos projetos contemplados e os recusados para o artista do interior acompanhar os rumos dos seus projetos.
h) Por último, seria a questão mais polêmica, porém, a Cultura Baiana, daria um salto: Determinar, através de lei ou portaria, a obrigatoriedade do empresário em aplicar, no FAZ CULTURA, determinado percentual estabelecido por lei, que sua empresa teria condições de aplicar na cultura local da cidade onde atua sua sede e respectivas filiais de acordo o já estabelecido no próprio FAZ CULTURA, caso ele não aplicasse, o referido mutante iria para o Fundo Estadual de Cultura e este destinaria proporcionalmente aos respectivos Fundos Municipais de Cultura obrigando assim cada Município a criar o seu Fundo Municipal de Cultura para receber tal verba a qual só poderia ser gasta na cultural local, no ano seguinte.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Concurso de Dramaturgia premia professor de curso da UESB

(Avanilton Carneiro se sente recompensado em ter dado um importante passo para a Dramaturgia Baiana)
("O Porão" terá a sua Leitura Dramática no dia 15 de dezembro, às 15h:00, no Teatro II, do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, sob a direção de Ivan Suhgahara)

Por Monik Milany


“Quem a ler não conseguirá tirá-la da mente, quem a assistir não vai esquecê-la”. De fato, a peça “O Porão”, do professor do curso livre de teatro da Uesb, Avanilton Carneiro, foi inesquecível e marcante para a comissão julgadora do Concurso Nacional de Dramaturgia: "Seleção Brasil em Cena", 2007, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
A obra integra a lista das 12 finalistas que poderá ter a peça encenada no ano de 2008. Para tanto, leituras dramatizadas das peças, dirigidas por quatro diretores cariocas, serão realizadas no próximo mês de dezembro. O elenco será composto por atores indicados pelas principais escolas de teatro do Rio de Janeiro, sendo que o público e os diretores escolherão a campeã.
Este ano, o "Brasil em Cena" recebeu 250 inscrições de todo o país. Para o professor Avanilton, único baiano a ser selecionado, estar entre os 12 finalistas é um motivo de extrema alegria, principalmente por ele não ser do eixo Rio-São Paulo, que comumente ocupa a maioria das colocações. Ele define, que este é o “reconhecimento da dramaturgia conquistense”.
Avanilton Carneiro, com mais de 30 anos de palco, faz parte do Grupo Avante Época-Teatro e é o responsável, entre outras, pela peça “Colégio Kadija”. E aos interessados por essa arte, ele avisa: está em fase de ensaio a “Parados no Trampolim”, com estréia prevista para janeiro de 2008, assim como, serão abertos testes para a peça “Vinte anos depois”.
Se você tiver oportunidade de assistir à peça, não perca! “O Porão” será dirigida por Ivan Suhgahara, no dia 15 de dezembro, às 15h:00, no Teatro 2, do CCBB, na cidade do Rio de Janeiro.
O enredo
Como duas pessoas de nomes tão correlatos poderiam ter os destinos cruzados? Essa é uma das perguntas que a peça vai tentar responder. Pã, um homem simples, que levava uma vida tranqüila, um dia, ao acordar, se depara num porão, acorrentado e prisioneiro de Erínea, uma bela e desconhecida mulher.
Sem saber qual o seu destino, o porquê de estar ali, Pã pensa ter sido confundido com algum artista famoso, empresário rico ou político. A partir de então, o personagem passa a se questionar se será solto ou vítima daquela mulher. Nesse conflito, Pã se desespera e pede socorro à platéia.




Fonte: http://www.uesb.br/ - ASSCOM-UESB

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Martin

A pré-estréia de Martin ocorre dia 08 dezembro de 2007. E a Estreia oficial em 2008, com apresentação especial no dia 15 de janeiro ( aniversário de Martin Luther King), no Espaço Cultural Tendal da Lapac, com entrada franca. No elenco do espetáculo, de Apollo Faria, tem a participação especial de Nelson Araújo.
Martin, um garotinho que vive em um bairro em Geórgia (Sul dos Estados Unidos) no final dos anos 30, encontra-se em um dilema: Acaba de receber uma terrível notícia de seu melhor amigo de vizinhança e infância. O garoto que mora em frente a sua casa e com quem sempre brincou, relata que passarão a freqüentar a escola e sendo assim não poderão mais ter amizade, pois onde eles moram as escolas para garotos brancos e negros são separadas.
Martin, pela primeira vez descobre que não é considerado igual aos outros garotos.
Sendo assim foge para o sótão de sua casa e se esconde entre livros e mais livros. O sótão serve como lugar de brincadeiras, onde um mundo a parte se abre diante do universo de livros e conhecimento.
Martin então, através dos livros, inicia uma viagem ao seu passado e de sua família, fazendo desta viagem uma análise para todos os acontecimentos que envolvem a união e guerra entre as pessoas no nosso mundo atual.

O PROJETO: A vida do grande Mártir e símbolo de luta pela justiça e igualdade, Martin Luther King, serve como inspiração para esta montagem infantil.
O mundo no qual vivemos é apresentado pelos olhos de um Martin quando criança. Como seria o Universo e suas injustiças diante dos olhos de uma criança e como isso influenciaria em sua vida futura?
Um dia fictício na vida de Martin ilustra estes questionamentos.
O núcleo de espetáculos infanto-juvenis pesquisa e trabalha novas formas de fazer teatro para crianças:
"O nosso ideal é a busca de um diferencial no universo teatral - infantil que está atualmente no mercado. Procuramos unir diversas artes em uma só: os atores da companhia estão preparados para montagens com dança, (sapateado americano, jazz, ballet clássico, moderno e contemporâneo), música, diversas linguagens teatrais e também artes-marciais".
Apollo Faria diz ainda: "O público de teatro Infanto-juvenil necessita de produções que criem mais interesse e questionamentos diante de nossa realidade atual".
Nessa busca por um trabalho autoral próprio, a Companhia une a arte à educação, sem esquecer da fantasia necessária para alcançar as crianças.
FICHA TÉCNICA: Direção Geral: Apollo Faria. Assistência de Direção: Angrei Fiel. Supervisão de Encenação: Aurélio Prates. Cenário e Figurino: Núcleo Belatriz de Teatro e Eventos. Trilha Sonora: Ana Dori. Preparação Corporal : Nelson Dias.
Belatriz - Arte e Entretenimento
(11)2214 2058 / 7315 9665

CHÁ DAS SEXTAS ESTRÉIA COM O AUTO DA CORRUPÇÃO



Estréia dia 09 de Novembro e permanece em cartaz até o mês de Dezembro, sempre às 17:00 h., na Praça das Artes, no Pelourinho, o espetáculo Auto da Corrupção, texto de Marcelo Duarte, direção de Marcos Cristiano, pelo Teatro de Rua 1º de Maio. No elenco Juliana Ribeiro, Joice Andrade, Deibson Moon-há, Adriana Maciel, Reinaldo Santos, Ed Santos, Ibsen Sena, Marcos Cristiano e Edílson Bispo


O TEXTO

Trata-se de uma comédia de costumes que tem como abordagem a prática política vigente no país, onde a compra de votos, clientelismo e balcão de votos, perpetrada pelo Dr. Caô Abrantes, tornam o ato cívico, a eleição, um negócio onde são envolvidos, de um lado, milhões de dólares e o do outro, o eleitor, o analfabeto político, em instrumento de corrupção e improbidade, manipulado pela classe política, notadamente na época que antecede as eleições, onde o voto é obrigatório.


A TEMPORADA

O projeto Chá das Sextas, idealizado pelo Teatro de Rua 1º de Maio em conjunto com a Caravana de Téspis, integrantes do Movimento de Teatro de Rua da Bahia, objetiva, além de dinamizar a Praça das Artes, no Pelourinho, proporcionar o intercâmbio entre os fazedores do teatro de rua, tornando o local uma espécie de Centro de Referência para o Teatro de Rua na cidade do Salvador, por isso, o projeto terá abertura, justamente com a estréia do espetáculo Auto da Corrupção, que fica em temporada até o final de dezembro e, concomitante, sempre as sextas-feiras, acontecem performances e aulas públicas realizadas por grupos e artistas locais, nacionais e estrangeiros, possibilitando o acesso democrático e gratuito da população à linguagem cênica das ruas.

A produção lembra que a Temporada, até a presente data, não conta com qualquer tipo de apoio público ou particular. Por isso o clássico "rodar o chapéu" será o mecanismo de produção que sustentará o espetáculo.


INFORMAÇÕES :

Marcos Cristiano – 8888 7745 – http://br.f635.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=caravanadetespis@gmail.com

sábado, 3 de novembro de 2007

Enfim, o reconhecimento


CCBB Rio revela 12 novos autores brasileiros



O concurso Seleção Brasil em Cena 2007, promovido pelo CCBB Rio, divulga o resultado dos 12 autores finalistas que terão leituras dramatizadas de suas peças dirigidas por quatro diretores cariocas: Stella Miranda, Moacir Chaves, Gilberto Gawronski e Ivan Suhgahara. As leituras vão acontecer durante os finais de semana de dezembro, no CCBB Rio. O elenco será formado por atores indicados pelas principais escolas de teatro do Rio de Janeiro.
O Seleção Brasil em Cena recebeu esse ano 250 inscrições de todo o país. Entre os finalistas, seis cariocas, dois mineiros, um potiguar, um baiano e dois paulistas. O juri do concurso formado por João Coelho, Sérgio Fonta, Sérgio Coelho, Marcos Henrique e Roberto Guimarães. O juri do concurso identificou duas curiosidades: quase todos os finalistas moram no eixo Rio-São Paulo e dos 12 autores selecionados, três deles são atores do mercado teatral carioca.


Lista Oficial de finalistas do Seleção Brasil em Cena 2007:

1. URUBUS - Cristiano Gualda
2. ÁGUAS DE OXALÁ - Raimundo Alberto
3. A VINDA DE SHAKESPEARE - Joseli Ernesto Ceschim
4. E NO MEIO DE TUDO HAVIA A FOLIA - Walner Danziger
5. MALANDRAGEM FACINHA EM TRÊS TEMPOS - Angélica Coutinho, Denise Barreto e Patrícia D'Abreu
6. TRUQUE COM ESPELHOS - Flavio Celio Goldman
7. QUATRO FACES DO AMOR - Eduardo Bakr
8. HAPPY HOUR - Carlos Pesce Thiré, Eduardo Leonel Albergaria
9. É SAMBA NA VEIA. É CANDEIA - Eduardo Ceschin Rieche
10. PEÇA POR PEÇA – Leandro Muniz
11. BAGAGEM OU MEMÓRIAS EXTRAVIADAS - Leonardo Faria Moreira
12. O PORÃO - Avanilton Carneiro


“O Porão”
Avanilton Carneiro



O texto é forte, quem o ler não consegue tirá-lo da mente, quem assistir à peça não vai conseguir esquecê-la. De repente, percebe-se que o personagem está perdido: acorrentado, preso num porão, sem saber qual o seu destino, o porquê de estar ali. Pensa ter sido confundido com algum artista famoso, empresário rico ou político. E vêm à mente duas questões: ser solto ao perceberem o engano ou, irados pelo erro, acabarem com a sua vida como forma de autopunição ou de puni-lo por ser a pessoa errada. Nesse conflito se desespera e pede socorro, mas a platéia não pode acudi-lo, passiva, alheia a sua tormenta, fica curiosa em saber o porquê também. E uma mascarada chega, desce os degraus do porão e só pelo fato de portar uma máscara levanta desconfianças. Ele ainda não sabia o nome dela: Erínea, uma deusa que perseguia os criminosos na mitologia grega. O autor lhe reserva esse arrepio inicial, porque o seu nome: Pã, significava crime, perseguição as ninfas. Como duas pessoas de nomes tão correlatos poderiam se deparar num porão? Como o destino permite que dois nomes desses se cruzem no decorrer de suas existências? Nem a própria ficção será capaz de explicar, pelo contrário, vai deixar as mentes aguçadas em justificar, oferecer caminhos para as divergências, jamais apresentar o porquê de, no meio de bilhões de habitantes no mundo, esses dois nomes tão significativos deixarem marcas tão profundas nos seus respectivos donos em momentos diferentes da vida de cada um.